Serie A

36ª rodada: vitória em Nápoles e derrota da Roma garantiram o Bologna na Champions League

O fim de semana foi de muitas sentenças na Serie A. Na parte mais alta da tabela, os mais importantes dos vereditos dizem respeito às vagas na Champions League. Primeiramente, o Bologna conseguiu uma histórica classificação à fase moderna da competição, que jamais disputou, e vai jogar o principal torneio de clubes da Europa pela primeira vez desde 1964. Apesar do tropeço na Salernitana, a Juventus também assegurou um posto no certame, mas até agora não mencionou o feito em seus canais oficiais, o que denota quão grande é a decepção em Turim por este fim de temporada atribulado.

A 36ª rodada do Campeonato Italiano também foi o palco para o Milan garantir o vice, a Lazio confirmar que vai disputar pelo menos a Conference League em 2024-25 e, por fim, para o Lecce obter a sua permanência na elite. Além disso, a Atalanta bateu a Roma no confronto direto pela quinta posição e a briga por vagas europeias se intensificou. Campeão na temporada passada, o Napoli tem boas chances de não conseguir um lugar no grupo de times que terão compromissos continentais na época seguinte e até mesmo de nem terminar a competição entre os 10 primeiros. Por fim, a Udinese deixou a zona de rebaixamento e colocou o Empoli no Z3 na semana anterior ao “jogo de seis pontos” que farão. Confira tudo isso abaixo, no resumo da jornada.

>>> Classificação e artilharia da Serie A

Napoli 0-2 Bologna

Gols e assistências: Ndoye (Odgaard) e Posch (Calafiori)
Tops: Posch e Ravaglia (Bologna)
Flops: Politano e Anguissa (Napoli)

No sábado, o Bologna fez a sua parte e venceu o Napoli, que faz uma das piores defesas de título da história da Serie A e corre sério risco de concluir o campeonato na metade inferior da tabela – no momento, está em nono, fora da zona de classificação para qualquer torneio continental. Foram dois gols rápidos, uma administração eficaz ante um rival combalido mentalmente. Dono da terceira posição, empatado com a Juventus, sua próxima adversária, o time de Thiago Motta voltou para a capital da Emília-Romanha e foi recebido com festa pela torcida, mas as celebrações estouraram de vez no dia seguinte, quando a vitória da Atalanta sobre a Roma completou o quebra-cabeças e garantiu os rossoblù na Champions League.

Contra o Bologna, o Napoli deu sequência a uma série bizarra: seus últimos cinco gols sofridos foram marcados por atletas que ainda não tinha feito nenhum nesta temporada. Logo aos 9 minutos, Odgaard dominou bonito a sobra de um chute bloqueado de Zirkzee e levantou na medida para Ndoye ganhar de Di Lorenzo no alto e abrir o placar. Aos 12, Urbanski cobrou escanteio na área, Calafiori ajeitou de cabeça e Posch, que havia anotado seis em 2022-23, mas estava em branco na época atual, contou com a benevolência de Anguissa para escorar para a rede.

Em expressiva desvantagem tão cedo, o Napoli dava uma amostra do quão ruim seria sua atuação – polvilhada por péssimas exibições individuais, além do coletivo. De Kvaratskhelia, anulado por Posch, à indigência da linha de retaguarda, foi um jogo em que pouquíssimos se salvaram. Osimhen foi um deles. Aos 20 minutos, sofreu pênalti e deixou para Politano, que parou na defesa do reserva Ravaglia, que se mostrou preparado sempre que exigido ao longo da temporada. No segundo tempo, pouco ocorreu. Podemos citar apenas uma ótima intervenção de Meret com o pé, para evitar que Zirkzee anotasse o terceiro do Bologna, e uma providencial espalmada de Ravaglia para escanteio, que impediu que Osimhen diminuísse o prejuízo azzurro.

Juventus 1-1 Salernitana

Gols e assistências: Rabiot (Locatelli); Pierozzi (Sambia)
Tops: Sambia e Pierozzi (Salernitana)
Flops: McKennie e Kostic (Juventus)

Massimiliano Allegri e a Juventus foram desmascarados neste fim de semana. Corroborado por jogadores e membros da diretoria, o técnico passou a temporada inteira falando que o objetivo da equipe não era o título, mas a vaga na Champions League. Porém, quando os bianconeri atingiram a meta, após o empate com a rebaixada Salernitana e a vitória da Atalanta sobre a Roma, não houve qualquer sinal de celebração em Turim – na verdade, os canais oficiais do clube sequer mencionaram o retorno à competição, após ausência de um ano.

Ao invés de um ambiente de festa, tivemos um discurso mentiroso desmentido pela decepção na capital do Piemonte. A classificação da Velha Senhora para a Liga dos Campeões é fruto do bom desempenho no primeiro turno e não do péssimo rendimento posterior, com apenas 21 pontos somados em 17 jogos no returno – um aproveitamento que a deixou com 25 a menos do qua vitoriosa Inter, sua arquirrival. E foi essa fase absolutamente negativa que foi ratificada contra a Salernitana, numa partida que a Juventus ficou a minutos de perder.

A Juventus foi muito vaiada ao longo da partida, por conta de mais uma péssima atuação coletiva – polvilhada por exibições individuais abaixo da crítica. Ainda assim, acertou a trave três vezes ao longo do jogo, sempre em finalizações de fora da área. A primeira, no início, quando Vlahovic disparou e Fiorillo desviou a bola em direção ao travessão; depois, no fim do primeiro tempo, em arremate de Cambiaso; por fim, no apagar das luzes, com tirambaço de Miretti. Entre esses lances, aos 27 minutos, Pierozzi se antecipou a Rabiot em cobrança de escanteio e fez o gol da Salernitana. Capitão por um dia, o francês se redimiria nos acréscimos, também após um corner, mas chamou mais atenção o fato de os grenás terem desperdiçado duas oportunidades clamorosas de marcarem, cara a cara com Szczesny. A segunda delas ocorreu no último lance da peleja, com Basic.

Com tropeço contra a rebaixada Salernitana e combinação de resultados, a Juventus se classificou à Champions League e não festejou (Getty)

Atalanta 2-1 Roma

Gols e assistências: De Ketelaere (Scamacca) e De Ketelaere (Koopmeiners); Pellegrini (pênalti)
Tops: De Ketelaere e Scamacca (Atalanta)
Flops: Kristensen e Mancini (Roma)

O placar final engana quem não viu o jogo entre Atalanta e Roma. Os nerazzurri promoveram um verdadeiro massacre no Gewiss Stadium e poderiam ter goleado os giallorossi se tivessem aproveitado melhor as chances criadas – ademais, sofreram o gol num pênalti muito discutível. Entretanto, isso não fez diferença: a Dea se impôs no confronto direto com a Loba e se isolou na quinta posição da Serie A, de modo a obter amplo favoritismo na disputa pela vaga na Champions League através do campeonato, já que tem um jogo a menos e vantagem sobre os capitolinos nos critérios de desempate.

Mais uma vez, a Roma se deu mal contra um time situado numa das cinco primeiras posições da Serie A – somou apenas 2 pontos contra equipes nessa situação e desde 1963-64 não obtinha tão poucos. Por ter sido um confronto direto, impressionou como a equipe de Daniele De Rossi entrou em campo desligada, talvez baqueada pela eliminação da Liga Europa pelo Bayer Leverkusen, considerando ainda a forma como isso se deu. A Atalanta aproveitou e bombardeou a adversária nos primeiros minutos, construindo dois gols pelo setor esquerdo, aos 18 e aos 20. Ambos foram marcados por De Ketelaere, o melhor da partida. O belga, aliás, ainda acertou a trave e desperdiçou outras oportunidades na etapa inicial.

Durante o primeiro tempo, Svilar fez pelo menos duas defesas muito importantes após jogadas de bola aérea e ainda viu Koopmeiners acertar o poste em cobrança de falta. Após o intervalo, o arqueiro sérvio continuou trabalhando, ao passo que a Atalanta também disparava vários arremates para fora – no total, foram 20 finalizações dos nerazzurri. Aos 66, a Roma aproveitou o fato de a Dea não matar o jogo e encostou no placar depois que o árbitro Marco Guida assinalou penalidade em Abraham, depois de o inglês ter mandando a pelota para longe e, na sequência, ser atingido por De Roon. Pellegrini converteu a cobrança e os giallorossi deram algum trabalho ao seguro Carnesecchi nos minutos seguintes. Contudo, foram os bergamascos que tiveram a melhor oportunidade da etapa complementar, nos acréscimos, e Koopmeiners a desperdiçou. Não fez falta.

Milan 5-1 Cagliari

Gols e assistências: Bennacer, Pulisic (Rafael Leão), Reijnders (Hernandez), Rafael Leão (Bennacer) e Pulisic (Okafor); Nández (Zappa)
Tops: Rafael Leão e Pulisic (Milan)
Flops: Dossena e Luvumbo (Cagliari)

Segundo a imprensa italiana, Stefano Pioli decidiu dar um sinal a quatro titulares absolutos do Milan e, por não estar satisfeito com seu empenho nos jogos, os colocou no banco de reservas contra o Cagliari. Assim, Calabria, Tomori, Hernandez e Rafael Leão não começaram jogando no sábado. Só o lateral-direito permaneceu de fora durante toda a partida, ao passo que o craque português entrou em campo e incendiou a peleja. Após a goleada e o tropeço da Juventus, o Diavolo confirmou o vice-campeonato da Serie A e sua presença na Supercopa Italiana.

Era uma noite de mais protestos da torcida do Milan, mas eles foram perdendo intensidade conforme a goleada se construía. Aos 35 minutos, o capitão Bennacer aproveitou a sobra de uma jogada de Pulisic e Chukwueze para abrir o placar. O nigeriano sentiu dores musculares e acabou saindo no intervalo, para a entrada de Rafael Leão – Pioli aproveitou e colocou Tomori e Okafor em campo também. De cara, o português acertou o travessão no cruzamento do norte-americano. Aos 59, avançou em velocidade e devolveu o presente para o companheiro ampliar.

O Cagliari chegou a reduzir a desvantagem quase de imediato, quando Nández aproveitou uma bobeada de Musah, mas parou por aí – mais tarde, quando perdia por 3 a 1, carimbou o travessão com Shomurodov. Aos 74, Reijnders arriscou um chute de longe e fez o terceiro do Milan. Já na casa dos 83, Bennacer desarmou Oristanio no meio-campo e efetuou um passe primoroso, que rasgou a defesa e encontrou Rafael Leão. O camisa 10 acelerou, driblou Scuffet e fez o quarto. Em seguida, Pulisic recebeu cruzamento de Okafor e com um belo arremate de direita, fechou a conta. Com a derrota, o time de Claudio Ranieri terminou a rodada apenas um ponto acima da zona de rebaixamento.

Show de De Ketelaere no confronto direto com a Roma aproximou a Atalanta da quinta posição da Serie A (imago)

Lazio 2-0 Empoli

Gols e assistências: Patric (Zaccagni) e Vecino (Pedro)
Tops: Patric e Mandas (Lazio)
Flops: Bereszynski e Gyasi (Empoli)

O dia foi de muita festa no Olímpico. Numa tacada só, a Lazio celebrou os 50 anos de seu primeiro scudetto – com a presença dos membros do elenco campeão que ainda estão vivos e a dos herdeiros daqueles que se foram –, a volta de sua equipe feminina à elite da categoria, após dois anos na Serie B, e também a conquista de uma vaga em competições europeias. A matemática diz que os celestes não terminarão o campeonato abaixo da oitava posição, de modo que ao menos a participação na Conference League é certa. O desejo ainda é a Champions League. Por sua vez, o Empoli terminou a rodada na zona de rebaixamento.

O técnico Igor Tudor decidiu barrar Luis Alberto seu camisa 10, que nem ficou no banco. Quem também perdeu espaço foi Provedel: já se recuperou da lesão no tornozelo, mas o croata segue apostando em Mandas como seu goleiro titular. O grego correspondeu à confiança mais uma vez e efetuou boas defesas. No primeiro tempo, o Empoli foi melhor e levou perigo com três arremates que passaram perto e outro à queima-roupa de Caputo, que Mandas colocou para escanteio. Do outro lado, a Lazio abriu o placar justamente através de um corner, com Patric. Antes, Immobile tinha feito o arqueiro Caprile aparecer com uma importante intervenção.

Em vantagem no placar, a Lazio se reorganizou após o intervalo e passou a conceder menos ao Empoli, que só levaria perigo nos minutos finais. Mandas, outra vez, apareceu muito bem e fez defesas importantes ante Shpendi e Cancellieri. Do outro lado, Vecino marcou mais um gol importante em sua carreira – e com tranquilidade. Atacou o espaço na meia-lua, sem qualquer oposição dos toscanos, recebeu de Pedro e decretou a vitória capitolina.

Frosinone 0-5 Inter

Gols e assistências: Frattesi (Thuram), Arnautovic (Frattesi), Buchanan (Sensi), Martínez e Thuram (Martínez)
Tops: Frattesi e Sommer (Inter)
Flops: Zortea e Bonifazi (Frosinone)

Você acreditaria que um time que briga contra o rebaixamento e terminou goleado por 5 a 0 jogou melhor do que a equipe vitoriosa, campeã da Itália? Pois bem, foi o que ocorreu no estádio Benito Stirpe. O Frosinone finalizou 15 vezes, fez Sommer trabalhar demais por cerca de 75 minutos e carimbou a trave, mas foi vítima de erros individuais e sistêmicos. Contra a Inter, isso costuma ser fatal. E foi: os cinco arremates que os nerazzurri dispararam na direção do gol morreram nas redes. Três deles aconteceram na reta final da partida, quando os canários viram a derrota encaminhada e esmoreceram.

O Frosinone já era melhor e Sommer já havia feito uma defesa quando Zortea errou na saída de bola e Frattesi recebeu de Thuram para abrir o placar, aos 19 minutos. O arqueiro suíço efetuou uma outra intervenção fundamental no chute de Brescianini e só pode torcer quando Cheddira, uma pedra no sapato da retaguarda interista ao longo de toda a partida, carimbou o travessão. No segundo tempo, os mandantes seguiram incomodando e o goleiro visitante teve trabalho ante o próprio marroquino, Reinier e Zortea. Valeri também tirou tinta do poste.

A Inter resistia e, embora parecesse sempre perto de ser vazada, nas poucas vezes que chegava, era perigosa. Bisseck carimbou o travessão com uma cabeçada, aos 58, e dois minutos depois Arnautovic recebeu de Frattesi e marcou o segundo. Já cansado, o Frosinone continuou a pressionar, mas sem sucesso. Na casa dos 76, Carlos Augusto cortou arremate de Brescianini em cima da linha. Parecia mesmo que a bola não ia entrar nas redes dos nerazzurri e que a sorte estava do lado da campeã. E era isso, de fato. No lance seguinte, Buchanan anotou o seu primeiro pela equipe de Milão. Aí, a porteira abriu: aos 80, Lautaro deu fim a um jejum de dois meses e meio sem gols, chegando a seu 24º na Serie A, e ainda acionou Thuram que, de cavadinha, fechou a conta.

Pioli colocou várias peças-chave do Milan no banco, como Rafael Leão: o português entrou, detonou o Cagliari e garantiu o vice rossonero (Getty)

Fiorentina 2-1 Monza

Gols e assistências: González (Barák), Arthur (Barák); Djuric (Mota)
Tops: Barák e Arthur (Fiorentina)
Flops: Izzo e Birindelli (Monza)

A Fiorentina tomou um susto logo no início e teve que ser paciente para conquistar uma importante vitória sobre um Monza mais tímido do que o normal – e que, por isso, não tem mais chances matemáticas de terminar o campeonato acima da 10ª posição. Com a vitória, a Viola subiu para a oitava colocação e empurrou o Napoli para fora da zona de classificação para competições europeias.

Logo aos 9 minutos, Mota recebeu em profundidade, se livrou muito facilmente de Milenkovic e colocou na cabeça do grandalhão Djuric, mal marcado pelo “tampinha” Martínz Quarta, 18 cm menor: o bósnio, de 1,99 m, colocou na rede. A Fiorentina juntou os cacos e passou a comandar a partida a partir da construção de jogadas orientada por Arthur e Barák. O checo, a propósito, foi o responsável pelo cruzamento para González, que deixou tudo igual aos 32.

Melhor em campo, a Fiorentina transformou Terracciano, seu goleiro, em um espectador. Ao longo do restante da partida, a Viola obrigou Di Gregorio a fazer importantes defesas ante González e Mandragora. Além disso, Martínez Quarta recebeu belo cruzamento de Barák e acabou cabeceando por cima. O gol da vitória, então, saiu de pés improváveis: aos 78 minutos, Arthur, que ainda não tinha nenhum na temporada, girou sobre Bondo no meio-campo, carregou e bateu no cantinho.

Verona 1-2 Torino

Gols e assistências: Swiderski (Serdar); Savva (Lazaro) e Pellegri (Lazaro)
Tops: Lazaro e Savva (Torino)
Flops: Coppola e Montipò (Verona)

É difícil, mas o Torino ainda sonha com uma vaga na Conference League. A virada sobre o Verona mantém o time grená na 10ª posição, um pontinho atrás do Napoli e três atrás da Fiorentina, sua real adversária na reta final de campeonato: o Toro precisa terminar o campeonato em oitavo para garantir a classificação ao torneio. Já o Hellas segue na 14ª colocação, mas agora apenas dois pontinhos acima da zona de rebaixamento. De certa forma, um castigo para alguns imbecis de sua torcida: vários foram flagrados imitando aviões, em zombaria aos adversários pela Tragédia de Superga, que matou 31 pessoas e dizimou quase todo o elenco do Grande Torino, em 1949. Ao menos um deles foi identificado e banido pelo clube.

Depois de um primeiro tempo pobre em emoções, o Verona cresceu no jogo e contou com a habitual inconsistência de Milinkovic-Savic. Aos 67 minutos, Serdar cruzou rasteiro na pequena área e o goleiro do Torino ficou imóvel, permitindo que Swiderski abrisse o placar. Na sequência, caçou borboletas num cruzamento, mas Coppola não aproveitou. O arqueiro se redimiria parcialmente numa boa defesa em chute de Suslov.

A virada do Torino teria três protagonistas saídos do banco de reservas. Lazaro, que entrara antes do gol do Verona, apareceu na direita e cruzou na medida para o atacante Savva, das categorias de base grenás e vivendo sua estreia profissional: de qualquer jeito, o cipriota empurrou para a rede e marcou o primeiro com menos de 10 minutos em campo. Em seguida, o ala austríaco acionou Pellegri, que ganhou de Coppola e bateu sem ângulo. A bola passou por entre as pernas de Montipò, tocou nas duas traves e entrou. O camisa 11, que estava em branco na temporada, resolveu a peleja. Henry ainda chegou a colocar a pelota no barbante no finalzinho, mas teve o tento anulado por falta em Dellavalle. Por reclamação acintosa após o apito final, o francês foi expulso.

Vitória em dia de festa fez a Lazio garantir pelo menos o oitavo lugar e uma vaga na Conference League (Getty)

Lecce 0-2 Udinese

Gols e assistências: Lucca (Payero) e Samardzic
Tops: Lucca e Pérez (Udinese)
Flops: Baschirotto e Ramadani (Lecce)

A derrota do Cagliari, no sábado, confirmou a permanência do Lecce na Serie A e o time acabou festejando antes de entrar em campo contra a Udinese – contra a qual faria um confronto direto. Porém, o jogo ganhou ares de amistoso para os mandantes e a equipe de Fabio Cannavaro, focada, aproveitou para vencer e deixar a zona de rebaixamento. Uma ótima notícia para os friulanos, que terão mais tranquilidade para encararem Empoli e Frosinone, em verdadeiras batalhas pela salvezza.

O primeiro tempo foi todinho da Udinese, que teve domínio territorial, mas pouca pontaria. Aos 36 minutos, então, Payero cruzou e o grandalhão Lucca pode saltar sem qualquer oposição de Baschirotto. Tranquilo, girou a cabeça e marcou seu oitavo gol no campeonato.

A etapa complementar foi um pouco diferente. O Lecce de Luca Gotti melhorou na partida e começou a colecionar chances, de forma que obrigou o goleiro Okoye a mostrar segurança duas vezes – em petardo de Pierotti e em cabeçada de Baschirotto. O dia, contudo, não era mesmo do musculoso zagueiro giallorosso. Do outro lado, a Udinese construiu boa jogada e o Hulk da Sicília perdeu de Davis no alto. Falcone deu rebote na cabeçada e Samardzic não perdoou: colocou na rede e levou os bianconeri à 15ª posição, colocando o Empoli na zona de rebaixamento. O detalhe é que os azzurri serão os próximos adversários dos friulanos.

Genoa 2-1 Sassuolo

Gols e assistências: Badelj (Thorsby) e Kumbulla (contra); Pinamonti (pênalti)
Tops: Badelj e Thorsby (Genoa)
Flops: Kumbulla e Toljan (Sassuolo)

A vitória contra uma Inter de ressaca parece ter sido mesmo somente um espasmo do Sassuolo. Na visita à capital da Ligúria, os neroverdi saíram na frente, mas tomaram a virada. Pior: perderam devido a um gol contra digno de comédia pastelão e tiveram de dar satisfação aos ultras depois do apito final. A salvação está muito distante e a vitória no confronto direto com o Cagliari, na próxima semana, é fulcral para que a a chama da esperança siga acesa na Emília-Romanha.

Na etapa inicial, o VAR teve que trabalhar bastante. Primeiro, aos 7 minutos, entrou em ação para avisar ao árbitro Maurizio Mariani que um gol do Genoa deveria ser invalidado por toque da bola no braço de Retegui; depois, fez o juiz assinalar pênalti em Laurienté. Pinamonti bateu bem e, acionando a lei do ex, colocou o Sassuolo em vantagem. Dali até o intervalo, os visitantes até tiveram bons momentos, mas os rossoblù resistiram e foram para o descanso com mínima desvantagem.

No retorno dos times ao gramado, o Sassuolo implodiu. Aos 56 minutos, Thorsby subiu bem alto numa cobrança de escanteio e escorou a bola em direção ao segundo pau, onde Badelj apareceu, deixado livre por Toljan, para empatar. Já aos 63, Gudmundsson puxou contragolpe, Ekuban cruzou e Kumbulla conseguiu se enrolar sozinho: não havia ninguém perto, mas o albanês tropeçou na pelota e a colocou contra o próprio patrimônio. A trapalhada destruiu o psicológico dos visitantes, que não tiveram a capacidade de reagir e levaram mais uma derrota para casa.

Seleção da rodada

Sommer (Inter); Posch (Bologna), Patric (Lazio), Calafiori (Bologna); Pulisic (Milan), Bennacer (Milan), Frattesi (Inter), Lazaro (Torino); De Ketelaere (Atalanta), Thuram (Inter), Rafael Leão (Milan). Técnico: Thiago Motta (Bologna).

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