Serie A

No meio do caminho havia uma pedra



Mas dá para ultrapassá-la, claro.

Arsenal 0-0 Milan
Tarefa mais fácil tem o Milan. Ao menos em tese. Após o empate sem gols de Londres, os comandados de Ancelotti têm de vencer em Milão, no jogo de volta pelas oitavas-de-final da Liga dos Campeões. Pela partida de ida, os gunners até tentaram impôr seu próprio ritmo a uma partida modorrenta, mas foram impedidos por um Milan defensivamente sólido. A tranquilidade rossonera, porém, durou apenas até a saída de Nesta, lesionado. A entrada de Jankulovski acabou centralizando Maldini e gerando um caos no lado esquerdo do time, a partir daí facilmente dominado por Eboué, Hleb e Sagna.

O Arsenal deixou o gramado ovacionado por seus torcedores, que reconheceram as tentativas do time, mesmo frustradas. E, como tem sido praxe, o adversário do Milan perdeu uma chance de ouro nos acréscimos, quando Adebayor acertou o travessão de um Kalac que outra vez beirou a perfeição. Ao contrário do resto do Milan, em especial Kaká, Pato e Seedorf. Com o empate sem gols, é confortável apostar que o Milan chega às quartas. O problema é que o Milan dessa temporada tem se especializado em decepcionar os bons prognósticos.

Liverpool 2-0 Inter – Kuyt, Gerrard
Jogo perfeito para uma variedade de clichês, era só escolher o seu favorito. Liverpool imbatível em Anfield. Inter amarelona em copas européias. Liverpool é outro quando deixa o campeonato inglês. Inter só lidera o italiano porque os times locais são ridículos. Gerrard sempre decisivo. Materazzi sempre violento.

Matrix deixou a Inter com um a menos ainda no primeiro tempo. Mas seu primeiro amarelo foi discutível, enquanto o segundo não chegou após uma super-tesoura – como decerto cogitaram os perseguidores do zagueiro. A arbitragem só não foi mais desfavorável porque não viu um claro toque de Vieira na bola, usando a mão. Os reds bateram na porta de Júlio César em toda a partida, mas a defesa, intransponível no lado direito (Maicon e Córdoba) só permitiu a entrada nos minutos finais de jogo. Mais que suficiente para pôr a Inter em situação bastante desconfortável para a partida de volta. Impossível, não. Somente improvável.

Roma 2-1 Real Madrid – Pizarro, Mancini; Raúl
A grande incógnita entre os jogos de volta. Dois times descaracterizados se encontraram no Olimpico. Quem levou a melhor foi o de Spalletti, mas nem tanto. A diferença mínima, com gol madridista em Roma, deixa o confronto completamente aberto no Santiago Bernabéu. Até porque o Real, na última quarta, entrou em campo com um time desfalcado de algumas peças habitualmente titulares como os brasileiros Robinho e Pepe.

Van Nistelrooy, voltando de lesão e sem ritmo de jogo, também foi a campo. Marcou um gol posteriormente anulado e acertou a trave de Doni. Com duas defesas perdidas, os ataques levaram a melhor na maioria dos lances. Bom para o Real, que não tomou conhecimento da torcida giallorossa e implementou uma blitz no campo adversário. Com De Rossi atuando no sacrifício, foi fácil para Guti aparecer livre para bater – Raúl desviou e abriu o placar. Pizarro, com desvio de Torres, e Mancini, após magistral passe de Totti, viraram o jogo. Que poderia ter tido mais gols, bastava… acertar entre as traves.

Fiorentina 2-1 Rosenborg – Liverani, Cacia; Koné
Num jogo sem qualquer transmissão, sequer nas rádios de Florença, os viola bateram o Rosenberg pela segunda vez e classificaram-se para os oitavas-de-final da Copa da Uefa. A pedra no caminho dos comandados de Prandelli será o Everton, que faz ótima campanha no campeonato inglês. Mesmo já no mata-mata, os dois times devem poupar jogadores. Fiorentina e Everton estão na quarta colocação em seus campeonatos nacionais e devem priorizar a luta pela vaga na próxima Liga dos Campeões.



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