Serie A

Parada de inverno: Chievo

Sorrentino tenta defender: o exército de um homem só

A campanha (até o fim de 2008)
20ª colocação. 17 jogos, 9 pontos. 2 vitórias, 3 empates, 12 derrotas. 9 gols marcados, 27 sofridos.

O time-base
Sorrentino; Malagò (Frey), Mandelli, Yepes e Mantovani; Luciano, Bentivoglio (Italiano), Pinzi e Marcolini; Langella (Esposito) e Pellissier.

O comandante
Domenico Di Carlo. O técnico assumiu o Chievo em novembro, na 11ª rodada, substituindo Giuseppe Iachini, campeão da Serie B na temporada passada. Iachini estreou com vitória, mas passou nove jogos sem ganhar na Serie A, comandou o time no naufrágio para o Padova na Coppa Italia e não resistiu e acabou demitido pelo presidente Luca Campedelli. Di Carlo, ex-Mantova e Parma, não começou bem, mas tem conseguido montar um time chato de lidar com a mesma base da Serie B passada e poucos reforços. O período posterior à pausa de inverno, então, serviu para levantar de vez a moral dos veronesi, que agora podem realmente sonhar com a salvezza. Um problema são os dois reforços que vieram do Catania no final do calciomercato: Colucci e Sardo estão bem longe de ser reforços de primeira divisão.

O herói
Stefano Sorrentino. O ex-goleiro do Recreativo Huelva não era um nome muito conhecido na Itália quando foi contratado pelo Chievo, no início da temporada e então já com 29 anos. Não era para menos, já que passou o auge da sua carreira no AEK de Atenas. Mas, à frente de uma defesa bem inconsistente (exceção para a boa temporada até o momento do zagueiro colombiano Yepes), Sorrentino tem se consagrado como um dos melhores goleiros da Serie A até o momento, o que inclusive gerou especulações de que o Milan estaria interessado em contratá-lo para concorrer com Abbiati. Não que queira dizer muito, para quem recentemente contou com Storari e Eleftheropoulos… mas vale a notícia.

O vilão
Kerlon. Tudo bem, este blogueiro confessa que a escolha podia recair em pelo menos outros dez outros jogadores do clube, e com todos os deméritos: Mantovani, Luciano e Marcolini lutaram com brios pelo título de pior jogador do time. Mas Kerlon jogou pouco demais (principalmente em quantidade) para o que dele se esperava quando, no Sul-Americano Sub-17 de 2005, levantou a bola em sua cabeça para fazer a “jogada da foca” que o traria reconhecimento mundial. Bem nas bases da seleção e do Cruzeiro, ainda não conseguiu marcar um gol como profissional – e teve mais de 30 jogos de oportunidade, em Minas Gerais. Mas saiu pela porta dos fundos da Toca da Raposa, perseguido pela torcida e por lesões, e o Chievo realmente acreditou que estava fazendo uma grande aposta. Furou.

A perspectiva
Livrar-se do rebaixamento. O time campeão da Serie B não sofreu muitas alterações, em nenhuma das duas janelas de mercado. A questão é que o que é bom na B, nem sempre funciona na A e o Chievo dessa temporada não é nem sombra do “Chievo dos milagres” comandado por Luigi Del Neri no início da década. Na virada do ano, o rebaixamento do time de Verona (aliás, que fase futebolística vive a cidade…) parecia questão de tempo. O Chievo conseguiu respirar com alguns bons resultados e um futebol bem razoável para quem ocupava a lanterna da competição, mas ainda é pouco. Uma salvezza com esse elenco marcaria uma versão 2.0 dos milagres do Chievo. Com chances de santificação para o ótimo goleiro Sorrentino, já que a linha defensiva do time é tão ridícula que um lateral-direito medíocre como Sardo chega do Catania como titular.

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