Serie A

Pedras no sapato

De Rossi comemora gol decisivo de Toni no último confronto entre Roma e Inter, no estádio
Olimpico. O time da capital ganhou, mas, no fim, não levou (Reuters)

Se a Inter ainda chegou à última rodada da Serie A com chances matemáticas de perder o título para a Roma, muito disso se deve à quebra de rendimento do time em algumas partidas da competição, especialmente na virada para o segundo turno. Claro que os comandados de Claudio Ranieri têm muitos méritos por terem chegado tão perto, depois um sprint sensacional nos últimos dois terços de torneio. Mas só alguns tropeços inesperados da pentacampeã é que abriram caminho para que a capital sonhasse com o scudetto que não vê desde 2001.

No primeiro dos títulos da sequência conquistado dentro de campo, em 2006-07, o time de Roberto Mancini só não venceu a Udinese: empates no Friuli e no Giuseppe Meazza. No ano seguinte, foram outros dois resultados iguais com a equipe de Údine, além de uma derrota e um empate para a recém-promovida Juventus. Na estreia de José Mourinho, temporada passada, a campeã só não conseguiu bater o Cagliari, empatando em casa e perdendo fora. Na campanha que se encerrou neste domingo, a Inter contou com três “asas negras”: Bari, Sampdoria e Roma.

Contra o Bari, as dificuldades já vieram na primeira rodada do campeonato. Ainda sem Sneijder, os nerazzurri penaram na armação de jogadas e só conseguiram abrir o placar com Eto’o, que cobrou pênalti muito mal marcado sobre Milito. Mas Kutuzov não demorou para empatar, numa má estreia para o time da casa, que empataria novamente no início do returno, jogando na Puglia. Depois de um primeiro tempo sem gols, Barreto iniciou os trabalhos convertendo dois pênaltis infantis. A partir daí, o Bari subiu no salto e enfeitou demais. Em duas falhas de Donati na saída de bola, uma delas errando um pretensioso toque de letra, Pandev e Milito marcaram o empate.

Com a Sampdoria, as dificuldades foram maiores. Em Gênova, num jogo disputado e de poucas oportunidades, o gol só foi encontrado graças a uma bobeira de Santon, que praticamente entregou a Pazzini aquele que seria o único da partida. O mesmo Santon cometeu pênalti claro em Poli, mas o árbitro não viu. Com o resultado, os blucerchiati pularam para a liderança, gerando polêmica em Appianto Gentile, por conta da substituição de um Balotelli que estava muito bem no jogo. No returno, a arbitragem foi mais polêmica. Tagliavento expulsou Samuel e Córdoba no primeiro tempo, mas a Inter se segurou bem contra a Samp que praticamente não conseguiu atacar. Boa parte dos méritos vai para a dupla argentina Zanetti-Cambiasso, em atuação de gala.

Mas o que realmente fez o campeonato pegar fogo foi a Inter não ter conseguido vencer a Roma. No primeiro turno, as ausências de Cambiasso, Sneijder, Juan e Totti derrubaram o nível técnico da partida. Vucinic marcou encobrindo Júlio César com um belo cucchiaio, enquanto Julio Sergio, ainda em busca de afirmação entre os titulares, segurava a defesa giallorossa, que só sucumbiu para um gol de Eto’o. Em Roma, o time da capital venceu num jogo pegado e até violento em alguns momentos. De Rossi abriu o placar se aproveitando de uma falha grotesca de Júlio César e Milito empatou num lance em que Pandev estava impedido. Pouco depois, Toni decidiu o jogo transformando um chute ruim de Taddei em assistência para gol. Nos acréscimos, Milito acertou a trave. A Roma terminou o jogo a um ponto da líder e com tantos sonhos. Que não se tornaram realidade, no fim das contas.

As pedras no sapato da campeã
1ª rodada: Inter 1-1 Bari [Eto’o (p), Kutuzov]20ª rodada: Bari 2-2 Inter [Barreto (p), Barreto (p), Pandev, Milito (p)]

6ª rodada: Sampdoria 1-0 Inter [Pazzini]25ª rodada: Inter 0-0 Sampdoria

12ª: rodada: Inter 1-1 Roma [Vucinic, Eto’o]31ª rodada: Roma 2-1 Inter [De Rossi, Milito, Toni]

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