Serie A

Review da temporada: Lecce

Hora de dar tchau: De Canio fez excelente trabalho no Lecce ao longo de dois anos, salvou a equipe do rebaixamento e terá outra oportunidade (Getty Images)

A campanha 17ª colocação, 41 pontos. 11 vitórias, 8 empates, 19 derrotas
Ao final de 2010 19ª colocação
Fora da Serie A Eliminado pela Udinese na quarta fase da Coppa Italia
O ataque 46 gols
A defesa 66 gols, a pior
Time-base Rosati; Tomovic (Donati), Gustavo, Fabiano (Ferrario), Mesbah (Brivio); Munari, Giacomazzi, Vives; Jeda (Corvia), Olivera; Di Michele.
Os artilheiros David Di Michele (8 gols), Daniele Corvia (6) e Jeda (5)
Os onipresentes Antonio Rosati (38 jogos), Djamel Mesbah (34) e Gianni Munari (34)
O técnico Luigi De Canio
O decisivo Rubén Olivera
A decepção Ignacio Piatti
A revelação Andrea Bertolacci
O sumido Souleymane Diamoutene
Melhor contratação Rubén Olivera
Pior contratação Carlos Grossmüller
Nota da temporada 5
Campeão da última Serie B, o Lecce não se deixou iludir e, desde o início da temporada, traçou o principal objetivo: fugir do rebaixamento. Para isso, assinou com 17 novos jogadores e apostou em alguns veteranos, como Chevantón, Olivera e Di Michele, e outros jovens, como Sini, Donati e Bertolacci. Entre os veteranos, cada um teve sua parcela de “culpa” pela salvação do Lecce: Chevantón, ídolo da torcida, não chegou para ser titular e entrava, normalmente, nos minutos finais do segundo tempo, mas fez gols importantes – como o que definiu a permanência -, enquanto Di Michele e Olivera compunham dupla forte, que fazia o ataque de um time que jogava de maneira ofensiva ser bastante perigoso – e efetivo.

Por outro lado, a defesa, que às vezes jogava com cinco atrás, foi muito mal e, com 66 gols sofridos, foi a mais vazada do campeonato. A maior revelação do time acabou sendo, ironicamente, um volante que também chega bem ao ataque: foi Bertolacci, emprestado pela Roma, que figurou entre os titulares algumas vezes, chegou a marcar uma doppietta contra a Udinese e passou segurança ímpar para um jogador de apenas 20 anos. A permanência do técnico Luigi De Canio e de jogadores como Mesbah, Giacomazzi e Munari também foram de suma importância para a salvação do time: os meio-campistas inspiravam confiança no time e De Canio não se deixava abater, cobrando sempre o máximo de seus jogadores. Na lista de decepções, enquanto o argentino Piatti ficou longe de assumir sua prevista titularidade, enquanto Grossmüller não seguiu os passos de seus compatriotas e foi o único uruguaio a decepcionar.

Fora do gramado, além da saída de De Canio por achar que não pode continuar seu projeto em Lecce, após dois excelentes anos de trabalho – e que devem lhe render um bom clube na próxima temporada -, a presidência conseguiu manter em silêncio algo que anunciaria apenas ao fim da temporada: a família Semeraro, dona do clube e na presidência há 16 anos, colocou o time à venda. Agora, o futuro é incerto, mas a salvezza com uma rodada de antecedência foi um prêmio para a torcida, que respira aliviada e ganha mais um ano de bons jogos em seu estádio.

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