Serie A

Review da temporada: Udinese

Ninguém pode parar Di Natale e Sánchez: os baixinhos formaram a grande dupla do campeonato e levaram a Udinese à Liga dos Campeões (Getty Images)


A campanha: 4ª colocada, 66 pontos, 20 vitórias, 6 empates e 12 derrotas

Ao final de 2010: 9ª colocada, 23 pontos, 7 vitórias, 2 empates e 8 derrotas
Fora da Serie A: Eliminada nas oitavas de final da Coppa Italia pela Sampdoria
O ataque: 65 gols, o segundo melhor ao lado do Milan
A defesa: 43 gols sofridos, a quarta melhor
Time-base: Handanović; Benatia, Zapata, Domizzi; Isla, Pinzi, Inler, Asamoah, Armero; Sánchez, Di Natale.
Os artilheiros: Antonio Di Natale (28 gols), Alexis Sánchez (12) e Germán Denis (4)
Os onipresentes: Kwadwo Asamoah (38 jogos), Antonio Di Natale (36), Samir Handanovic, Cristián Zapata e Gökhan Inler (todos com 35)
O técnico: Francesco Guidolin
O decisivo: Antonio Di Natale
A decepção: Antonio Floro Flores
A revelação: Mehdi Benatia
O sumido: Guillermo Cuadrado
Melhor contratação: Pablo Armero
Pior contratação: Almen Abdi

Nota da temporada: 9,5

Um ataque potente liderado por um artilheiro experiente e um jovem que infernizou as defesas rivais. Um meio-campo sólido com jogadores capazes de defender e atacar com eficácia. Uma defesa consistente e que dava liberdade para os meio-campistas e alas avançarem ao ataque sem maiores problemas. Essa foi a tônica da Udinese, maior surpresa da temporada italiana e que só não teve um ano perfeito por não levantar nenhum caneco – caiu na Coppa Italia para a Sampdoria, surpresa da última temporada e decepção desta. A vaga para a Liga dos Campeões – será apenas a segunda participação dos bianconeri no torneio – é um prêmio mais do que merecido para uma equipe que soube atacar com objetividade e sem medo, aprendendo a defender sem se portar na retranca. Méritos do técnico Francesco Guidolin, que em apenas uma temporada tirou o time de uma 15ª para uma 4ª colocação.

O caminho até a Liga dos Campeões, porém, não foi fácil. O time começou bem mal a Serie A, dando sinais de que poderia, inclusive, ser um dos times cotados ao rebaixamento. As quatro derrotas nas primeiras partidas acenderam o alerta vermelho e poderia ter derrubado Guidolin, que contou com a paciência da família Pozzo para fazer a equipe funcionar. A sequência seguinte, de seis partidas invictas, fez com que a Udinese se arrumasse e finalmente partisse para voos maiores. E entre os responsáveis por essa ascensão está o ala Pablo Armero. Piada certa de adversários e torcedores do Palmeiras, o ex-jogador alviverde brilhou no Friuli e foi essencial na ótima movimentação de meio-campo que destacou a Udinese nesta temporada. Seus companheiros são só elogios às suas funções e rumores já deram conta de que o Barcelona estaria interessado no futebol do colombiano. Uma ascensão tão grande quanto a do próprio time.

Para resolver de vez as coisas, Alexis Sánchez foi um dos melhores atletas do campeonato, misturando agilidade, habilidade, velocidade e faro de gol – foram 12 ao longo do campeonato, sua melhor marca na carreira. Ao seu lado, Di Natale deu a experiência necessária para o jovem time – além, é claro, dos 28 gols que lhe levaram à artilharia do campeonato. Essa mistura toda fez da Udinese o time-sensação da Itália, posto que faz com que a maioria dos grandes times passem a cobiçar seus atletas, desde o goleiro Handanovic (recordista de pênaltis defendidos na Serie A), aos zagueiros Zapata e Benatia, além dos meias Asamoah e Inler. E essa é a chave para os friulanos se manterem no topo: manter ao menos boa parte do elenco – e obviamente Guidolin – e a cabeça no lugar. Os milhões de euros, libras e dólares que devem chegar aos ouvidos da diretoria bianconera podem acabar custando a chance de estar entre os melhores na próxima temporada, que tem tudo para ser histórica em Údine.

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