Serie A

12ª rodada: tranquila, Juventus mantém hegemonia sobre o Milan e ponta da tabela

Num fim de semana de clássico, qualquer time poderia se preocupar em perder pontos para um rival. Menos a Juventus. Impávida e implacável, a Velha Senhora passou pelo Milan com tranquilidade e estabeleceu uma marca impressionante: conquistou 34 dos 36 pontos disputados até então. A rodada também teve mais uma vitória do Napoli, a goleada da Atalanta sobre a Inter e a recuperação de Roma e Parma. Fiorentina, Sampdoria e Chievo ampliaram o momento negativo. Confira o resumo.

Milan 0-2 Juventus
Mandzukic (Alex Sandro) e Cristiano Ronaldo

Tops: Cristiano Ronaldo e Szczesny (Juventus) | Flops: Higuaín e Rodríguez (Milan)

Encerrando a rodada, o grande jogo do domingo teve a concorrência da final da Copa Libertadores. Se isso atrapalhou a audiência ao redor do mundo, logicamente não afastou a torcida do San Siro, que ficou quase lotado e deu ao Milan a maior arrecadação de sua história. Em meio à festa pelos 50 anos da Curva Sud e mensagens contra Bonucci, a empolgação milanista, contudo, durou pouco e o time de Gennaro Gattuso teve mais uma apresentação ruim, que só serviu para ampliar o recente tabu contra a rival Juventus: a Velha Senhora venceu 11 dos 12 clássicos mais recentes no campeonato.

Aos oito minutos, depois de cruzamento perfeito de Alex Sandro, Mandzukic não tomou conhecimento de Rodríguez e subiu no terceiro andar para anotar o centésimo gol juventino em jogos fora de casa contra o Milan. Com a vantagem precoce, o time de Massimiliano Allegri aproveitou para poupar as pernas e deu campo para o adversário avançar. O Milan, porém não conseguiu furar o bloqueio bianconero e demorou para dar o primeiro chute a gol.

Quando a Juventus já tinha recuperado o domínio da partida, um contra-ataque pela direita levou ao pênalti de Benatia, que interceptou jogada de Higuaín com a mão. Lance que, inclusive, deveria ter levado ao segundo amarelo para o defensor marroquino. Na cobrança, o ex-atacante juventino parou em Szczesny e na trave. O lance ocorreu pouco antes do final do primeiro tempo e frustrou qualquer tentativa de reação dos anfitriões, que com muito custo chegavam à área rival.

A volta do intervalo trouxe uma Juventus ainda mais confiante na sua habilidade para manter o jogo sob controle, voltando a dominar a posse de bola e tentando um gol para Cristiano Ronaldo. O português, que nunca tinha marcado em San Siro, conseguiu fazer o seu primeiro em um clássico com a camisa bianconera já no final, aos 81, depois de aproveitar rebote de Donnarumma num chute forte de Cancelo.

Não bastasse o drama rossonero, na jogada seguinte Higuaín perdeu a cabeça após falta em Benatia e recebeu cartão amarelo. Furioso, Pipita extrapolou nas ofensas ao árbitro Paolo Silvio Mazzoleni, sendo imediatamente expulso. Dali em diante, ficou ainda mais fácil para a Juventus, que conquistou a 11ª vitória em 12 rodadas e chegou aos 34 pontos – um recorde na Serie A. Dessa forma, a Velha  Senhora mantém sua vantagem de duas vitórias para o Napoli.

Genoa 1-2 Napoli
Kouamé (Rômulo) | Ruiz (Mertens) e Biraschi (contra)

Tops: Kouamé (Genoa) e Ruiz (Napoli) | Flops: Biraschi (Genoa) e Milik (Napoli)

Debaixo de um dilúvio bíblico, o Napoli não teve uma visita nada agradável aos amigos genoveses. Ainda assim, o time de Carlo Ancelotti correu atrás do prejuízo e conquistou importante vitória para recuperar a segunda posição e seguir na cola da Juventus, ainda seis pontos na frente. Para o Genoa, agora são seis rodadas sem vitórias, o que coloca a corda no pescoço de Ivan Juric. O croata, que chegou a perder a paciência na entrevista coletiva pós-jogo, terá o Derby della Lanterna como sua última chance no cargo.

A vitória napolitana veio de virada. Apesar de o Napoli ter começado pressionando, com direito a bola na trave de Insigne e uma grande defesa de Radu, foram os anfitriões que abriram o placar. Na direita, Rômulo cruzou na medida para Kouamé vencer Hysaj e marcar seu segundo gol no campeonato. O jovem atacante marfinense, aliás, deu um show à parte, e até ousou aplicar caneta em Koulibaly. Contudo, os grifoni não voltaram a assustar Ospina.

A volta do intervalo teve as entradas de Mertens e Ruiz, mas o que realmente chamou atenção foi a chuva em Gênova. A situação se tornou insustentável no minuto 58 e a partida foi paralisada por 15 minutos. Quando a bola voltou a rolar em um campo ainda bastante alagado, rapidamente o Napoli chegou ao empate. Mesmo com um gramado bastante prejudicado, a equipe de Ancelotti impressionou por continuar mantendo seu estilo de troca de passes e marcou depois de uma jogada na entrada da área e assistência do atacante belga para o meia espanhol. A virada veio aos 86, quando Biraschi marcou contra.

Nem mesmo a atuação estrepitosa de Handanovic evitou goleada sofrida pela Inter (Getty)

Atalanta 4-1 Inter
Hateboer (Gosens), Mancini (Ilicic), Djimsiti (Ilicic) e Gómez (De Roon) | Icardi (pênalti)

Tops: Ilicic e Gómez (Atalanta) | Flops: D’Ambrosio e Asamoah (Inter)

Em um Atleti Azzurri d’Italia quase lotado para o jogo do almoço de domingo da Serie A, a Atalanta provou mais uma vez qual é o time nerazzurro que manda em Bérgamo: nas 11 últimas partidas caseiras contra a Inter, os mandantes pontuaram em 10. Enquanto Luciano Spalletti preparou muito mal a partida, o time de Gian Piero Gasperini atropelou os visitantes por 45 minutos e poderia ter ido para o intervalo com um goleada – o que seria conquistado somente no final da partida.

Aos oito minutos, após descida de Gosens pela esquerda, Hateboer concluiu livre e abriu o placar. Na sequência, o que se viu foi um massacre da Atalanta, que a cada ataque levava perigo ao gol de Handanovic, autor de cinco defesaças e principal responsável por ter mantido a diferença mínima. Ilicic também, já que perdeu duas oportunidades com o gol vazio. A punição veio logo na volta do intervalo, já que Icardi marcou seu primeiro gol em Bérgamo ao converter cobrança de pênalti.

Apesar do empate, a Inter seguiu travada e não voltou mais a chutar no gol de Berisha, o que também aconteceu do outro lado. Apesar disso, em uma cobrança de falta lateral, Mancini, que tinha cometido o pênalti, aproveitou o cochilo adversário e testou firme para voltar a colocar a Dea na frente. Enquanto a chuva se intensificou, o jogo se encaminhou para o fim e sem previsão de mudar o placar. Até que, novamente em uma bola parada, os donos da casa marcaram um gol muito parecido com o segundo, dessa vez com Djimsiti.

Para piorar a situação dos interistas, Brozovic recebeu o segundo amarelo já nos acréscimos e foi expulso. Na jogada seguinte, Papu Gómez recebeu na esquerda, cortou para dentro e acertou um belo chute para finalmente conquistar a goleada que a Atalanta merecia. Enquanto a Inter perdeu a segunda posição e uma série de sete vitórias consecutivas, os bergamascos encostaram de vez na zona europeia com o quarto triunfo seguido, obtidos graças a 14 gols marcados.

Roma 4-1 Sampdoria
Juan Jesus (Cristante), Schick (Kolarov), El Shaarawy e El Shaarawy | Defrel (Sala)

Tops: El Shaarawy e Pellegrini (Roma) | Flops: Audero e Bereszynski (Sampdoria)

De pazes feitas com as vitórias, depois de encaminhar a classificação para as oitavas de final da Liga dos Campeões, a Roma também deixou para trás uma série de três jogos sem vencer no campeonato e goleou a Sampdoria no Olímpico. Com o ótimo resultado, a equipe giallorossa retorna para a zona europeia e se aproxima de Lazio e Milan. Discurso inverso para o time de Marco Giampaolo, que não vence há quatro rodadas e caiu para a parte inferior da tabela.

Mas apesar do que o placar indica, a Roma não pressionou a ponto de realmente dominar os visitantes, que entraram com uma formação alternativa e cheia de reservas. O primeiro gol também foi o único na primeira etapa: após escanteio de Pellegrini, Cristante desviou na primeira trave e Juan Jesus completou na segunda. Foi o primeiro gol do zagueiro brasileiro na Serie A desde 2013, tempo em que ainda defendia a Inter.

Em um jogo sem grandes emoções, apenas aos 59 minutos o placar voltou a se mexer. Kolarov deixou o ex-doriano Schick na cara do gol para fazer o seu primeiro tento na temporada. Após outra jogada de El Shaarawy na esquerda, o próprio ponta encobriu Audero em bela finalização, para marcar o terceiro. Tudo já parecia definido quando Defrel descontou, após receber cruzamento de Sala e, antes de finalizar, tirar a marcação dupla com um belo domínio. Ainda houve tempo para El Shaarawy voltar às redes nos acréscimos, dando números finais ao jogo graças a um erro de Audero.

Kolarov e Schick comemoram à frente de Cristian Totti: o filho da lenda foi gandula contra a Sampdoria (Bartoletti)

Sassuolo 1-1 Lazio
Ferrari (Lirola) | Parolo

Tops: Ferrari (Sassuolo) e Parolo (Lazio) | Flops: Berardi (Sassuolo) e Luis Alberto (Lazio)

De ressaca após a classificação garantida na Liga Europa, a Lazio não viajou muito confiante para Reggio Emilia, apesar de ter voltado a escalar a dupla Milinkovic-Savic e Luis Alberto. Retrato disso foi a superioridade do Sassuolo, que vem em marcha lenta depois do ótimo início na temporada e acumula apenas uma vitória nas últimas seis rodadas. No fim, resultado melhor para os laziali, que entraram no G4, enquanto os neroverdi saíram da zona europeia.

Em um jogo sem grandes emoções, o time anfitrião dominou a posse de bola e criou mais oportunidades, mas exigiu pouco de Strakosha. Nesse contexto, foram os visitantes que abriram o placar: depois de descida de Milinkovic-Savic pela esquerda, Luis Alberto finalizou na segunda trave e Ferrari salvou parcialmente em cima da linha. O que o zagueiro não contava era com a presença de Parolo, que aproveitou a sobra e marcou pelo terceiro jogo seguido – de quebra, o quinto na carreira contra os emilianos.

O empate veio logo em seguida. Após sobra de escanteio, Lirola levantou a bola na área e o próprio Ferrari se vingou ao vencer a marcação na segunda trave e deixar tudo igual no placar. Em um dos raros ataques dos visitantes depois do gol, o artilheiro Immobile acertou a trave, ainda na etapa inicial. De resto, os anfitriões ocuparam mais o campo de ataque, mas não tiveram boa pontaria para virar a peleja.

Frosinone 1-1 Fiorentina
Pinamonti (Soddimo) | Benassi (Chiesa)

Tops: Sportiello e Pinamonti (Frosinone) | Flops: Simeone e Pjaca (Fiorentina)

Jogando contra uma série de rodadas sem vitórias, sendo a última ainda em setembro, a Fiorentina foi para o Benito Stirpe com o objetivo de também conquistar seu primeiro triunfo fora de casa. Mas o time de Stefano Pioli falhou miseravelmente na tarefa, já que, apesar da pressão imposta aos anfitriões no primeiro tempo, relaxou demasiadamente após a vantagem no placar. Benassi marcou o gol viola depois de cruzamento de Chiesa, no início da etapa final.

Depois de vários minutos de um ritmo “devagar quase parando”, o Frosinone aos poucos foi ganhando confiança, o que aconteceu especialmente com as mudanças de Moreno Longo. Primeiro, o técnico apostou no garoto Pinamonti, que deixou uma ótima impressão, e depois mudou o sistema. Foi justamente do pé direito do atacante emprestado pela Inter que saiu o empate, no final da partida: um chutaço de fora da área sem chances para Lafont.

O resultado frustrou mais uma vez os viola, que não vencem há cinco rodadas e amargaram quatro empates seguidos por 1 a 1 – em todos, o time toscano começou vencendo. O gol tardio fez a festa da torcida local, que ainda não viu seu time vencer em casa, mas comemora a reação no campeonato: são quatro rodadas sem perder, que consagram a maior série invicta dos ciociari em sua pequena história na elite. Os pontos não tiraram a equipe da zona de rebaixamento, mas deram um gás para o seu treinador e a equipe, depois do início preocupante.

Torino 1-2 Parma
Baselli | Gervinho e Inglese (Gagliolo)

Tops: Gervinho e Gagliolo (Parma) | Flops: N’Koulou e Izzo (Torino)

Invicto há seis rodadas no campeonato, o Torino tinha embate com o Parma, sem vitória nas últimas três partidas. Poderia até ser um jogo fácil, se os grenás não contabilizassem apenas três triunfos caseiros diante dos parmenses. Os donos da casa não conseguiram conter um Gervinho inspirado, que aprontou um inferno na defesa do time de Walter Mazzarri, e perderam a chance de entrar na zona europeia e ampliar o bom momento.

O Parma chegou ao primeiro gol logo cedo, graças a uma falha bizarra de N’Koulou e Izzo, que deixaram Gervinho sair livre na cara de Sirigu para anotar. Atacando de forma desordenada, os granata não conseguiram levar perigo a Sepe, que viu, da sua área, Inglese marcar um belo gol e ampliar a vantagem ainda no primeiro tempo. Ineficaz, o ataque anfitrião terminou o jogo com cinco atacantes, depois de diversas mexidas do seu treinador, mas só conseguiu marcar seu único gol com Baselli. O meia central acertou um forte chute da entrada da área, depois de bate-rebate, também na etapa inicial.

Apesar da pressão no segundo tempo, o empate jamais foi uma realidade palpável para o Toro. Inclusive, foram os anfitriões que tiveram as melhores oportunidades. O Parma acertou a trave com Inglese, numa grande chance perdida pelo centroavante, e depois obrigou Sirigu a fazer duas grandes defesas, já no final da partida. Com a vitória, foi o Parma a encostar na zona europeia, com os mesmos 17 pontos do Torino.

Gervinho mostrou serviço novamente e fez o Parma subir na tabela (Ansa)

Spal 2-2 Cagliari
Petagna (Lazzari) e Antenucci (Lazzari) | Pavoletti (Srna) e Ionita (Padoin)

Tops: Lazzari (Spal) e Ionita (Cagliari) | Flops: Simic (Spal) e Castro (Cagliari)

Estacionados no meio da tabela, com uma pontuação relativamente confortável em relação à zona de rebaixamento e vindos de derrota, Spal e Cagliari não tinham muito em jogo. As equipes deixaram claro isso em boa parte da partida, apesar do placar movimentado e dos três gols marcados num espaço de cinco minutos. Logo no início do duelo, aos 2 minutos, o motorzinho Lazzari passou com facilidade pelo veterano Padoin e cruzou para Petagna abrir o placar. Foi o seu quarto na temporada e também o gol mais rápido da Spal desde o retorno à elite.

A vantagem precoce condicionou muito a postura dos anfitriões, que controlaram o ritmo da partida da maneira mais lenta possível, guardando a bola no meio do campo entre seus zagueiros e os veteranos meias Schiattarella, Valdifiori e Missiroli. Os visitantes tentaram reagir com as arrancadas de Barella e João Pedro, mas a dupla não teve companhia nas tentativas e acabou frustrada pela defesa adversária. Esse cenário persistiu mesmo depois da volta do intervalo, e mudou somente quando a Spal marcou seu segundo gol.

Depois da enésima descida pela direita, o ala Lazzari encontrou o capitão Antenucci, que fez belo giro antes de finalizar e ampliar a vantagem. Na jogada seguinte, o Cagliari conseguiu um escanteio e, na cobrança de Srna, o artilheiro Pavoletti marcou seu sexto gol na temporada – o quinto de cabeça. Menos de três minutos depois, Padoin se vingou contra Lazzari e passou para Ionita chutar forte da entrada da área e empatar a partida.

Chievo 2-2 Bologna
Meggiorini (pênalti) e Obi | Santander e Orsolini (Krejci)

Tops: Meggiorini (Chievo) e Santander (Bologna) | Flops: Bani (Chievo) e Calabresi (Bologna)

Vindo de sete derrotas seguidas, o Chievo precisava desesperadamente de um resultado positivo para largar a pontuação negativa e lutar contra um rebaixamento cada vez mais próximo. A equipe até chegou a estar na frente do placar, mas deixou a vitória escapar e ainda viu seu treinador Gian Piero Ventura pedir demissão após o jogo, menos de um mês depois de ter sido contratado. Retrato de um time que, já na 12ª rodada, não parece ter condições de evitar uma volta à Serie B, que não disputa há dez anos.

O Bologna de Pippo Inzaghi, por sua vez, também não está em uma situação muito melhor: tem apenas um ponto de vantagem para a zona de rebaixamento. Querendo se afastar da área perigosa, a equipe balançou as redes logo no segundo minuto, com Santander – após intervenção do árbitro de vídeo, Daniele Orsato validou o gol. Aos 20, Calabresi interceptou com o braço uma jogada de Kiyine e o sumido Meggiorini, que passou a temporada anterior em branco, empatou a partida em cobrança de pênalti.

A virada veio novamente com a participação de Meggiorini e de outra cria da base da Inter: Obi. O nigeriano corrigiu a torta trajetória da bicicleta do atacante, ainda antes do intervalo. Na volta para a etapa final, contudo, logo os visitantes chegaram ao empate, quando Krejci cruzou e Orsolini antecipou a zaga e marcou de cabeça. Sorrentino ainda evitaria mais duas oportunidades para impedir a virada em casa.

Empoli 2-1 Udinese
Zajc (Caputo) e Caputo (Krunic) | Pussetto (Machís)

Tops: Caputo e Provedel (Empoli) | Flops: Samir e Musso (Udinese)

Em confronto direto na briga contra o rebaixamento, Empoli e Udinese proporcionaram um jogo bastante movimentado no Carlo Castellani. Certamente não o mais técnico da rodada, já que tivemos 58 duelos aéreos e 20 faltas, mas com várias oportunidades de gol. Melhor para os toscanos, que estrearam o técnico Iachini, ex-Udinese, e aproveitaram melhor suas chances para conquistar a primeira vitória desde a reestreia na Serie A, dez rodadas depois. Já os friulanos não vencem desde setembro e chegaram à sexta derrota em sete partidas. Isso encaminhou a prevista demissão do desconhecido Julio Velázquez, que deverá ser substituído por Davide Nicola.

Não foi por falta de chutes que os visitantes não venceram na Toscana. Foram 31 ao todo, nove deles no alvo e um na trave – além de um pênalti perdido por De Paul. Depois da pressão sofrida no início, o Empoli abriu o placar no final do primeiro tempo, quando o jovem Zajc deixou sua marca, após passe de Caputo. O experiente centroavante, inclusive, marcou o segundo na volta do intervalo, seu sexto na temporada. E quando o argentino Pussetto finalmente marcou para a Udinese depois de cruzamento de Machís, já era muito tarde para uma reação.

Seleção da rodada
Handanovic (Inter); Lazzari (Spal), Ferrari (Sassuolo), Gagliolo (Parma), Gosens (Atalanta); Pellegrini (Roma), Ruiz (Napoli); Gervinho (Parma), Ilicic (Atalanta), El Shaarawy (Roma); Cristiano Ronaldo (Juventus). Técnico: Gian Piero Gasperini (Atalanta).

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