Serie A

Sábado de sol…



…nada melhor que ligar a ESPN, a RAI ou mesmo o streaming de seu computador para acompanhar o calcio. Todas as expectativas de um campeonato equilibrado estão se confirmando. Apenas aquelas que apontavam uma Serie A de alto nível técnico não conseguem se impor. As partidas do sábado apontavam para vitórias fáceis de seu mandantes, mas, repetindo: as expectativas de um campeonato equilibrado estão se confirmando.

Milan 1-1 Parma
Por dois ou três dias que antecederam a partida, muito se comentou em Milanello a respeito do posicionamento da torcida. Maldini e Ancelotti foram à imprensa pedir aos ultrà que estes cessassem as vaias a Gilardino a Dida a cada partida. Ao menos isso deu certo. Dentro de campo, o Milan versão campeonato voltou a decepcionar. Frente a um Parma que se mostrou mais consistente que o Benfica, os rossoneri não conseguiram dominar a partida, mesmo em casa. Os comandados de Di Carlo mostraram boa movimentação e velocidade, causando problemas a uma defesa veterana.

Kaká: a transpiração não foi suficiente para sobrepôr a desinspiração

Tentando imitar o sucesso continental, Ancelotti armou o mesmo esquema contra o Parma. Apenas Gattuso, lesionado, deu lugar a Brocchi no meio de campo. Mas graças ao 4-3-2-1 milanista que exige dos dois meias uma maior presença de espírito, o que apareceu foi a forte marcação do time gialloblù. O jovem Dessena mais uma vez foi fundamental no bom resultado do Parma, bem como Pisanu, atuando pela esquerda no esquema com três atacantes. Fica cada vez mais aguda a dependência do Milan ao futebol de Pirlo e Kaká. E a torcida pode, novamente, respirar desesperada. Por mais que o favoritismo na Liga dos Campeões seja bastante real, na Serie A não se deve esperar muito mais desse elenco. Repito que esta será uma temporada de transição para o clube. E caberá a Ancelotti decidir se esta será ou não forçada por maus resultados.

Udinese 2-0 Reggina
Ci pensa Di Natale! A matemática com ele é outra: em seu centésimo jogo com a camisa da Udinese, duas pérolas e três pontos. Se nos últimos jogos Totò abusou de sua boa fase para decidir os jogos contra Juventus e Ucrânia, desta vez só coube a ele manter o traçado. No Friuli, desta vez, a Udinese fez o que dela se espera: jogo bonito, fluido e objetivo, características dos times de Pasquale Marino. A surpresa fica por conta do fuoriclasse do plantel. Quando o gol de Di Natale que abriu o placar já era tido por muitos como o mais belo da temporada, ele próprio resolveu ampliar sua conta plástica.

Os friulani ascenderam num 3-4-3 com Inler e D’Agostino centralizados, com direito a apresentação de gala do último. Já no ataque, a fantástica apresentação de Di Natale serviu para desviar a atenção de mais uma má partida de Quagliarella. A Reggina mostrou evolução com as entradas de Cozza e Joélson no segundo tempo. O time amaranto, mesmo com toda sua fragilidade, possui algumas boas perspectivas de evolução – desde que trabalhe com urgência a ligação entre defesa e ataque, pois o meio-campo é setor inexistente. Resta à Udinese manter o pique e trabalhar forte para evitar que Marino assuma a posição de herdeiro de Zdeněk Zeman. Para quem assiste, é um bom espetáculo. Para quem torce, não é um estilo nada prolífico. Nem sempre pode-se esperar que o artilheiro com um toque de limão decida tudo sozinho.


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