Serie A

Parada de inverno: Palermo

Amauri: o brasileiro retornou com a grande fase de quando se lesionou

A campanha
6ª colocação. 17 jogos, 25 pontos. 6 vitórias, 7 empates, 4 derrotas. 25 gols marcados, 27 sofridos.O time-base
Fontana, Zaccardo, Biava, Barzagli, Capuano; Guana, Migliaccio, Simplício; Cavani, Miccoli (Diana); Amauri.
O comandante
Francesco Guidolin. Stefano Colantuono, que dirigiu a Atalanta nas últimas duas temporadas, foi a grande aposta do presidente Zamparini para a temporada: o projeto a longo prazo incluiria uma maior atenção com a base do clube e a classificação para a Liga dos Campeões em um ou dois anos. Até que uma goleada para a Juve e uma derrota no dérbi de Sicília fizeram o mesmo Zamparini cancelar a aposta, mesmo contra a vontade do elenco. Nada mais óbvio que o retorno de Guidolin, pela quarta vez na esquadra palermitana.
O herói
Amauri, atacante. O fã de Edmundo provavelmente superou suas próprias expectativas. Se seu sonho era jogar com o Animal, marcou seu primeiro gol na Serie A com um passe do ídolo e hoje sua trajetória na Itália já supera a dele. Aposta alta do Palermo para substituir de vez Luca Toni, o ex-atacante do Chievo na última temporada guiou o time até se lesionar, no fim de dezembro. E o time que, com ele, havia chegado a liderar o campeonato, sem Amauri naufragou e acabou de fora mesmo da LC. Lesão devidamente superada, o brasileiro voltou a ser o principal nome do time, cogitado para a seleção italiana e disputado pelos grandes clubes.
O vilão
Fabio Caserta, meio-campista. Maior contratação do time na temporada, após anos de destaque no Catania, logo converteu-se em titular indiscutível. Menos pelo futebol demonstrado, mais pelo excesso de confiança de Colantuono em seu parco futebol. Seu único gol com a camisa rosanera foi um reflexo de sua temporada de estréia: marcou o solitário gol do time na derrota por 3-1 frente ao Catania. Mas mantém-se como opção de Guidolin de forma ainda mais preocupante, ao atuar recuado no 4-3-2-1 do técnico ioiô.
A perspectiva
Vaga na Copa da Uefa. Com bastidores mais tranqüilos, certamente o Palermo poderia ambicionar já agora uma vaga na Liga dos Campeões. Mas as intervenções inoportunas do presidente Maurizio Zamparini fazem qualquer planejamento se esvair. O time parecia ter futuro nas mãos de Colantuono, e este outro retorno de Guidolin não deve melhorar muito a situação. O meio-de-campo se perdeu com a má fase de Simplício e Bresciano e recuperá-lo nesse esquema à la Milan, onde Migliaccio funciona como uma espécie de regista, é a chave para busca da Europa.

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