Serie A

Parada de inverno: Napoli

Dia mais movimentado no mercado italiano até agora. O Cagliari se reforçou com o goleiro Storari, ex-Levante e Messina, e o brasileiro Jeda, ex-Rimini. Bucchi, atacante do Napoli que estava emprestado ao Siena, transferiu-se em definitivo para o Bologna. E o Cesena fechou com dois do Parma: o zagueiro Cardoni e o atacante Paponi. A grande bomba desta quarta-feira foi Maniche, que segundo a imprensa portuguesa já acertou sua saída por empréstimo para a Inter.

Os movimentos não-oficiais continuam a todo vapor. O Cagliari ainda pode fechar com mais dois reforços da Serie B: Amodio e Inácio Piá. Fala-se também de alguma grande contratação na Fiorentina ainda para janeiro: Zaccardo seria a principal meta viola para suprir a ausência do capitão Ujfalusi. O tcheco, hoje lesionado, deve deixar o clube em julho. Já Sissoko parece ter rompido de vez com o Liverpool, o que o deixa cada vez mais perto da Juventus.

NAPOLI
Ezequiel Lavezzi: outro ‘novo Maradona’, agora na terra prometida

A campanha
7ª colocação. 17 jogos, 23 pontos. 6 vitórias, 5 empates, 6 derrotas. 25 gols marcados, 22 sofridos.
O time-base
Iezzo, Cupi (Contini), Cannavaro, Domizzi; Garics, Gargano, Hamsík, Bogliacino, Savini; Lavezzi, Zalayeta (Calaiò).
O comandante
Edoardo Reja. O mais velho técnico da Serie A mostrou que aprendeu a adaptar-se ao que tem em mãos. O Napoli da última temporada tinha um plano de jogo mais direto, com os defensores buscando o centroavante (em geral, Sosa) com lançamentos. Com a chegada de Hamsík e Gargano e a conseqüente evolução técnica no meio-campo, o time agora é mais dinâmico e sabe preencher os espaços com maior facilidade. Obra de Reja, mais de 700 partidas como treinador em seu currículo.
O herói
Ezequiel Lavezzi, atacante. O pocho estreou contra o Pisa, pela Coppa Italia, marcando uma tripletta – o último jogador do Napoli a fazê-lo havia sido Daniel Fonseca, há quatorze anos. Um argentino habilidoso, veloz e de dribles imprevisíveis em Nápoles? Não poderia demorar para surgir comparações com Maradona, e logo no início de setembro a Gazzetta já estampava uma em sua capa. Herdeiro ou não, Lavezzi logo se converteu na grande contratação da temporada.
O vilão
Mirko Savini, lateral-esquerdo. Com um time bastante homogêneo, é difícil encontrar alguém que destoe do geral. Então, mais por falta de opção que por deméritos próprios, Savini ganha a vaga pela pouca participação nas subidas do time e algumas falhas fatais de marcação. Talvez a vaga de vilão coubesse ao goleiro Iezzo, mas suas ótimas atuações pela última Serie B, quando segurou a promoção à primeira divisão, ainda servem de salvo-conduto. Porém, a continuar nesse ritmo, não por muito tempo.
A perspectiva
Vaga na Copa da Uefa. Reja soube trabalhar o elenco psicologicamente e Di Laurentiis abriu o caixa e foi atrás das peças que faltavam. O redimensionamento, por isso, tornou-se menos traumático e superou as expectativas traçadas até mesmo pelos próprios jogadores. Uma questão percebida ainda no fim do ano é a falta de entrosamento, preocupante a esta altura do campeonato. Um pouco mais de trabalho interno pode garantir um fim de temporada feliz à apaixonada torcida.

1 comentário

  • Tenho um amigo conhecedor profundo de futebol argentino.

    Ele me falou, ao começo da temporada, que o Lavezzi seria uma das principais contratações do futebol italiano no ano e que ele joga muito.

    Ao ouví-lo, não tinha mais nenhuma dúvida sobre o sucesso dele: se o Alexandre diz, tá dito. Nunca vi alguém pra errar tão pouco em previsões!

    Mais uma certa.

    Não é por acaso que ele vence todos os bolões que eu faço.

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