Serie A

Parada de inverno: Sampdoria

Antonio Cassano: o “algo mais” que faltava à Sampdoria

A campanha
9ª colocação. 17 jogos, 21 pontos. 6 vitórias, 3 empates, 8 derrotas. 22 gols marcados, 24 sofridos.O time-base
Castellazzi, Campagnaro, Sala, Gastaldello; Maggio, Palombo, Volpi, Pieri; Cassano (Sammarco), Bellucci; Montella.
O comandante
Walter Mazzarri. Bem que Walter il Mago, de Ligabue, poderia ser dedicado àquele que fez mágica nos últimos quatro anos: comandou o Livorno promovido à Serie A em 2004 e marcou a história da Reggina. Pelo time da Calábria, na primeira temporada ficou na 10ª colocação. Nas duas seguintes, mesmo com as perdas de pontos após os escândalos, armou o time que se salvou do rebaixamento de forma heróica. E a Sampdoria tornou-se sua recompensa.
O herói
Sergio Volpi, meio-campista. Marcador implacável e bastante técnico, é de seus pés que flui o jogo da Sampdoria. Volpi chegou ao time doriano após ser indicado por Novellino, em 2003 – os dois haviam trabalhado juntos no Venezia. Líder do grupo, é dele a braçadeira de capitão e os principais lançamentos em busca dos alas Pieri e Maggio. A dupla Cassano-Bellucci, quando em campo às costas do centroavante (Montella, Caracciolo ou Bonazzoli), também jamais passou em branco.
O vilão
Andrea Caracciolo, atacante. O ex-jogador do Brescia deixou o Palermo às turras com a torcida viúva de Luca Toni, mas mesmo assim custou aos cofres da Samp cerca de €5 milhões. Mesmo após a chegada de Montella, Mazzarri insistiu que seria Caracciolo o titular do ataque blucerchiato em entrevistas. Mas a seca de gols se aliou a um jogo lento demais para o ataque do time e nem mesmo as lesões do aeroplanino fizeram com que Caracciolo se firmasse. A perspectiva
Vaga na Copa da Uefa. Cassano parece ter recuperado a forma, Delvecchio retornou de lesão durante o recesso de fim de ano e Bellucci mantém-se jogando bem, partida a partida. As expectativas da Samp, elenco mais italiano do país, são suficientemente boas para que a torcida aguarde uma classificação para a Uefa ou até mesmo a luta pelo título da Coppa Italia. Nas partidas eliminatórias, geralmente, basta que alguém decida. E esta Sampdoria, sobretudo, tem Cassano.

2 comentários

  • Braitner,
    Muito boa sua análise da Sampdoria. Sou ‘torcedoríssima’ do time, e apesar de um início abaixo do que se esperava, parece que agora o time vem conseguindo se firmar.

    Como nas últimas temporadas, o time tem muita dificuldade em fazer o rsultado fora de casa, até mesmo quando enfrenta adversários teoricamente mais fracos. 8 derrotas é um número bastante elevado para quem almeja uma Copa UEFA.

    Ainda vejo Cassano com restrições. Comemoro a boa fase dele, mas mais uma vez, voltando oa histórico do time, a Sampdoria costuma perder rapidamente jogadores que chegam emprestados, vide Quagliarella na última temporada…

    Abraços,
    Cyntia

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