Serie A

Parada de inverno: Catania

Giuseppe Mascara: desejado por meia Serie A, ficou e manteve o nível

A campanha
10ª colocação. 17 jogos, 21 pontos. 5 vitórias, 6 empates, 6 derrotas. 17 gols marcados, 19 sofridos.O time-base
Polito, Sardo, Stovini, Terlizzi, Vargas; Izco, Baiocco, Tedesco (Edusei); Martínez, Spinesi, Mascara.
O comandante
Silvio Baldini. Aquele que também é conhecido como o homem que chutou o traseiro de Di Carlo não treinava desde janeiro de 2006, quando foi demitido do Lecce. Baldini consagrou-se como técnico no comando do Empoli, no início da década, quando subiu o time para a Serie A e evitou sua queda por duas vezes. Chegou ao Catania com a dura missão de substituir Marino e tem conseguido fazê-lo com méritos, até o momento.
O herói
Jorge Martínez, atacante. Depois se destacar no Nacional de Montevidéu pela Libertadores, o uruguaio esteve perto de fechar com o Valencia, mas surpreendeu ao optar pelo Catania, onde teria mais chances entre os titulares e lutaria por uma transferência para um grande clube do calcio, sua maior vontade. E assim aconteceu: Martínez marcou no empate com o Milan, no San Siro, e na vitória sobre o Empoli, no Massimino. Esta última marcou o retorno do Catania às vitórias em casa, o que não acontecia há quatro meses. O bom domínio de bola e a técnica apurada já o ligam a transferências para Roma e Juve.
O vilão
Gennaro Sardo, defensor. Polito logo tomou a vaga de Bizzarri no gol, Terlizzi e Stovini fazem uma dupla de alto nível na zaga e Vargas é o melhor lateral esquerdo do campeonato. Mas Sardo desequilibra, na lateral-direita. Ele assumiu a titularidade na queda vertiginosa da última temporada e ainda não a perdeu – ruim para a defesa etnei, que com uma opção mais confiável na direita certamente estaria em melhor posição no campeonato. Seu reserva, Sabato, consegue ser uma opção ainda mais insegura.
A perspectiva
Zona do agrião. No ano passado, o time foi sensação no primeiro semestre, mas despencou após as penalizações que fecharam o Angelo Massimino. Dessa vez, tende a ser o mercado o provável calcanhar-de-Aquiles. Caso não perca ninguém e traga mais um lateral-direito e, vá lá, um meio-campista, o Catania torna-se candidato à Copa da Uefa, mesmo sem a tradição de rivais como Sampdoria e Palermo. Mas como, na prática, o time deve perder ao menos um de seus destaques ainda em janeiro, manter-se tranqüilamente na Serie A por mais um ano já deve ser comemorado.

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