Serie A

Parada de inverno: Atalanta

Cristiano Doni: maestro de um time bem orquestrado

A campanha
8ª colocação. 16 jogos, 22 pontos. 5 vitórias, 7 empates, 4 derrotas. 23 gols marcados, 21 sofridos.O time-base
Coppola, Belleri (Rivalta), Carrozzieri, Capelli, Bellini; Ferreira Pinto, Tissone, De Ascentis, Langella (Padoin); Doni; Floccari.
O comandante
Luigi Del Neri. Quando a Atalanta fechou com o técnico friulano, havia pelo menos uma certeza: o esquema seria um 4-4-2 com dois esterni ultra-ofensivos à frente de dois terzini focados na defesa e ao lado de dois meias preocupados principalmente com a marcação. A diferença desse esquema para aquele que deu tão certo no auge do Chievo é Cristiano Doni: um dos centroavantes foi substituído pelo rifinitore, de novo em grande fase. Palmas também pra Del Neri, que pegou uma boa base de Colantuono e finalmente volta a dar certo fora de Verona.O herói
Cristiano Doni, meio-campista. Ídolo no Brescia em 1999, Doni largou tudo e partiu para a Atalanta, um dos maiores rivais dos rondinelle. O que parecia um passo em falso garantiu seu futuro: tornou-se uma das bandeiras de uma torcida apaixonada que não conseguia se segurar em apenas um nome dentro de campo. Após três temporadas fora, o fantasista voltou para Bérgamo na última temporada e desde então as constantes atuações de classe voltaram a fazer parte de seu vasto repertório. Napoli que o diga.
O vilão
Simone Inzaghi, atacante. O dono do maior salário do time também tem o pior custo benefício: claramente fora de forma, o Inzaghi mais novo é presença garantida – no banco. Só fez uma partida como titular, só fez um gol e ainda conseguiu ser expulso num dos outros seis jogos em que entrou no fim do segundo tempo. Outra decepção, mas não por vontade própria, é Costinha. O português lesionou-se em sua estréia, pela segunda rodada, e ainda não tem previsão de retorno.
A perspectiva
Vaga na Copa da Uefa. Duas coisas podem prejudicar o caminho do time bergamasco até a Europa: primeiro, a juventude de algumas peças do meio-campo, como Tissone, Guarente e Padoin. Segundo, a violenta torcida organizada. Por mais que a base da Atalanta trabalhe em favor do time, os ultrà podem pôr tudo a perder quando menos se espera – como na última partida contra o Milan. Enquanto isso, Ferreira Pinto se firma como um dos principais jogadores do campeonato.

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