Serie A

Balanço final: Sampdoria

Cassano passa e Pazzini marca: jogando por música

A CAMPANHA 13ª colocação, 46 pontos. 11 vitórias, 13 empates, 14 derrotas.
FORA DA SERIE A Vice-campeã da Coppa Italia. Perdeu para a Lazio nos pênaltis. Eliminada nos 16 avos de final da Copa UEFA pelo Metalist, da Ucrânia.
O ATAQUE 49 gols, o 9º mais positivo.
A DEFESA 52 gols, a 7ª mais vazada.
OS ARTILHEIROS Antonio Cassano (12 gols), Giampaolo Pazzini (12), Gennaro Delvecchio (6).
OS ONIPRESENTES Antonio Cassano (35 jogos), Paolo Sammarco, (34), Daniele Gastaldello (34).
O TÉCNICO Walter Mazzarri
QUEM DECIDIU Antonio Cassano
QUEM DECEPCIONOU Andrea Raggi
QUEM SURGIU Guido Marilungo
QUEM SUMIU Bruno Fornaroli
MELHOR CONTRATAÇÃO Giampaolo Pazzini
PIOR CONTRATAÇÃO Jonathan Bottinelli
NOTA DA TEMPORADA 6

O desastroso início de temporada, sem somar qualquer vitória nos sete primeiros jogos da competição, com certeza não era esperado pela administração e pelos torcedores da Sampdoria. Nem mesmo se considerando a sequência complicada, que incluía Inter, Milan, Juventus, Napoli e Lazio. A seqüência foi fundamental para a mudança de objetivos da equipe para o campeonato: a vaga na Liga Europa já se tornava distante através da Serie A, e, por isso o clube priorizou a Coppa Italia, que por pouco não foi conquistada. O campeonato também ficou marcado pelas duas derrotas para os rivais do Genoa, a última com direito a tripletta de Diego Milito.

Muitas das dificuladades da equipe se deram por conta de problemas – físicos ou psicológicos – em relação a um grande número de jogadores. Os blucerchiati deram muito azar, sobretudo defensivamente. Todos os zagueiros do elenco estiveram lesionados por períodos razoáveis – e muitas vezes conjuntos -, obrigando Mazzarri a improvisar Stankevicius na zaga e subir gente da Primavera. A dupla latinoamericana Bottinelli e Fornaroli teve dificuldades de adaptação e voltou para a América do Sul. Raggi, que chegou em janeiro, viveu um período marcado por lesões e atuações abaixo da média.

Walter Mazzarri, que será substituído por Luigi Del Neri na próxima temporada, teve alguma culpa pela pequena decepção doriana, por não tentar qualquer mudança tática no engessado 3-5-2 da equipe, vitimado pela saída de Maggio (apesar da boa temporada de Padalino) e pela falta de um meia criativo – falta que Palombo tentava suprir. Dessa forma, o time dependeu exclusivamentre da criatividade de Cassano. E o barês correspondeu, principalmente após a chegada, em janeiro, de um Pazzini com faro de gol aguçado. A dupla esteve entrosadíssima e foi uma das mais temidas na Serie A: talvez tenha sido o único bom motivo para ver a Samp jogar. A revelação fica por conta do atacante Marilungo, do vivaio do clube. Ele não sentiu o peso da competição e deve ganhar ainda mais chances na próxima temporada.

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