Serie A

Balanço final: Siena

Liderando o Siena em campo, Kharja entrou nos holofotes
A CAMPANHA 14ª colocação, 44 pontos. 12 vitórias, 8 empates, 18 derrotas.
FORA DA SERIE A Eliminado pelo Empoli no quarto turno da Coppa Italia.
O ATAQUE 33 gols, o 2º pior.
A DEFESA 44 gols, a 6ª menos vazada.
OS ARTILHEIROS Massimo Maccarone (9 gols), Emanuele Calaiò, Abdel Ghezzal e Houssine Kharja (5).
OS ONIPRESENTES Abdel Ghezzal (37 jogos), Daniele Galloppa, Daniele Portanova, Houssine Kharja e Simone Vergassola (36)
O TÉCNICO Marco Giampaolo
QUEM DECIDIU Houssine Kharja
QUEM DECEPCIONOU Luca Rossettini
QUEM SURGIU Juan Camilo Zúñiga
QUEM SUMIU Ahmed Barusso
MELHOR CONTRATAÇÃO Gianluca Curci
PIOR CONTRATAÇÃO Nicola Amoruso
NOTA DA TEMPORADA 6,5

Terminar com a sexta melhor defesa da Serie A, definitivamente, indica alguma coisa: mais um pequeno milagre operado por Marco Giampaolo nos moldes daqueles de Ascoli e Cagliari, desta vez no comandode uma equipe de péssimo ataque, mas defesa extremamente consistente. O sistema defensivo do Siena já começava na dupla de frente, tinha seu ápice no competente meio-campo formado por Codrea, Galloppa, Vergassola e Kharja, sua base no experiente zagueiro Portanova e seus holofotes num personagem inesperado: o goleiro Curci.

O ex-goleiro da Roma deixou a capital perseguido pela torcida, mas na Toscana encontrou a tranqüilidade para mostrar os dotes que o credenciavam como grande aposta na base. O zagueiro Brandão, titular a partir da 17ª rodada, também foi uma revelação inesperada. Giampaolo soube trabalhar o time taticamente para não sobrecarregar seus jogadores, nenhum deles um oásis técnico, mas quase todos eficientes ao ponto de garantir ao Siena um dos jogos mais cativantes do país. Além disso, as laterais que vinham sendo uma dor de cabeça nas temporadas passadas ganharam solidez com a revelação colombiana Zúñiga pela direita e Del Grosso, homem de confiança do técnico, pela esquerda.

Com a grande fase de Kharja estendida por mais esta temporada, as ambições robur só não foram maiores por conta do terrível aproveitamento dos atacantes da equipe, que encerrou a Serie A com uma média abaixo de um gol marcado por jogo – o que leva ao grande questionamento da gestão de Giampaolo, o não-aproveitamento do ítalo-argentino Forestieri, que acabou emprestado ao Vicenza em janeiro. Enquanto isso, Maccarone, Ghezzal, Calaiò, Frick e até Amoruso se cansavam de perder gols. Mas se o técnico renovar para a próxima temporada, 2010 tende a ser um bom ano em Siena.

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