Serie A

Parada de inverno: Udinese

Guidolin e Di Natale: alívio e motivos para sorrir (Getty Images)

Campanha
9ª posição. 17 jogos, 23 pontos. 7 vitórias, 2 empates, 8 derrotas. 21 gols marcados, 21 sofridos.
Maior sequência de vitórias: 4, da 6ª à 9ª rodada.
Maior sequência de derrotas: 4, da 1ª à 4ª rodada.
Maior sequência de invencibilidade: 6, da 5ª à 10ª rodada.
Maior sequência sem vencer: 5, da 1ª à 5ª rodada.
Artilheiro: Antonio Di Natale, 10 gols.
Fair play: 34 cartões amarelos, 2 vermelhos.

Time-base
Handanovic; Benatia, Domizzi (Coda), Zapata; Isla, Inler, Asamoah, Armero; Pinzi; Sánchez, Di Natale.

Treinador
Francesco Guidolin. Qualquer mérito no crescimento dessa Udinese passa pelas mãos do treinador trevisano. Se o início foi difícil e tudo se encaminhava ao buraco – foram quatro derrotas nas quatro primeiras partidas – a Udinese teve sua defesa ajeitada para dar início a uma recuperação louvável. Guidolin, que havia subido com o Parma e deixado-o em posição confortável na Serie A, soube usar seus limões para fazer limonada. A temporada de Pinzi é reflexo disso: desvalorizado, o meia voltou de empréstimo do Chievo, e agora, beirando os 30 anos, se encontrou em campo, atuando atrás dos atacantes. Ataque que, por sua vez, Guidolin nem precisou tocar: Di Natale continua em forma exímia, enquanto Sánchez confirmou-se como uma das principais revelações da Serie A, avaliado em cerca de 25 milhões de euros.

Destaque
Antonio Di Natale. Artilheiro do campeonato ao lado de Cavani, ele ainda é o cara. Há seis anos em Udine, é incrível como Totò rende em alto nível. Com a mesma sagacidade e o mesmo oportunismo de um garoto, cabe aos bianconeri o agradecimento ao atacante por não ter assinado com a Juventus. Também há novos destaques nessa Udinese: Benatia vai muito bem em sua primeira temporada com o clube, enquanto Armero tem crescido bastante na ala esquerda. Ainda assim, o maior destaque é Di Natale, principalmente se acompanhado de Sánchez, cujo futebol evoluiu demais de uma temporada para outra, após a boa Copa do Mundo feita pelo chileno. Não há dúvidas de que a dupla garante um nível bem mais alto à equipe.

Decepção
Germán Denis. Depois de não convencer no Napoli, Denis chegou em Udine buscando afirmação. Barrado por Sánchez e Di Natale, porém, o argentino nem ciscou. Atrás de Floro Flores, ele é apenas o quarto nome no ataque friulano. Se sua transferência para a Itália animou, Denis vai se fechando num círculo nada empolgante acerca de seu futuro. Outro que vai se estabilizando em negativo é Pasquale: o lateral, tido há anos como promissor, chegou para ser titular na temporada passada, mas perdeu a posição para Lukovic. Com a venda do sérvio para o Zenit, Pasquale, hoje com 28 anos, teve o tapete puxado por Armero, cada vez mais dono da posição.

Perspectiva
Campanha digna. E por ‘digna’ se entenda sem sustos, com prestações agradáveis e incomodando as equipes à sua frente. A recuperação da Udinese surpreendeu bastante, visto que havia iniciado a temporada diante de uma falta de ambição grotesca. Ao contrário da época passada, na qual entrou pensando alto e despencou, dessa vez o clube não formou qualquer meta clara. Sendo assim, dificilmente brigará por vaga na Liga Europa, levando-se em conta a forte concorrência nas posições mais altas. Embora esteja tirando o melhor de alguns jogadores, Guidolin não tem um elenco muito extenso à disposição – ainda mais se não segurar Sánchez, fortemente desejado pela Inter. Terminar impondo respeito é um baita lucro para um time abatido, que aí sim poderá rever seus objetivos.

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