Seleção italiana

O futuro da Azzurra

A aposta do Milan agora é uma esperança para o rossonero e para a Azzurra (Gazzeta.it)
Prandelli havia dito que contra a França não tem jogo
amistoso. Mas não tem como pensar de outra maneira quando se tem uma data Fifa
entre duas importantes rodadas dos campeonatos europeus e às vésperas de uma
rodada decisiva na Champions League, em especial para os times italianos. A
oportunidade de fazer testes era essa, em um jogo que valia pouco.
A Squadra Azzurra voltava a Parma, depois do terremoto que abalou
toda a Itália, dias antes da disputa da Eurocopa, quando um amistoso contra Luxemburgo foi cancelado.
Dessa vez, muito mais diferente do time vice-campeão europeu. Os consagrados e
veteranos Pirlo e Buffon ficaram no banco. Outros nomes como Cassano, Di
Natale e De Rossi (não foi chamado pelo soco em Mauri, no dérbi do fim de
semana) nem chamados foram. Por outro
lado, nomes como Sirigu, que havia jogado apenas três partidas pela seleção, e Verratti e El Shaarawy, que tinham sua chance de debutar como titulares com a camisa azul, ganhavam espaço. Além, claro, de Florenzi, que fazia sua primeira aparição no grupo dos profissionais.
Na escalação, além da surpresa dos nomes, a surpresa tática.
Abdicando dos três zagueiros, esquema da moda na Itália e usado pela Nazionale
em alguns momentos, como na Euro, Prandelli apostou em um
esquema com três atacantes, com Candreva jogando mais avançado e um meio-campo
leve e criativo, sem o poder de marcação de De Rossi.
A ofensividade pregada pelo treinador agradou a muitos, já
que o time italiano dominou os primeiros minutos e teve sua grande chance com
Balotelli, mas o atacante do Manchester City parou na trave. Marcando na frente,
o time conseguiu roubar bolas decisivas e em uma delas, Montolivo tabelou com
Balotelli e deixou El Shaarawy na cara do gol. O Pequeno Faraó não perdoou, tocou na
saída do goleiro Lloris e fez seu primeiro gol pela seleção principal. Mas nem
deu tempo de comemorar. Dois minutos depois, Valbuena faz uma bela jogada
individual pra cima de Barzagli e Verratti, na lateral da área e acertou o
ângulo do goleiro Sirigu. 
Para o segundo tempo, os dois treinadores, pregaram a
cautela com os clubes e fizeram muitas alterações para preservar os jogadores
para as partidas do final de semana. Na Itália, entraram Bonucci, Pirlo, Giaccherini
e Florenzi (fazendo sua estreia) nos lugares de Barzagli, Verratti, Marchisio e
Montolivo. Ainda assim o esquema continuou ofensivo, mas a Itália não conseguia concretizar as jogadas que criava.

Com um time mais lento, ao contrário daquele do primeiro tempo, a Nazionale viu a França equilibrar a partida, depois das entradas de Menéz e Gomis, que fizeram a diferença. Com poucos
minutos em campo, a dupla virou o jogo para os franceses. Na jogada do
ex-romanista, que ajeitou para o chute cruzado de Evra, o atacante do Lyon, sozinho dentro da pequena área só teve o
trabalho de empurrar para as redes.

Após o gol, Giovinco e Diamanti vieram a campo e deram um
novo gás no time. Ambos criaram boas jogadas. Na primeira, o Formiga Atômica
chegou um pouco tarde após cruzamento do meia do Bologna. Na segunda, Diamanti encontrou
Giaccherini livre dentro da área, mas o juventino acertou o travessão. Pouco antes, Ménez ligou o turbo e, em contra-ataque rapidissímo, o qual Maggio apenas observou, à distância, quase fez o terceiro. Sirigu acabou fazendo ótima defesa, mas no final das contas, os franceses voltaram a vencer os italianos no Belpaese após 18 anos, e pela terceira vez na história.
O resultado final pode ter sido um pouco decepcionante,
porém, o intuito de promover novos e bons jogadores foi válido e serviu para
mostrar que a Azzurra tem uma boa safra de talentos, com um longo futuro pela
frente, mas com potencial para conquistarem a vaga para a Copa do Mundo antes do que se imaginava. No entanto, convém vencer amistosos importantes, como os realizados contra França e Inglaterra, para ajudar no moral.
Ficha do jogo: Itália 1-2 França
Itália (4-3-3): Sirigu; Maggio, Barzagli (Bonucci),
Chiellini e Balzaretti; Verratti (Pirlo), Montolivo (Florenzi) e Marchisio
(Giaccherini); Candreva (Giovinco), El Shaarawy (Diamanti) e Balotelli Técnico:
Cesare Prandelli
França: Lloris; Debuchy (Reveillere), Koscielny, Sakho e Evra;
Capoue(Gonalons), Matuidi, Sissoko (Tremoulinas), Valbuena (Gourcuff) e Ribery
(Gomis); Giroud (Ménez) Técnico: Didier Deschamps

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