Liga dos Campeões

Despedida sob aplausos

 Ao final do jogo, o craque do Napoli, Higuaín chorou muito e preciso ser consolado por Benítez e companheiros (Reuters)

A missão era difícil: vencer o Arsenal por três gols de diferença ou contar com um tropeço do Borussia Dortmund, contra o Olympique Marseille, que havia perdido os cinco jogos disputados. No final, os resultados que favoreceriam o Napoli não vieram, mas ficaram próximos de ocorrer. Faltou um gol dos azzurri no San Paolo, para alcançar o 3 a 0 contra os Gunners e, a vitória dos aurinegros na França, só veio aos 42 minutos do segundo tempo. 

Benítez, aproveitando os dois gols marcados por Pandev no final de semana, insistiu em deixar Insigne no banco e escalou o macedônio para armar o time pelo centro. Não deu certo. No primeiro tempo, a estratégia de Wenger deu mais resultado e impediu grandes chances aos azzurri. O Arsenal apostou em segurar a posse de bola e conseguiu isso, pois ficou com ela por mais de 60% dos primeiros 45 minutos. Precisando da vitória com boa margem de gols, o Napoli apostou em uma pressão intensa na saída dos Gunners. Com isso, foram 12 desarmes na primeira etapa, cinco deles do círculo central para o campo de ataque. Os partenopei recuperavam a bola, mas não conseguiam criar chances claras com ela. 

O que mudou os rumos da partida foi a entrada de Insigne, aos 12 minutos do segundo tempo. Os napolitanos mudaram e, além da forte pressão na saída adversária, conseguiram manter a posse de bola no campo de ataque. Antes da entrada do camisa 24, o Napoli havia acertado apenas uma vez o gol adversário e, depois, conseguiu quatro chutes no alvo. Dois deles resultaram nos gols. O primeiro veio em boa trama de Callejón e Higuaín. Foi o terceiro gol do argentino na Liga dos Campeões. Até aí, os azzurri se classificavam, pois o Dortmund empatava em Marselha. 

As coisas melhoraram para os azzurri, quando Arteta foi expulso. Mas, logo depois, o Borussia Dortmund conseguiu retomar a ponta no jogo contra Olympique Marseille. A partir daí, só dois gols levariam o Napoli à próxima fase. O segundo gol até veio, com Callejón, após belo passe de Insigne, mas foi tarde. Na saída de bola posterior ao 2 a 0, o árbitro apitou o final do jogo e decretou a eliminação dos napolitanos. Com isso, o San Paolo reconheceu a exibição dos partenopei e aplaudiu insistentemente a equipe. 

É a primeira vez, que, com este formato da Liga dos Campeões, um time com 12 pontos conquistados não chega à segunda fase. Mas, apesar da frustrante eliminação precoce napolitana, o presidente Aurelio De Laurentiis, que investiu muito para esta temporada, reconheceu que o Napoli fez uma boa primeira fase e segue confiando na sequência do trabalho de Benítez. O técnico espanhol concordou com o mandatário: “Acho que este é o caminho certo. Falamos de um projeto, uma equipe em ascensão. A relação com os torcedores é extraordinária, devemos estar orgulhosos do que tem sido feito pelos jogadores”. Os dois comandantes dos azzurri também afirmaram que o Napoli tem interesse de tentar ganhar a Liga Europa e ambos ainda acreditam no scudetto.

Ficha técnica
Napoli 2-0 Arsenal

Napoli: Rafael; Maggio, Fernández, Albiol, Armero; Dzemaili, Behrami; Mertens, Pandev (Insigne, 56’), Callejón; Higuaín. Técnico: Rafa Benítez.

Arsenal: Szczesny; Jenkinson, Mertesacker, Koscielny, Gibbs; Flamini, Arteta; Rosicky (Monreal, 74’), Özil, Cazorla (Ramsey, 67’); Giroud. Técnico: Arsene Wenger

Árbitro: Viktor Kassai (HUN)

Gols: Higuaín (72’) e Callejón (93’)

Cartões Vermelhos: Arteta (76’)

1 comentário

  • O Napoli deveria mesmo buscar o titulo da liga europa e tem time para isso, seria um grande titulo e finalmente poderia tira-lo do pote 4 do sorteio da liga dos campeões, pois tenho certeza que se tivesse caído num grupo como o do Atletico de Madri, po exemplo, estaria classificado às oitavas.

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