Liga dos Campeões

Itália rossonera na Europa

Comemoração discreta de Balo simboliza o que foi a campanha do Milan. Simples e eficiente. (Uefa.com)
Poucos se arriscaram a dizer que, no começo da temporada, o
Milan seria o único time italiano classificado à fase de grupos da Champions League. O
rossonero, de pífia campanha na Serie A, superou a fase eliminatória e Juventus e Napoli, times
cotados a boas campanhas europeias mesmo em um grupo complicado, em que todas as
equipes já haviam campeãs do torneio. Enquanto a Juventus decepcionou, sobretudo nos jogos
contra o Kobenhavn, e o Napoli, embora num grupo equilibrado, não conseguiu a classificação pelo saldo de gols, o Milan aceitou sua fragilidade, especialmente contra o Barcelona, e
conseguiu pontos importantes, como o empate na Holanda e a última vitória,
contra o Celtic, na Escócia.
Ainda assim, chegou à última rodada precisando apenas de um
ponto, em casa, contra o Ajax, concorrente direto pela vaga, para assegurar a passagem às oitavas. Em campo, porém, quem
deu as cartas foi o time holandês, assustando nos primeiros muitos, com a
cabeçada de Poulsen, que acertou a trave, e Klassen, que obrigou Abbiati a
fazer uma espetacular defesa. O Milan não conseguiu se impor, e a situação piorou
quando Montolivo deu um pisão em Poulsen e foi expulso, ainda
na metade do primeiro tempo.
Com um a menos, o Diavolo se fechou, recuando até mesmo os
homens mais ofensivos (Kaká e Balotelli) para ajudar na marcação. O Ajax se
lançava, obrigando Abbiati a fazer boas intervenções, mas deixava espaços na
defesa, que o Milan não conseguiu se aproveitar. Frank de Boer ousou na seguda
etapa, tirando Poulsen e colocando o quarto atacante, Schöne.
Mesmo mais ofensivo, foram poucas as chances de real perigo
criadas pelo time vermelho e branco. O Milan se limitou a defender,
praticamente abdicando do ataque a apostando todas as fichas nas defesas de
Abbiati. O sofrimento nos minutos finais também deu as caras no San Siro, fazendo
os torcedores respirarem aliviado somente após a bicicleta falha de Sigthórsson e o
apito final de Howard Webb.
Com a segunda colocação do grupo, o Milan além de ter
pedreira pela frente (Manchester United, Real Madrid, PSG, Bayern Munique,
Chelsea, Bourssia Dortmund ou Atlético de Madri), tem a missão de representar a
Itália na maior competição europeia. Ao menos o segredo do sucesso o time de
Allegri parece saber, que é reconhecer as suas próprias limitações.

Ficha técnica

Milan 0-0 Ajax
Milan: Abbiati; De Sciglio, Bonera, Zapata e Constant; De Jong, Muntari, Montolivo; El Shaarawy (24′ Poli), Kaká (81′ Méxes) e Balotelli. Técnico: Massimiliano Allegri

Ajax: Cilessen; Van Rhjin, Moisander, Denswill, Blind; Poulsen (46′ Hoesen), Klaassen, Serero (Van Der Hoorn); Schöne, Fischer e Bojan (Sigthórsson) T. Frank De Boer

Árbitro: Howard Webb (ING)

Cartões Vermelhos: Montolivo (22’)

1 comentário

  • O
    Milan das últimas temporadas sempre passa de fase. O problema é o
    mata-mata, na qual o Milan não tem elenco para disputar dois
    campeonatos. Fuiii

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