Seleção italiana

O renascimento da Itália: com sete vitórias em sete jogos, Nazionale se garante na Euro



Verde é a cor da esperança. E foi a cor do uniforme que a Itália utilizou no dia em que garantiu vaga na Euro 2020, competição em que almeja dar a volta por cima: neste sábado, a Nazionale venceu a Grécia por 2 a 0 e selou, com antecedência de três rodadas, uma classificação que, convenhamos, já estava na palma da mão de Roberto Mancini e seus comandados. Afinal, os italianos têm 100% de aproveitamento e lideram o Grupo J com folga.

A camisa verde com texturas renascentistas, desenhada pela Puma, foi uma forma de homenagear a renovação que a seleção italiana tem tido desde a trágica eliminação para a Suécia, em 2017, que deixou a Itália fora da Copa do Mundo. Seria apenas a segunda vez na história que a Nazionale vestiria um uniforme dessa cor, em alternativa ao tradicional azul Savóia – a primeira foi em amistoso contra a Argentina, em 1954, também no Olímpico. O acontecimento desse sábado entrou para a história e honrou, de certa forma, o simbolismo visado pela camisa.

Mancini escalou seu time no 4-3-3, mas experimentou algumas variações no decorrer da partida, para se adaptar às circunstâncias que o duro estilo da Grécia proporcionou. Na saída de bola, o treinador constantemente utilizou D’Ambrosio ao lado de Bonucci e Acerbi. Por consequência, dava mais liberdade a Spinazzola, que apoiava Insigne pelo lado esquerdo.

Apesar da boa atmosfera no Olímpico e do otimismo dos torcedores romanos com a boa fase da Squadra Azzurra, os primeiros 45 minutos de partida foram bem monótonos. O goleiro Paschalakis sequer sujou o uniforme, já que a Itália não conseguiu furar o ferrolho dos gregos. A única finalização no alvo foi feita pelos visitantes, quando Limnios infiltrou na área e obrigou Donnarumma a fazer boa defesa com a mão esquerda. Ainda no primeiro tempo, Mancini teve que queimar sua primeira alteração, pois Chiesa sentiu dores musculares e deu lugar a Bernardeschi.

Na segunda etapa, a tendência era de um jogo mais movimentado e foi o que aconteceu de fato. Com nove minutos, a Itália chegou à primeira finalização quando Immobile cabeceou no canto esquerdo e obrigou Paschalakis a fazer boa intervenção. A Grécia respondeu no lance seguinte, em contra-ataque puxado por Zeca que quase terminou em gol – Kolouris finalizou no lado de fora da rede.

Mais uma vez, Jorginho foi fundamental para a vitória da Itália (AFP/Getty)

O placar só foi inaugurado aos 63 minutos, quando os italianos tiveram um pênalti em seu favor. Insigne recebeu na grande área e bateu colocado, mas teve finalização bloqueada pelo braço direito de Bouchalakis. Na marca da cal, o brasileiro Jorginho deslocou o goleiro e deu início à festa no Olímpico.

Mesmo com a vantagem, o time de Mancini continuou com a mesma presença no campo de ataque e buscava o segundo gol, que se concretizou quinze minutos mais tarde. Em um lance trivial, Bernardeschi trouxe para o meio e, com liberdade, deu um chute despretensioso de canhota, que desviou na defesa e acabou entrando.

No fim das contas, a seleção italiana chegou a 21 pontos assim como a Bélgica – ambas são as únicas equipes com 100% de aproveitamento em seus grupos. A equipe de Mancini foi a segunda a se garantir matematicamente na Euro do ano que vem: a Nazionale, aliás, nunca havia obtido a vaga na competição com tanta antecedência (três rodadas).

Com 20 gols marcados e apenas três sofridos em sete partidas, a equipe de Roberto Mancini agrada – mesmo que não tenha ido tão bem contra a Grécia – e provou já estar pronta para a grande competição. A Squadra Azzurra ainda terá três partidas no Grupo J (contra Liechtenstein, Bósnia e Armênia), nas quais o treinador poderá fazer uma série de ajustes e testes para melhorar ainda mais o desempenho de seus jogadores. Quiçá, encerrar as eliminatórias com 30 pontos.

Itália 2-0 Grécia

Itália: Donnarumma; D’Ambrosio, Bonucci, Acerbi, Spinazzola; Verratti, Jorginho, Barella  (Zaniolo); Chiesa (Bernardeschi), Immobile (Belotti), Insigne. Técnico: Roberto Mancini.

Grécia: Paschalakis; Bakakis, Hatzidiakos, Siovas, Stafylidis; Kourbelis, Bouchalakis (Giannoulis); Limnios, Zeca, Koulouris (Donis); Bakasetas (Mantalos). Técnico: John Van ‘t Schip.

Local: Olímpico, em Roma, Itália.
Árbitro: Sergey Karasev (Rússia).
Gols: Jorginho (pênalti) e Bernardeschi.



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