Seleção italiana Liga das Nações

Com vitória sobre a Bósnia, uma Itália madura avançou ao Final Four da Nations League

A quarta, 18 de novembro, foi de festa italiana. Jogando fora de casa, em Sarajevo, a Itália bateu a Bósnia e Herzegovina por 2 a 0 e garantiu vaga no Final Four da Nations League, se juntando às outras três classificadas – França, Espanha e Bélgica. Com gols de Belotti e Berardi, a Squadra Azzurra se despediu da fase de grupos com mais uma boa atuação, que lhe permitiu chegar a 22 partidas de invencibilidade e manter a liderança da chave, deixando Holanda e Polônia para trás.

Em um jogo mais aberto do que os anteriores, muito por conta da situação da Bósnia, já rebaixada e recheada de experiências feitas por Dusan Bajevic, a Itália até tomou alguns sustos. Porém, Donnarumma, duas vezes, garantiu que a seleção capitaneada por um velho conhecido da Bota – o meia Pjanic, atualmente no Barcelona – não saísse do zero.

Com apenas uma mudança em relação ao jogo anterior – a entrada de Berardi no lugar de Bernardeschi –, a Itália apresentou uma pequena variação no seu modo de jogar. Com o ponta do Sassuolo em campo, Florenzi ganhou mais liberdade para subir, deixando para Jorginho a função de terceiro zagueiro da equipe, o que garantiu mais qualidade na saída.

Essa opção também fez com que Berardi não precisasse ficar tão grudado na lateral do gramado e tivesse liberdade para buscar o fundo ou cortar pra dentro. Mimmo, inclusive, foi um dos melhores jogadores da Squadra Azzurra na partida – com destaque ainda  para as belíssimas atuações de Insigne, Locatelli e Emerson.

Insigne foi um dos melhores em campo na vitória italiana sobre os bósnios (Getty)

Contra uma seleção que não tinha nada a perder e que se lançava ao ataque com muito mais ímpeto do que as suas últimas adversárias – Estônia e Polônia, respectivamente –, a Itália cedeu muitas finalizações. Poucas delas alcançaram a meta, sendo que Donnarumma foi muito bem nas que chegaram, inclusive efetuando uma defesa à queima-roupa em chute de Prevljak.

Os dois gols italianos na partida foram muitos semelhantes. O primeiro, aos 21, nasceu com Insigne, que recebeu lançamento de Barella, avançou com a bola pela ponta esquerda e acertou um belíssimo cruzamento de trivela para Belotti finalizar de primeira, caindo, no ângulo do arqueiro Piric. O segundo, aos 68, também foi fruto de uma assistência milimétrica. Na dobradinha do Sassuolo, Locatelli achou Berardi dentro da área. O ponta finalizou de primeira, em um chute muito similar ao de Belotti no primeiro gol.

A partida até poderia ter acabado com uma goleada italiana. Faltou muito pouco para que o chute de Insigne, no primeiro tempo, e a finalização de Bernardeschi, já no fim do jogo, estufassem as redes: ambos encontraram as traves bósnias.

Com um futebol seguro e agressivo, com muito volume e alternativas, a Itália sofre pouquíssimo em seus jogos e brinda o excelente trabalho de Roberto Mancini com uma vaga para as semifinais da Nations League, no ano que vem. Como a próxima fase ocorrerá apenas em outubro, depois da Eurocopa, é difícil cravar como a Squadra Azzurra irá se sair. Porém, se o nível de atuação se mantiver assim, haverá uma grande chance de que o trabalho de Mancini obtenha, já em 2021, o seu primeiro título, seja na Euro ou seja na Liga das Nações.

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