Serie A

12ª rodada: a Inter aproveitou empates para encostar no Milan, líder do campeonato

Na primeira rodada de meio de semana nesta Serie A, o grande vencedor foi… o empate? Não exatamente. Sete das 10 partidas terminaram em igualdade e, assim, as vitoriosas Inter e Roma aproveitaram para subirem na tabela. Vice-líder, a equipe de Conte encostou no Milan, que viu uma vantagem de cinco pontos cair para apenas unzinho no espaço de quatro dias. Os romanistas, por sua vez, já estão na terceira colocação do campeonato. Confira a síntese da jornada.

>>> Classificação e artilharia da Serie A

Inter 1-0 Napoli

Gol e assistência: Lukaku (pênalti)
Tops: Handanovic (Inter) e Zielinski (Napoli)
Flops: Young (Inter) e Insigne (Napoli)

Inter e Napoli se enfrentaram no San Siro, em partida muito importante na disputa pelo scudetto, mas que acabou decepcionando. O jogo começou com a Beneamata tentando estabelecer o controle territorial, trocar passes por um setor e trabalhar a inversão para o lado contrário. Contudo, o time de Gattuso fez um bom trabalho ao impedir a saída curta e Lukaku não conseguiu servir como alvo para jogo direto. Os visitantes foram a campo com um ataque bem móvel, com Mertens como referência, Insigne e Lozano pelas pontas e Zielinski se aproximando por dentro.

O jogo fluía bem para os visitantes, mas aos 16 minutos, Mertens acabou se lesionando e precisou ser substituído. Petagna entrou em seu lugar modificou toda a ideia de jogo da equipe de Gattuso – como resultado, tivemos um primeiro tempo bastante fraco em Milão. Os times voltaram melhores do intervalo e a dinâmica da partida melhorou. Di Lorenzo encontrou Zielinski na entrada da área e o polonês cruzou na medida para Insigne, que obrigou Handanovic a realizar uma grande defesa. Vendo sua equipe acuada, Conte colocou Sensi em campo – e ele logo impactou no resultado.

Com maior capacidade criativa no meio, a Inter conseguiu somar passes pelo lado esquerdo, atrair a atenção da defesa da Napoli e depois contar com o ala do lado contrário pisando na área. Sensi recebeu, encontrou Lukaku no pivô, recebeu de volta e bateu pro gol. O chute foi desviado pela defesa e encontrou Darmian, que foi derrubado por Ospina: pênalti cobrado e convertido pelo atacante belga. Além da vantagem no placar, a Inter viu Insigne ser expulso por ofensas ao juiz da partida.

O jogo, entretanto, não terminou nada confortável para a equipe da casa, que viu os visitantes empurrarem suas linhas e martelarem a meta de Handanovic – que salvou o resultado, com a ajuda da trave. A Inter é a vice-líder, com um ponto a menos que o Milan, e o Napoli divide a quinta colocação com o Sassuolo. (Henrique Mathias)

Genoa 2-2 Milan

Gols e assistências: Destro e Destro (Ghiglione); Calabria (Çalhanoglu) e Kalulu (Romagnoli)
Tops: Destro (Genoa) e Donnarumma (Milan)
Flops: Masiello (Genoa) e Rafael Leão (Milan)

Pela segunda rodada seguida, o Milan tropeçou – em ambas, saiu atrás no placar e empatou por 2 a 2. Se o poder de reação dos rossoneri está em dia, a gordura acumulada na liderança do campeonato se esgotou e, agora, o Diavolo tem apenas um pontinho de vantagem sobre a Inter, que tem tabela teoricamente mais favorável nas últimas rodadas de 2020: enfrenta Spezia e Verona, enquanto o time de Pioli joga contra Sassuolo e Lazio.

Com apenas 6 pontos conquistados em 11 rodadas e cinco partidas perdidas como mandante, o Genoa tinha igualado seu pior aproveitamento numa reta inicial da Serie A – obtido anteriormente em 2017-18. Mesmo assim, o antepenúltimo colocado do campeonato tomou coragem e fez uma boa partida, sendo superior ao Milan e aproveitando falhas do adversário. Após um fraco primeiro tempo, no qual a ótima defesa de Perin sobre Rebic foi o principal destaque, os grifoni abriram o placar aos 47. Romagnoli, Kalulu e Kessié cometeram erro triplo na marcação de Shomurodov e Destro, ex-rossonero, aproveitou o rebote de Donnarumma para marcar. A vantagem durou pouco, já que Calabria arriscou de longe e empatou, aos 52.

O Genoa não sentiu o gol – na verdade, o utilizou de combustível para não recuar e manter a mesma toada de antes. Dessa forma, aos 60 minutos, chegou ao segundo gol: Ghiglione cruzou na medida para Destro vencer Kalulu e testar para as redes. Os rossoneri partiram com tudo em busca do empate, mas os rossoblù se defendiam bem: apenas um chute de Hauge levou perigo. Até que, num escanteio cobrado a0s 82, Romagnoli cabeceou e Kalulu completou para o gol, fazendo com que a dupla de defesa se redimisse dos erros. Apesar disso, o Genoa ainda ficou muito perto do 3 a 2 graças a um voleio de Scamacca, muito bem defendido por Donnarumma, e a uma cabeçada perigosa de Goldaniga. (Samuel Novaes)

Destro acionou a lei do ex e castigou o Milan, que apenas empatou com o Genoa (Getty)

Juventus 1-1 Atalanta

Gols e assistências: Chiesa (Bentancur); Freuler
Tops: Bentancur (Juventus) e Gollini (Atalanta)
Flops: Ronaldo (Juventus) e Zapata (Atalanta)

Em Turim, Juventus e Atalanta se enfrentaram em partida muito importante pelo que representaria para a tabela, mas também para entender em que estágio a Dea fica sem o seu melhor jogador: em pé de guerra com Gasperini, Gómez ficou no banco outra vez e com isso, Pessina e Malinovskyi foram os homens responsáveis pela criação ofensiva da equipe. No lado da Juventus, tivemos o mesmo desenho que vem sendo trabalhado durante toda a temporada, com o 4-4-2 sem a bola e o 3-5-2 na hora de atacar.

O jogo começou com a Juventus muito confortável, tendo em Arthur a peça que conectava os setores. McKennie deixava o flanco para trabalhar como peça mais próxima à dupla de ataque, jogando por dentro, confundindo os encaixes da Atalanta. Morata ofereceu desmarques em sequência e, logo de cara, sua equipe criou duas boas chances. Na primeira, ele atacou as costas de Palomino, recebeu e ativou Ronaldo, que perdeu o gol. Na segunda, novamente saiu em condição favorável e optou por passar a bola ao invés de finalizar. Ronaldo teve seu chute bloqueado por Djimsiti, a bola sobrou para Morata, sem goleiro, e ele tentou um toque de calcanhar, errando de maneira constrangedora.

Em seu melhor momento no jogo, a Vecchia Signora perdeu Arthur, que sentiu uma lesão muscular. Rabiot entrou e a equipe de Pirlo até chegou ao gol pouco tempo depois – com Morata pressionando, forçando o erro adversário, e Bentancur achando um bonito passe para Chiesa marcar um golaço. Contudo, o bom encaixe coletivo se perdeu e a Atalanta cresceu. Ainda na primeira etapa, a Dea passou a comandar as ações e, no segundo tempo, com a entrada de Gómez, tomou o jogo para si: empatou a partida com Freuler, em belíssima finalização de fora da área, e fez 30 minutos finais de nível assustador, com marcação alta, encaixes individuais funcionando e um volume de jogo que deixou a Juventus encurralada. Szczesny evitou a virada, mas a Juve também teve três chances que pararam em Gollini, craque da noite. O arqueiro fez duas defesaças ante Morata e encaixou pênalti de Cristiano Ronaldo, aos 61 minutos. O português, a propósito, teve sua pior partida na Itália.

Mesmo invicta na Serie A, a Juve vai ficando para trás na briga pelo scudetto devido aos empates: a equipe tem o mesmo número de paridades e de vitórias na competição (seis). Dessa vez, perdeu a chance de colar no Milan, que tropeçou, e viu a Inter se aproximar ainda mais dos rossoneri. Por sua vez, a Atalanta continua sem vencer a Velha Senhora em Turi desde 1989, mas levou para Bérgamo um empate que, com um jogo a menos, reforça ainda mais a sua luta pelas competições europeias. (HM/SN)

Roma 3-1 Torino

Gols e assistências: Mkhitaryan, Veretout (pênalti) e Pellegrini (Mayoral); Belotti
Tops: Mkhitaryan e Veretout (Roma)
Flops: Singo e Bremer (Torino)

Depois de ver quatro de seus rivais tropeçando, a Roma entrou em campo no Olímpico, ante o Torino, penúltimo colocado. Em outras ocasiões, seria a oportunidade perfeita para “romar”, mas o time de Paulo Fonseca tem se mostrado maduro o suficiente para não se autossabotar e, assim, venceu o seu compromisso com autoridade. O resultado levou os giallorossi para a terceira posição, em paridade de pontos com a Juventus, e jogou ainda mais pressão sobre o técnico Giampaolo, que não consegue fazer o Toro reagir – o time é o penúltimo colocado, mesmo com investimentos relevantes e um elenco razoável.

Depois de alguns dias em regime de concentração, o Torino foi a campo com algumas novidades – como Milinkovic-Savic no lugar de Sirigu e Buongiorno na vaga de Nkoulou. Os primeiros minutos da partida foram equilibrados, mas a expulsão de Singo, aos 14 minutos, praticamente selou o destino granata. Com um a menos, os visitantes sofreram com a pressão da Roma, que abriu o placar com um grande chute de Mkhitaryan, aos 27. Aos 43, um recuo errado de Belotti, somado à lentidão de Bremer, resultou no pênalti do zagueiro sobre Dzeko – que Veretout converteu brilhantemente.

No segundo tempo, uma grande jogada dos giallorossi terminou no belo gol de Pellegrini, mas o Toro mostrou garra para reagir. Embora seu gol – claro, de Belotti – só tenha saído após uma lambança de Pau López, a equipe visitante criou boas oportunidades e pressionou a defesa romana. Se tivessem balançado as redes, um petardo de Edera no travessão e um chute perigoso de Bonazzoli, que passou a centímetros da baliza, poderiam ter modificado a história do jogo. (SN)

Em sua pior partida pela Juventus, Ronaldo perdeu pênalti e viu a Atalanta de Gollini ser superior (IPA)

Fiorentina 1-1 Sassuolo

Gols e assistências: Vlahovic (pênalti); Traorè (Berardi)
Tops: Ribéry (Fiorentina) e Consigli (Sassuolo)
Flops: Biraghi (Fiorentina) e Raspadori (Sassuolo)

Em Florença, Fiorentina e Sassuolo entregaram uma partida bastante animada, na qual as duas equipes alternaram momentos de maior efetividade dentro de suas propostas. Logo no começo, a Viola parecia melhor distribuída em campo, trabalhando bem as tabelas curtas e apostando numa transição forte. Antes mesmo dos 10 minutos de jogo, Ribéry recebeu pelo lado direito, tirou o zagueiro do lance e cruzou na medida para Biraghi, que bateu para fora – mesmo desmarcado.

Contudo, se parecia melhor em campo, logo depois de sua melhor chance, a Fiorentina sentiu o peso da melhor qualidade do Sassuolo: a capacidade para construir jogadas de pé em pé. O time neroverde trocou passes, progrediu em campo e Berardi encontrou uma enfiada maravilhosa para Traorè, que atacou o espaço nas costas de Milenkovic e finalizou sem chances para Dragowski. O jogo continuou com as equipes conscientes do que buscavam. O Sassuolo controlava a posse, saía de maneira elaborada e buscava os flancos. A Viola esperava fechadinha e tentava roubar bolas em zona central, para acelerar na sequência, sempre com Ribéry. Aos 35 minutos, deu certo: o francês recebeu com espaço na entrada da área, protegeu bem a posse e foi derrubado por Locatelli. Vlahovic cobrou o pênalti com categoria, empatando a partida.

O segundo tempo seguiu no ritmo da etapa inicial: aberto e com dois momentos distintos. O começo mais forte foi da Fiorentina, que parecia ter encaixado a marcação e tinha boas maneiras para contra-atacar. Depois, com as mudanças realizadas pelos treinadores, o jogo voltou a ser controlado pelo Sassuolo, que trabalhava bem na entrelinha e levava perigo à meta rival. Na melhor chance dos visitantes, Obiang recebeu de Berardi e bateu com força, vendo a bola explodir no travessão e sair. Já a Fiorentina parou duas vezes em Consigli: na primeira, em chute de fora da área de Castrovilli, e na segunda num tiro à queima-roupa de Ribéry, no qual o goleiro mostrou poder de reação. Após resvalar na bola, fez com que ele explodisse no travessão e manteve o Sassuolo na quinta posição; a Viola é a 17ª colocada. (HM)

Benevento 1-1 Lazio

Gols e assistências: Schiattarella; Immobile (Milinkovic-Savic)
Tops: Glik (Benevento) e Immobile (Lazio)
Flops: Lapadula (Benevento) e Correa (Lazio)

No Ciro Vigorito, o Benevento recebeu a Lazio e mais uma vez demonstrou capacidade coletiva acima da média, se tornando uma equipe capaz de competir contra peças individuais de maior nível. O jogo começou com a equipe visitante se estabelecendo em campo ofensivo através do seu 3-5-2 e trabalhando muito as dobradinhas entre Milinkovic-Savic e Lazzari. Dessa maneira, conseguia prender a atenção do sistema defensivo rival e sobrava espaço para Luis Alberto conduzir por dentro. Mas foi mesmo através de um cruzamento lateral vindo do lado direito, realizado por SMS, que a equipe chegou ao 1 a 0, com Immobile se antecipando à defesa e marcando um belíssimo gol.

O Benevento não sentiu o peso da desvantagem: pelo contrário, ligou o senso de urgência e cresceu na partida. Tendo Caprari como peça mais lúcida e capaz de desequilibrar, o time de Pippo Inzaghi começou a insistir muito nas transições rápidas – e, através de tabelas, induzia os zagueiros rivais a perseguições mais longas, criando espaço para a infiltração. Reina trabalhou bem em duas oportunidades – assim como já fizera antes, contra Lapadula e Glik, em lance de escanteio. Porém, em outro corner, o arqueiro espanhol nada pode fazer: Correa falhou no corte e o capitão Schiattarella chutou cruzado, sem chances para a defesa.

O jogo continuou aberto durante a sua etapa final, com Simone Inzaghi tentando fazer a sua Lazio se impor sobre o Benevento, treinado por seu irmão mais velho. Porém, esbarrava no bom trabalho defensivo dos donos da casa, que jogando em transição, se mostraram capazes de ótima atuação coletiva. Na melhor oportunidade da equipe para virar a partida e garantir os três pontos, Di Serio avançou pela direita e bateu firme para o gol, Reina deu rebote e Improta não foi capaz de direcionar o cabeceio, errando o alvo. O placar manteve os dois times no meio da tabela. (HM)

Mostrando maturidade, a Roma de Fonseca chegou à terceira posição graças à vitória sobre o Torino (AS Roma/LaPresse)

Verona 1-2 Sampdoria

Gols e assistências: Zaccagni (pênalti); Ekdal e Verre (Ferrari)
Tops: Verre (Sampdoria) e Ferrari (Sampdoria)
Flops: Miguel Veloso (Verona) e Adrien Silva (Sampdoria)

A Sampdoria viajou até Verona para interromper a sua série de seis jogos sem vencer. Diante da boa equipe de Juric, que briga pela Liga Europa, como por grande parte da temporada passada, o time de Ranieri contou com belíssimos gols de Ekdal e Verre para voltar para Gênova com os três pontos, que o afasta da briga do rebaixamento e o coloca mais próximo da primeira metade da tabela. Já o Hellas segue inconstante: os butei não vencem duas partidas consecutivas desde o dia 27 de setembro.

Com um elenco bem melhor nesta temporada, Ranieri vai entregando um bom trabalho com a Samp neste começo de Serie A. A vitória diante do Verona é uma prova de força, por mais que a equipe de Juric não seja a mais badalada do campeonato. O triunfo foi conquistada com um golaço de fora da área de Ekdal, marca registrada desta rodada, e uma belíssima jogada individual de Verre – além do gol que acionou a lei do ex, o meia deu três passes decisivos na partida. Por sua vez, o Verona até começou melhor: na chance que teve, Audero fez uma excelente defesa e parou a jogada individual de Barák. O checo desfalcará o Hellas na próxima rodada, contra a Fiorentina, e deixará a equipe mais dependente de Zaccagni, autor do tento que definiu o placar no Bentegodi. (SN)

Spezia 2-2 Bologna

Gols e assistências: Nzola (Gyasi) e Nzola; Domínguez (Barrow) e Barrow
Tops: Nzola (Spezia) e Barrow (Bologna)
Flops: Erlic (Spezia) e Ângelo da Costa (Bologna)

Estreando o estádio Alberto Picco na Serie A, após reformas para adaptá-lo à elite, o Spezia interrompeu a sequência de dois jogos sem pontuar: empatou em casa com o Bologna, que, por sua vez, não conseguiu se recuperar da goleada sofrida para a Roma na rodada anterior. Apesar de estar na briga contra a degola, o time da Ligúria costuma ser um adversário encardido, que vende muito caro os seus resultados. E isso não foi diferente diante do time de Mihajlovic.

Liderado pelo imparável Nzola, autor de seis gols em oito jogos, o Spezia teve as principais chances da partida, dando pesadelos para o goleiro Ângelo Da Costa, que falhou nos dois tentos do atacante francês. O time da casa jogou melhor, chegou a acertar a trave com Agudelo e parecia encaminhar uma importante vitória diante do Bologna. Só que Barrow tinha outros planos para o confronto.

Muito ativo em campo, o gambiano perdeu uma chance clara no primeiro tempo, mas bateu o escanteio que originou o gol de Domínguez. O jovem também acertou um chute de raríssima felicidade, de perto do meio-campo, que encobriu Provedel, empatando o duelo. Barrow, por muito pouco, não transformou a sua noite em uma exibição de gala. Depois de já ter feito o Bologna arrancar o empate, o jovem atacante teve a chance de virar a partida, aos 97 minutos, mas viu Provedel lhe dar o troco: o goleiro defendeu cobrança de pênalti e o rebote, mantendo a igualdade no placar. (SN)

Immobile bem que tentou, mas a Lazio só ficou no empate com o Benevento (imago)

Parma 0-0 Cagliari

Tops: Gervinho (Parma) e Nández (Cagliari)
Flops: Karamoh (Parma) e Cerri (Cagliari)

Parma e Cagliari se enfrentaram no Ennio Tardini, em partida muito movimentada, com boas chances de gol de lado a lado, mas marcada por muitos erros técnicos. Os dois treinadores entenderam que, nesse momento da temporada, com pouco tempo para treinamento entre as semanas, a melhor solução é se adaptarem às peças que têm em mãos e não forçarem os atletas a se encaixarem em seus modelos preferidos de futebol. Desta maneira, Liverani segue trabalhando o 4-3-3 e um Parma muito pautado pela capacidade de transição de Gervinho, enquanto Di Francesco efetua ajustes em seu sistema, alternando entre o 4-2-3-1 e o 4-4-2, mas sempre optando por contar com João Pedro por dentro e próximo ao gol.

O desenho do jogo foi o mesmo durante os 90 minutos. O Parma buscava sair com tranquilidade para o ataque, alternando entre contar com os laterais ou o recuo de Kurtic. O que permanecia era a orientação ao time assim que o Parma se fixava em campo ofensivo: esticar a bola com Gervinho. Já o Cagliari optou por esperar mais fechado, marcando com intensidade e tendo a direita como lado de força, através da dobradinha formada por Zappa e Nández. O uruguaio fez uma partida excelente, aliando força física e capacidade técnica.

As duas equipes tiveram chances claras de gol. Na melhor oportunidade dos donos da casa, Gervinho se desgarrou pela direita, invadiu a grande área e encontrou Kurtic no centro, mas o esloveno finalizou para fora. A melhor oportunidade dos visitantes se deu com Sottil: depois de boa jogada pelo lado destro, o time conseguiu encontrar seu ponta em boa condição no flanco esquerdo e ele finalizou mascado, quase batendo Sepe. (HM)

Udinese 0-0 Crotone

Tops: De Paul (Udinese) e Cordaz (Crotone)
Flops: Pereyra (Udinese) e Rivière (Crotone)

Sem perder há cinco jogos, a Udinese empatou, em casa, com o lanterna Crotone. Depois de duas vitórias consecutivas por três gols, a equipe friulana parou diante de um time fechado e que teve o seu grande destaque debaixo das traves. O empate, entretanto, não foi um bom resultado para o time do norte, que perdeu uma grande chance de colar na Lazio e chegar no pelotão que briga pela Liga Europa. Do outro lado, o Crotone conseguiu pontuar em duas partidas consecutivas pela primeira vez na temporada. O time da Calábria parece flertar com uma recuperação, o que seria crucial para a sua permanência na elite.

Apesar do resultado ter sido ruim, os comandados de Gotti viram mais uma bela atuação do argentino De Paul, que continua um dos jogadores mais influentes de toda Serie A. O camisa 10 deu quatro passes decisivos, além de criar uma boa chance de gol. Além disso, esteve muito bem nas bolas longas e nos duelos no chão. De Paul à parte, o jogo não teve grandes momentos e as chances de gol não eram tão claras, tirando uma ou duas ocasiões. Sofrendo muito para parar os avanços de Zeegelaar, o Crotone contou com uma noite segura de seu arqueiro e capitão. Cordaz fez, ao todo, seis defesas, sendo três delas cruciais para a manutenção do resultado. (SN)

Seleção da rodada

Gollini (Atalanta); Glik (Benevento), Walukiewicz (Cagliari), Djimsiti (Atalanta); Nández (Cagliari), Veretout (Roma), Ekdal (Sampdoria), Freuler (Atalanta), Mkhitaryan (Roma); Destro (Genoa), Nzola (Spezia). Técnico: Paulo Fonseca (Roma).

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