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Carlos Augusto destaca rápida adaptação ao Monza e exalta Balotelli

Sob a gestão de Silvio Berlusconi, o Monza subiu de patamar, alcançou a Serie B na temporada passada e, agora, mira o título da segundona. Não é para menos. Afinal, os biancorossi investiram pesado no mercado de transferências e contrataram jogadores conhecidos do futebol italiano. Mario Balotelli, Kevin-Prince Boateng, Gabriel Paletta, entre outros, defendem a equipe lombarda. Mas, em meio a vários atletas de renome, um jovem brasileiro se destaca. Trata-se de Carlos Augusto.

Cria do Corinthians, o lateral-esquerdo foi o maior investimento do Monza antes do início da atual temporada. A diretoria desembolsou 4 milhões de euros para acertar com o defensor, de 22 anos. Ele se adaptou rapidamente à Itália, encaixou na equipe de Cristian Brocchi e hoje é titular absoluto do flanco canhoto da defesa. Até o fechamento desta matéria, o camisa 30 havia disputado 21 jogos pelos brianzoli, marcado dois gols e fornecido três assistências.

Em entrevista exclusiva à Calciopédia, Carlos Augusto comentou a boa fase em solo italiano. “Não era o que eu esperava, mas sempre trabalho para isso, para dar o meu melhor, para ser um grande jogador”, afirma o brasileiro, que só pensa em subir com o Monza para a Serie A. “Enquanto eu estiver ajudando a equipe, vou dar sempre o meu melhor para buscar o objetivo”, acrescenta.

Carlos Augusto também enalteceu Mario Balotelli, um dos principais nomes do grupo biancorosso. Segundo o lateral, o atacante dará a volta por cima no Monza. “É um grande jogador, com uma grande história”, exalta. “Eu sei que ele veio para o Monza para conquistar esse objetivo com a gente. Ele tem treinado bastante e ajudado a gente a conquistar os objetivos”, salienta.

Confira, abaixo, a entrevista completa.

Balotelli, Barillà e Carlos Augusto: destaques do Monza na Serie B (imago)

Muitos jogadores jovens chegam à Europa e dizem que a primeira temporada é a mais complicada, já que precisam se adaptar a um novo país, estilo de jogo e cultura. Então, como você avalia a sua adaptação ao futebol italiano até o momento?

No primeiro ano, inclusive, essas circunstâncias são mesmo muito difíceis. Mas acho que eu consegui me adaptar bem rápido ao modo de jogo e também a aprender a língua. Acho que consegui adquirir bem rápido essa adaptação.

Apesar de não ter outro brasileiro no plantel do Monza, você já conseguiu criar amizades com algum colega de equipe?

Sim, sim. Já estou aqui há seis meses. Já consegui criar bastantes amizades. Um grupo muito bom, Dany Mota também que, por falar a mesma língua [Mota nasceu em Luxemburgo, mas possui nacionalidade portuguesa], a gente se dá muito bem, então acho que já consegui encontrar bastantes amizades.

O aplicativo SofaScore, especializado em estatísticas e desempenho de futebol, aponta você como o melhor jogador até o momento do Monza. Você esperava um início tão bom assim no futebol italiano?

Não é que eu esperava, mas eu sempre trabalho para isso, para dar o meu melhor, para ser um grande jogador. Então, enquanto eu estiver ajudando a equipe, vou dar sempre o meu melhor para ajudá-los e buscar o objetivo.

O time do Monza possui jogadores de muita bagagem no futebol italiano. Como eles ajudam a passar confiança para os atletas mais jovens do elenco?

São atletas muito experientes, que têm muita rodagem no futebol, e todo grupo precisa disso, porque eles entendem mais como funciona o futebol. Então, acho que é sempre bom ter essa mescla de jogadores jovens e experientes para fazer um time bastante competitivo.

Balotelli é um atacante que já demonstrou grande potencial, mas esteve em baixa nos últimos anos. Você acredita que Balotelli pode dar a volta por cima no Monza?

Balotelli é um grande jogador, com uma grande história. Eu sei que ele veio para o Monza para conquistar esse objetivo com a gente. Ele tem treinado bastante e ajudado a gente a conquistar os objetivos.

O ex-jogador do Corinthians é o dono da lateral-esquerda do Monza, postulante ao acesso à Serie A (imago)

O Monza subiu da Serie C para a Serie B na temporada passada. Agora, vocês estão na briga pela liderança do campeonato. Na sua opinião, o Monza tem gás para brigar pelo título até o fim da temporada?

Sim. O Monza é um time muito forte – se não o mais forte do campeonato. Então, a gente vai brigar sempre pelo título até o fim da temporada. Eu sei que a gente tem muita capacidade para consegui-lo.

Mesmo longe do Brasil, você segue acompanhando as notícias e torcendo para o Corinthians?

Sim. Como passei metade da minha vida lá, eu acompanho, tenho grandes amigos lá e torço muito por eles. Então, sempre que dá, eu acompanho e torço pelo Corinthians e pelos meus amigos.

O futebol italiano é conhecido globalmente por dar muita ênfase à fase tática. Você demorou para absorver os conceitos implementados pelo Brocchi ou se adaptou ao sistema de jogo facilmente?

Eu acho que desde quando jogava no Brasil eu era um jogador muito obediente à parte tática. Acho que eu consegui aceitar bem a fase tática aqui. Consegui me adaptar bem rápido nesse aspecto. Então, acho que foi muito bom também para a minha adaptação.

Vários laterais brasileiros foram moldados no futebol italiano e chegaram ao ápice jogando na Itália: Cafu, Serginho, Maicon, Maxwell, o próprio Alex Sandro, hoje na Juventus… Você acredita que, atuando na Itália, poderá alcançar seu melhor futebol?

Sim. Sempre tem essa oportunidade. A Itália tem um campeonato muito forte, um dos principais do mundo. Eu sei que se eu der o meu melhor sempre e focar sempre no trabalho, sei que posso chegar ao meu alto nível aqui.

Na sua opinião, quais as principais diferenças entre o futebol brasileiro e o futebol italiano? O futebol jogado no Brasil está atrasado?

Tem suas diferenças. Mas o futebol do Brasil não está tão atrasado assim, não. Isso se fala muito na mídia. Mas acho que o futebol brasileiro é bem forte; o Campeonato Brasileiro também é bem forte.

Quais as suas maiores referências no futebol?

Ah, tenho muitas referências. O Brasil sempre foi um grande celeiro para laterais. Mas é lógico que tem o Marcelo, um grande lateral, [com] uma habilidade extrema, que eu sempre acompanho, e também esses novos jogadores, que eu sempre busco absorver como eles jogam o futebol. Então, acho que todos, em geral, principalmente Marcelo e Filipe Luís, esses laterais que têm uma bagagem enorme.

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