Serie A

35ª rodada: o 21º scudetto da Inter se concretizou com três jornadas de antecedência

A 35ª rodada da Serie A cumpriu o que prometia. O grande destaque, claro, foi a conquista do título pela Inter, que venceu o Parma no San Siro e sacramentou o 21º scudetto de sua história com três jornadas de antecedência. Em uma temporada de reconstrução após os baques recentes, o time de Cristian Chivu mostrou muita regularidade, força coletiva e números que sustentam uma campanha dominante, transformando a reta final em mera formalidade.

Enquanto a liderança teve um dono incontestável, a briga pela Champions League, como de costume, se reabriu. Se o Como não saiu do zero contra o Napoli, o Roma fez sua parte com autoridade ao golear a Fiorentina e aproveitou o tropeço da Juventus, que apenas empatou com o já rebaixado Verona. O resultado em Turim pesa, já que além de impedir a Velha Senhora de subir na tabela, reacende a disputa direta com os giallorossi, que agora estão a apenas um ponto do G4. Na parte inferior, a rodada trouxe as primeiras definições matemáticas além do caneco. Pisa e Hellas tiveram seus inevitáveis rebaixamentos confirmados. A vitória do Lecce, combinada com os resultados paralelos, selou esse desfecho e deixou apenas uma vaga em aberto na luta contra a queda, com a Cremonese em situação cada vez mais delicada.

Outro ponto que chamou atenção foi o alto número de empates, especialmente os sem gols, que deram o tom de fim de temporada para várias equipes – 10 não marcaram nessa rodada e na anterior. Jogos como aqueles entre Atalanta e Genoa e Bologna e Cagliari refletiram um cenário de menor intensidade competitiva, com times já próximos de seus objetivos – seja ela a permanência ou ausência de ambições maiores – e começando a administrar esforços. De certa forma, antecipando as férias dentro de campo.

Olhando para a tabela, a campeã Inter – que passou a liderar o campeonato isolada na 15ªrodada – está agora com 82 pontos, inalcançável nas três jornadas restantes. Logo atrás, o Napoli aparece com 70, ainda relativamente confortável na segunda posição, enquanto o Milan, com 67, vê sua margem diminuir após a derrota para o Sassuolo. A Juventus, com 65, fecha o G4, mas sob forte pressão da Roma, que chegou a 64 e voltou de vez na disputa por uma vaga na principal competição europeia. O Como, com 62, ainda corre por fora, mas perdeu terreno ao empatar no fim de semana.

No bloco intermediário, a Atalanta praticamente consolida o sétimo lugar com 55 pontos – ainda que a Lazio, com 51, possa ameaçá-la levemente. Bologna e Sassuolo, ambos com 49, aparecem logo atrás, seguidos por Udinese (47) e Parma (42), que cumprem tabela sem maiores pretensões. Na parte de baixo, o cenário está mais claro: Cagliari e Fiorentina, com 37, encaminharam a permanência, enquanto o Lecce, com 32, abriu vantagem importante fora da zona. A Cremonese, com 28, segue pressionada e depende de um verdadeiro milagre para evitar o descenso. Verona e Pisa, com 20 e 18, respectivamente, já estão matematicamente rebaixados. Confira tudo isso no resumo da jornada.

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Inter 2-0 Parma

Gols e assistências: Thuram (Zielinski) e Mkhitaryan (Lautaro)
Tops: Thuram e Mkhitaryan (Inter)
Flops: Ndiaye e Delprato (Parma)

A Inter é campeã italiana. A vitória por 2 a 0 sobre o Parma, no San Siro, confirmou matematicamente o 21º scudetto da história nerazzurra, conquistado com três rodadas de antecedência e na condição de mandante – algo que não acontecia desde 1989. Mais do que o resultado, o título simbolizou uma reconstrução sólida após as marcas deixadas pela temporada anterior, transformando frustração em consistência ao longo de 2025-26, por mais questionável que a campanha possa ter sido.

O jogo em si teve um roteiro relativamente tranquilo, ainda que o Parma tenha começado criando algumas situações nos primeiros minutos. Aos poucos, porém, a Inter impôs seu ritmo, passou a ocupar o campo ofensivo com mais frequência e gerou as melhores oportunidades, como na finalização de Barella que parou na trave. O gol que abriu o caminho para as comemorações saiu no fim da primeira etapa, quando Thuram aproveitou o belo passe de Zielinski para abrir o placar.

Na volta do intervalo, o cenário seguiu sob domínio dos donos da casa. A entrada de Lautaro, ausente desde o início de abril, elevou ainda mais o nível técnico da equipe e ajudou a definir o confronto. Foi dele a assistência para Mkhitaryan marcar o segundo, já na reta final, selando o triunfo e dando início à celebração antecipada nas arquibancadas. A partir dali, o apito final foi apenas formalidade para uma festa que já tomava conta do estádio.

O título coroa uma campanha de números expressivos e uma identidade bem definida sob o comando de Cristian Chivu, que conquista o campeonato logo em sua primeira experiência à frente da equipe principal. Com o melhor ataque, ampla vantagem na liderança e um evidente protagonismo coletivo, a Inter reafirmou seu favoritismo no cenário italiano e transformou as cicatrizes recentes em alicerce para um novo ciclo vitorioso.

Roma 4-0 Fiorentina

Gols e assistências: Mancini (Pisilli), Wesley (Hermoso), Hermoso (Koné) e Pisilli (Malen)
Tops: Pisilli e Hermoso (Roma)
Flops: Gosens e Dodô (Fiorentina)

A Roma não tomou conhecimento da Fiorentina e aplicou um contundente 4 a 0 no Olímpico – resultado que a recoloca de vez na briga por uma vaga na Champions League. Com a vitória, os giallorossi encostam na Juventus e ficam a apenas um ponto da quarta colocação, mantendo vivo um objetivo que parecia distante semanas atrás.

Desde o início, o time de Gian Piero Gasperini impôs um ritmo alto e mostrou muita variedade ofensiva. A superioridade se traduziu rapidamente no placar: Mancini abriu o marcador após cobrança de escanteio, Wesley ampliou pouco depois, com um belo chute colocado, e Hermoso marcou o terceiro ainda antes do intervalo. Malen ainda teve duas oportunidades: a primeira parou na trave, e a segunda em De Gea. A Fiorentina, por sua vez, esteve passiva durante toda a peleja.

Na segunda etapa, o cenário pouco mudou. Mesmo com algumas alterações, a Viola não conseguiu ameaçar de forma consistente, com a única exceção sendo a bola na trave do garoto Braschi, que havia entrado pouco antes. A Roma seguiu criando e encontrando espaços. Pisilli marcou o quarto após uma linda assistência de Malen, sacramentando uma atuação de alto nível. O resultado reforça o momento positivo dos capitolinos na reta final e mantém a pressão sobre quem está acima, enquanto a Fiorentina adia a confirmação matemática da permanência, apesar de ainda manter margem segura na tabela.

Com goleada sobre a Fiorentina, os giallorossi voltaram a sonhar com a classificação para a Champions League (Arquivo/AS Roma)

Juventus 1-1 Verona

Gols e assistências: Vlahovic; Bowie (Bradaric)
Tops: Conceição (Juventus) e Edmundsson (Verona)
Flops: Bremer (Juventus) e Belghali (Verona)

A Juventus deixou escapar uma chance importante na corrida pela Champions League ao empatar por 1 a 1 com o já rebaixado Verona, em Turim. O resultado impediu a equipe de alcançar o terceiro lugar e ainda reduziu sua margem de segurança na tabela, especialmente após a vitória da Roma na rodada. Em um jogo que, no papel, parecia controlável, os bianconeri esbarraram na própria irregularidade e na resistência adversária.

O primeiro tempo refletiu bem esse cenário. A equipe de Luciano Spalletti – eleito o melhor treinador do mês de abril na Serie A – teve mais posse e rondou a área, criando algumas oportunidades com Conceição, David e Bremer, que chegou a acertar a trave. Ainda assim, faltou precisão na finalização e, em um erro na saída de bola, o zagueiro brasileiro acabou oferecendo ao Verona a chance de abrir o placar: Bowie aproveitou o passe de Bradaric e colocou os visitantes em vantagem, punindo a desatenção defensiva da Juve.

Na etapa final, a entrada de Vlahovic mudou o panorama. O atacante assumiu a responsabilidade e empatou a partida em uma bonita cobrança de falta, recolocando os donos da casa no jogo e pressionando ainda mais o Verona. A partir daí, a Juventus tentou, mas encontrou em Montipò um obstáculo constante, com boas defesas em tentativas de Conceição. Nos minutos finais, Zhegrova ainda acertou o poste e quase virou o duelo contra os veroneses. No fim, o empate tem gosto amargo para a Juve, que perdeu terreno em um momento decisivo da temporada, e justamente contra um adversário fragilizado. Não é coincidência esse roteiro se repetir tanto nos últimos anos.

Como 0-0 Napoli

Tops: Paz (Como) e Milinkovic-Savic (Napoli)
Flops: Douvikas (Como) e De Bruyne (Napoli)

No Giuseppe Sinigaglia, Como e Napoli ficaram no 0 a 0 em um jogo disputado, com poucas chances claras e muito mais tensão do que brilho. Para os partenopei, o ponto ainda serviu para manter uma margem confortável na zona de Champions League, enquanto o time de Cesc Fàbregas deixou escapar uma oportunidade importante de encostar na Juventus, quarta colocada – de quebra, os lariani caíram para a sexta posição.

Em campo, o Como foi mais ativo no primeiro tempo, aproveitando erros na saída de bola adversária para criar suas melhores chances. Paz roubou bolas de McTominay e Lobotka e colocou Douvikas e Diao em condições claras, mas faltou capricho na finalização – o primeiro driblou Milinkovic-Savic, mas demorou para finalizar e viu Rrahmani cortar em cima da linha; o segundo parou no arqueiro.

Já o Napoli apostou em um bloco mais baixo, esperando o momento certo para acelerar, e só cresceu na etapa final. Com as mudanças de Antonio Conte, especialmente o avanço de McTominay, a equipe ganhou terreno e passou a ameaçar mais, chegando perto do gol em finalizações do próprio escocês e, principalmente, no chute de Politano que explodiu na trave. No fim, o zero persistiu no placar, refletindo um confronto de poucas soluções.

Bremer cometeu rara falha e a Juventus derrapou no Verona (Getty)

Sassuolo 2-0 Milan

Gols e assistências: Berardi (Laurienté) e Laurienté (Thorstvedt)
Tops: Laurienté e Thorstvedt (Sassuolo)
Flops: Tomori e Gabbia (Milan)

O Sassuolo fez valer a superioridade numérica e bateu o Milan por 2 a 0 no Mapei Stadium, em um resultado que pesa diretamente na corrida pela Champions League. A expulsão precoce de Tomori condicionou completamente o confronto e abriu caminho para um domínio consistente dos neroverdi, que controlaram o ritmo desde os primeiros minutos. Do outro lado, o Diavolo apresentou mais uma atuação apática, sem agressividade e praticamente inofensiva. Nos últimos cinco jogos, o time de Massimiliano Allegri marcou só um gol.

A equipe da casa construiu a vantagem ainda no primeiro tempo, quando Berardi abriu o placar após boa jogada iniciada por Thorstvedt e trabalhada por Laurienté. O cenário, que já era complicado para os visitantes, se agravou pouco depois com a expulsão de Tomori, logo aos 23 minutos: após impedir a ultrapassagem de Laurienté, o zagueiro recebeu o segundo amarelo. Reorganizado em um bloco mais baixo, o conjunto rossonero não conseguiu reagir, produziu muito pouco ofensivamente e ainda viu o adversário acumular muitas oportunidades perigosas.

Na volta do intervalo, o Sassuolo tratou de encaminhar o resultado com rapidez. Com apenas um minuto da etapa final, Laurienté tabelou com Thorstvedt na entrada da área e acertou um balaço para liquidar qualquer possibilidade de reação rossonera. A partir daí, o duelo perdeu intensidade e seguiu sob controle dos mandantes, que ainda criaram outras oportunidades, mas sem necessidade de forçar o ritmo – afinal, os lombardos não atuavam bem coletivamente e sequer havia alguém se destacando no plano individual. Para o Milan, o tropeço reacende o alerta na tabela e deixa a vaga entre os quatro primeiros ameaçada. Já no caso dos emilianos, foi uma vitória que reforçou a boa campanha e manteve o time competitivo na parte intermediária da classificação.

Udinese 2-0 Torino

Gols e assistências: Ehizibue e Kristensen (Miller)
Tops: Zaniolo e Solet (Udinese)
Flops: Obrador e Paleari (Torino)

Em Údine, o duelo entre duas equipes já tranquilas na tabela ganhou um tom especial fora das quatro linhas e terminou com vitória dos donos da casa por 2 a 0. A Udinese aproveitou melhor suas oportunidades, superou um Torino visivelmente desgastado e somou três pontos que a mantém na disputa por posições mais altas na reta final. A partida também ficou marcada pela homenagem aos 50 anos do terremoto de Friuli, com um uniforme especial utilizado pelos mandantes. Do outro lado, também uma rodada marcada de muita emoção, por conta da tradicional homenagem aos mortos no Desastre de Superga, que completou 77 anos.

Dentro de campo, o início foi movimentado, com chances para ambos os lados logo nos primeiros minutos. Simeone assustou após cruzamento de Lazaro, mas parou em Okoye, enquanto Kabasele respondeu do outro lado. Com o passar do tempo, o ritmo caiu e o confronto passou a ser decidido em detalhes. A Udinese cresceu na reta final da primeira etapa, chegando a balançar as redes com Zaniolo, mas o lance foi anulado por impedimento. Ainda assim, a pressão surtiu efeito nos acréscimos, quando Ekkelenkamp avançou pela esquerda e encontrou Ehizibue, que aproveitou indecisão de Obrador e dividiu com o espanhol na pequena área, abrindo o placar.

Na volta do intervalo, o time friulano matou o jogo cedo. Em cobrança de escanteio, Miller levantou na área e Kristensen apareceu para testar firme e ampliar a vantagem, aproveitando uma saída insegura de Paleari. Roberto D’Aversa tentou mudar o panorama com as entradas de Kulenovic, Prati, Biraghi e Njie, mas a equipe granata não encontrou energia nem soluções para reagir. Com tranquilidade, a Udinese administrou o resultado até o apito final.

Ineficaz no ataque, o Como empatou com o Napoli e perdeu terreno na briga por vaga na Champions League (Getty)

Pisa 1-2 Lecce

Gols e assistências: Léris; Banda (Cheddira) e Cheddira (Pierotti)
Tops: Cheddira e Falcone (Lecce)
Flops: Bozhinov e Piccinini (Pisa)

O confronto na Toscana teve peso de decisão e terminou com um impacto direto na parte de baixo da tabela. O Lecce venceu por 2 a 1 e deu um passo gigantesco rumo à permanência, abrindo quatro pontos sobre a Cremonese, enquanto Pisa e Verona tiveram o rebaixamento confirmado. O nome da noite foi Cheddira, que participou diretamente dos dois gols salentinos e mudou o rumo da partida. Do outro lado, Léris ainda chegou a decretar o empate momentâneo, mas os nerazzurri caíram assim mesmo.

No primeiro tempo, quem parecia lutar pela sobrevivência era o Pisa – por mais que o descenso já batesse à porta e aparentasse ser inevitável. Com Vural e Moreo mais recuados e Stojilkovic à frente, os donos da casa controlaram o meio e empurraram o adversário para trás, criando as melhores oportunidades. Angori apareceu bem na construção, enquanto Stojilkovic teve chances claras, mas parou em Falcone ou na própria falta de precisão. Canestrelli e Moreo também chegaram perto, porém sem sucesso. Já o Lecce encontrou muitas dificuldades: Ramadani não conseguiu organizar o jogo, Cheddira ficou isolado entre Caracciolo e Bozhinov, e as tentativas se resumiram às arrancadas de Banda e Danilo Veiga. Quando Coulibaly teve a melhor oportunidade, acabou desperdiçando dentro da área.

Depois do intervalo, o cenário virou de vez. O Pisa ainda ameaçou com Stojilkovic, novamente parado por Falcone, mas, na primeira chance clara, o Lecce foi letal. Ramadani encontrou Cheddira, que resistiu à marcação e serviu Banda para abrir o placar. A resposta veio rapidamente, com Léris aproveitando sobra após lateral e acertando um belo chute para empatar. Só que, com o jogo aberto, os espaços começaram a aparecer, e foi aí que o roteiro se decidiu. Pierotti puxou contra-ataque desde o meio e acionou Cheddira, que marcou o gol da vitória. Nos minutos finais, Falcone ainda garantiu o resultado com defesa decisiva diante de Piccinini, selando um triunfo que aproximou o Lecce da permanência e encerrou, de vez, o caminho de Pisa e Verona na elite.

Cremonese 1-2 Lazio

Gols e assistências: Bonazzoli (Floriani Mussolini); Isaksen (Noslin) e Noslin (Dia)
Tops: Noslin e Isaksen (Lazio)
Flops: Bianchetti e Terracciano (Cremonese)

A Lazio arrancou uma vitória dramática por 2 a 1 sobre a Cremonese, no Giovanni Zini, com um gol já nos acréscimos. O triunfo isolou os biancocelesti na oitava posição e empurrou os grigiorossi para mais perto do rebaixamento. Com a distância de quatro pontos para o Lecce, a permanência passa a exigir da Cremo um milagre nas últimas três rodadas.

O primeiro tempo teve domínio territorial da equipe de Maurizio Sarri, que controlou a posse e ocupou o campo ofensivo, mas voltou a esbarrar na falta de profundidade. A Cremonese, bem organizada, resistiu à pressão e foi eficiente quando teve a oportunidade. Na reta final da etapa inicial, Bonazzoli arriscou de fora da área e surpreendeu Motta, abrindo o placar.

Na volta do intervalo, a Lazio elevou o nível de intensidade e conseguiu reagir rapidamente. Isaksen empatou após boa construção de Nuno Tavares, recolocando os visitantes no controle do jogo. A partir daí, o confronto ficou mais aberto, com a Cremonese tentando responder no limite físico e a equipe romana insistindo na busca pela virada. Ela veio já nos acréscimos, quando Noslin tabelou com Dia na entrada da área e acertou um belo chute colocado para dar números finais à partida.

O Milan colecionou mais uma péssima atuação e perdeu para o Sassuolo (Getty)

Atalanta 0-0 Genoa

Tops: Ahanor (Atalanta) e Østigard (Genoa)
Flops: Krstovic (Atalanta) e Colombo (Genoa)

Em Bérgamo, Atalanta e Genoa ficaram no 0 a 0 em um confronto que pouco acrescentou em termos de espetáculo, mas disse muito sobre a situação das duas equipes na tabela – estão cumprindo tabela, a bem da verdade. O resultado praticamente confirmou os nerazzurri no sétimo lugar, com a grande ambição sendo torcer para a Inter vencer a Lazio na final da Coppa Italia para que a vaga na Conference League sobre para si. Do outro lado, os rossoblù celebraram a permanência matemática na elite, beneficiados também pela derrota da Cremonese na rodada. Foi mais um daqueles jogos de fim de temporada em que a urgência dá lugar à administração, e o placar reflete bem esse contexto.

Dentro de campo, o primeiro tempo teve ritmo, mas careceu de qualidade nas definições, com tentativas de Krstovic, De Ketelaere e Vitinha que pouco assustaram. Na etapa final, a Atalanta tentou aumentar a pressão e chegou com mais frequência, especialmente após as entradas de Raspadori e outros nomes, mas esbarrou tanto na própria falta de precisão quanto na organização defensiva do Genoa.

A melhor oportunidade veio justamente com Raspadori, que acertou a trave em um chute de fora da área, num lance que acabou resumindo a atuação da equipe da casa. Por sua vez, o Genoa manteve sua estrutura, ganhou fôlego com as alterações e sustentou o empate até o fim, garantindo um ponto que, na prática, valeu muito mais do que parece.

Bologna 0-0 Cagliari

Tops: Lucumí (Bologna) e Mina (Cagliari)
Flops: Odgaard (Bologna) e Zé Pedro (Cagliari)

No Renato Dall’Ara, o 0 a 0 entre Bologna e Cagliari acabou sendo mais significativo pelos efeitos de tabela do que pelo que se viu em campo. Para os donos da casa, o empate representou o que se esperava: uma pausa nas presenças europeias das últimas temporadas. Já para os sardos, o ponto teve gosto de missão cumprida. Somado em um momento delicado, mantém a equipe a uma distância segura da zona de rebaixamento e praticamente garante a permanência na elite.

No jogo em si, o roteiro foi de poucas ideias e muita disputa física. O Cagliari entrou com um plano de tentar fechar os espaços e explorar raras transições, enquanto o Bologna teve mais posse, mas esbarrou em erros técnicos e na falta de criatividade. As melhores chances surgiram de forma isolada, como em tentativas de Odgaard, Castro e Esposito, além de intervenções importantes de Caprile e Pessina.

Nem mesmo as mudanças promovidas por Vincenzo Italiano ao longo da segunda etapa conseguiram alterar o cenário, e o confronto seguiu travado até o fim. A melhor oportunidade para os visitantes veio dos pés de Folorunsho. Após uma finalização bloqueada pelo goleiro Pessina, o meia serviu Zé Pedro de voleio, mas o português isolou a pelota, livre de marcação. Sem inspiração e com o calor pesando, o placar zerado acabou refletindo bem uma partida morna, que pouco acrescentou em termos de espetáculo, mas entregou exatamente o que o Cagliari precisava.

Seleção da rodada

Milinkovic-Savic (Napoli); Ehizibue (Udinese), Rrahmani (Napoli), Solet (Udinese), Hermoso (Roma); Koné (Roma), Thorstvedt (Sassuolo), Pisilli (Roma); Noslin (Lazio), Cheddira (Lecce), Laurienté (Sassuolo). Técnico: Fabio Grosso (Sassuolo).

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