A Juventus chegou para a oitava e última rodada da fase de liga da Champions League 2025-26 com alguma pompa após a boa vitória sobre o Napoli no último fim de semana. Já classificada para os playoffs, tinha um lugar no G8 e, consequentemente, a classificação direta às oitavas da competição no horizonte. Objetivos distantes, mas possíveis: bastava uma vitória simples e secar – muitos – rivais. Porém, em campo, o que se viu foi o oposto. Um time misto foi enfrentar o Monaco, no estádio Louis II, e pouco, para não dizer nada, aconteceu no empate por 0 a 0.
Luciano Spalletti fez certo em poupar Di Gregorio, Cambiaso, Locatelli, Yildiz e David. Com um elenco sem muita profundidade e com decisões rodada após rodada, não havia palco melhor para dar mais minutagem aos seus jogadores e, sobretudo, entender como se portaria a sua Juventus sem essas peças tão importantes. Infelizmente, tanto para a Velha Senhora quanto para os monegascos, não houve grande disposição em brigar por algo a mais nesse confronto.
Como citado anteriormente, a Juventus entrou com uma formação alternativa para a peleja. Perin esteve no gol; Kalulu, Bremer, Kelly e Cabal formaram a linha defensiva. Thuram e Koopmeiners atuaram como volantes, enquanto Conceição, Miretti e McKennie municiaram Openda. Desde que o duelo foi sorteado, havia muita expectativa em torno do reencontro entre Pogba e a equipe de Turim, seu último clube. No entanto, o francês não pôde atuar nesta oitava rodada por conta de uma lesão. Quem esteve presente no meio-campo dos mandantes foi Zakaria, que teve uma curta passagem pela Velha Senhora antes de se transferir para o Monaco.
Logo com um minuto de jogo, Perin, em um lance de grande desatenção, entregou um presente para Akliouche na entrada da área, completamente livre de marcação. Ainda assim, o camisa 11, de forma apressada, falhou em aproveitar a oportunidade e só arrumou escanteio. O Monaco pressionou muito alto a saída de bola bianconera que, sem Locatelli, sofreu bastante para sair de sua defesa sem recorrer ao lançamento longo ou à ligação direta. Quando tentavam construir, Koopmeiners não conseguia se associar com os zagueiros para manter a posse, algo que já ocorreu em outras oportunidades nesta temporada. Spalletti ainda não encontrou um substituto à altura para o seu capitão.
E não apenas para ele. Sem Cambiaso e Yildiz, o lado esquerdo italiano – que, com ambos, equilibra bem a criação com o flanco oposto – foi praticamente nulo, com Cabal, que não conseguiu retomar plenamente seu futebol após a lesão da temporada passada, e McKennie, que pouco se conectava com Miretti e Openda. Os mandantes controlavam as ações do confronto, muito em função da falta de entrosamento bianconero. Aos 15 minutos, Balogun recebeu uma bola em profundidade, tocou na saída de Perin e até comemorou, mas o lance foi anulado por um empurrão do camisa 9 em Kalulu durante a corrida.
O goleiro italiano, que no início havia se complicado, conseguiu se redimir ao defender aquela que foi a principal oportunidade da primeira etapa para os anfitriões: um petardo do lateral brasileiro Vanderson, após passe de Akliouche dentro da área. Pouco depois, aos 38 minutos, foi a vez de Golovin tentar em chute colocado, mas Perin apareceu novamente para fazer a intervenção. A Juventus produziu pouco e só levou perigo real ao goleiro Köhn já no fim da etapa inicial, quando Openda entrou na área e finalizou cruzado, para fora.
Para o segundo tempo, Yildiz e Adzic retornaram nos lugares de Conceição e Miretti, o que alterou levemente o panorama do duelo, já que a Juventus passou a ter um respiro – ao menos moral – com a presença do seu camisa 10. Além disso, se viu um pouco mais de entrega dos italianos, ainda que isso não tenha significado grande coisa. Com o jogo sem muita movimentação e ambas as equipes parecendo conformadas com o empate desde o apito inicial, aos 73 minutos Spalletti lançou Zhegrova e Cambiaso nas vagas de Koopmeiners e Cabal. Pouco depois, David ainda entrou no lugar de Thuram. O Monaco oferecia espaços para a Velha Senhora, mas, apesar da tentativa do treinador em empurrar o time para frente, o restante do confronto seguiu estéril.
Fim de jogo e fim de fase de liga para a Juve, que encerra sua campanha na 13ª colocação, com 13 pontos. A Velha Senhora tinha condições, sobretudo após a chegada do novo treinador, de almejar uma vaga entre os oito primeiros colocados, mas foi infeliz ao ceder empates evitáveis no início de sua trajetória, que teve apenas uma derrota – para o Real Madrid, na terceira rodada do torneio. Diferentemente de momentos anteriores, a Juventus sentiu a ausência de seus principais jogadores não por dependência de uma peça específica, mas pela falta de sincronia entre as novas engrenagens em campo. Com exceção de Locatelli. Que, mesmo sem pisar em campo, se provou mais ainda como um pilar fundamental nessa equipe.
A Juventus agora aguarda o sorteio, que ocorrerá já nesta sexta-feira, 30, para saber quem enfrentará nos playoffs – Club Brugge ou Galatasaray. Já os franceses, que terminaram na 21ª colocação, enfrentarão Paris Saint-Germain ou Newcastle, com partidas previstas para os dias 17 e 18 de fevereiro. A Velha Senhora tentará retornar às oitavas da Champions League novamente, algo que não acontece desde a temporada 2021-22. Antes disso, a equipe de Spalletti defenderá seu bom momento na Serie A diante do Parma e, na semana seguinte, visitará a Atalanta para o confronto das quartas de final da Coppa Italia.


