Serie A

Parada de inverno: Milan

“Sabe o que te digo? No Napoli marco um ou dois gols.” O próprio Pato parece ter embarcado na onda oba-obística que cerca seu futuro no Milan. Após declarações de Galliani que poderiam tudo, exceto preservar o jovem atacante, tal declaração já causa dor de cabeça. Por tudo que cercou sua estréia, Pato tem dois rumos: se torna ídolo instantâneo ou decepção retumbante.

Rumores do mercado: Rubén Olivera teria se apalavrado com o Genoa, mas seus procuradores não querem que o uruguaio assine com o time de Pastorello. Cassano, um mês após afirmar que gostaria de retornar à Roma, fez juras de amor à Samp e agradeceu ao apoio do administrador delegado Marotta. Marino, diretor geral do Napoli, blindou Hamsík depois de um suposto interesse do Chelsea. E em Trigoria fala-se não de contratações para janeiro, mas sim da montagem do time da próxima temporada: os suíços Magnin e Barnetta estariam sendo observados.
MILAN

Alexandre Pato: real herdeiro da sete de Shevchenko?

A campanha
12ª colocação. 14 partidas, 18 pontos. 4 vitórias, 6 empates, 4 derrotas. 21 gols marcados, 12 sofridos.O time-base
Dida, Oddo, Nesta, Kaladze, Serginho (Jankulovski); Gattuso, Pirlo, Ambrosini; Kaká, Seedorf; Gilardino (Inzaghi).O comandante
Carlo Ancelotti. No Milan há seis anos, há pelo menos três não consegue ver um mês passar sem que seu pescoço seja posto a prêmio pelos diários italianos. Se vence o campeonato, como em 2004, a queda para o Deportivo La Coruña nas semifinais da Liga dos Campeões vira sua perdição. Se vence a LC, como no ano passado, é a má campanha nacional que embasa as críticas. Por bem ou por mal, Carletto, desgastado com imprensa, torcida e dirigentes, deve encerrar seu ciclo no Milan ao fim desta temporada.
O herói
Andrea Pirlo, meio-campista. Cada vez mais aplicado na defesa e ainda com passes, cruzamentos e faltas precisas, o regista é um dos poucos a manter a regularidade a nível nacional e europeu. Neste ponto, também se destacam Nesta e Kaká. Na Liga dos Campeões, por outro lado, o grande nome é Ambrosini. Eternamente crucificado por grande parte da mídia brasileira, herdou a braçadeira de Maldini quando o interminável capitão não está em campo e tornou-se primeira via no meio de campo rossonero: em casos de emergência, as bolas passam por ele.
O vilão
Dida, goleiro. Cada erro tem seu preço. Errar duas vezes contra a Internazionale, uma contra a Roma e uma contra a Fiorentina, pela Serie A, e ainda mais duas contra o Celtic, pela LC, custa bem caro. Fingir uma agressão durante o jogo, também. Aquele que já foi o melhor goleiro do mundo, defendeu pênaltis em final européia e até se salvou do desastre na última Copa definitivamente não é o mesmo e despede-se de forma lamentável do time que o consagrou mundialmente.
A perspectiva
Vaga na Liga dos Campeões. Se, e somente se, o trio Pato-Ronaldo-Kaká fizer chover no San Siro. Segundo Galliani, nenhum nome será contratado em janeiro. Portanto, os gols dependerão muito do trio brasileiro – a campanha do Milan em seus domínios é absurdamente fraca: sete jogos, nenhuma vitória. Inzaghi continua ampliando seus feitos no exterior, mas ainda não fez gol na Itália, pela temporada. Vencendo os jogos adiados pelo calcio, o time volta à luta pra ficar entre os quatro. E se prepara para uma reformulação que há muito não se via pelas bandas de via Turati.

1 comentário

  • Acreditar no Ronaldo é temerário. Eu não acreditaria nele nem pro time da minha rua. O físico dele não suporta muita coisa. Espero estar errado. Há quem diga que 2002 respondeu a isso. Para mim, 2006, também.

    Pirlo está na lista dos meus 5 meias criadores prediletos que vi jogar. Não tenho nem como falar dele sem parecer um baita puxa-saco. Ele é um gênio como poucos.

    Para mim, Pato ainda está mais para ídolo instantâneo.

    Abraços!

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