Serie A

Parada de inverno: Parma

O Internacional brasileiro bateu a Internazionale italiana pela final do torneio de Dubai. E a Terra, queira ou não, continua com a rotação e a translação como antes.

Confesso não ter acompanhado o torneio caça-níqueis, mas dois amigos que assistiram pelo canal “oficial” reportaram que a opinião por lá é de que este título comprova a superioridade do futebol brasileiro sobre todos os outros. Sorte nossa que o público está sempre mais esclarecido e não deve se deixar levar por isso. Dubai apenas provou que prioridades fazem jogos.
PARMA

Bernardo Corradi: um atacante preso fez o time ficar mais solto

A campanha
13ª colocação. 17 partidas, 18 pontos. 4 vitórias, 6 empates, 7 derrotas. 19 gols marcados, 25 sofridos.O time-base
Bucci, Coly, Falcone, Paci, Zenoni (Castellini); Cigarini, Morrone; Reginaldo, Gasbarroni, Pisanu; Corradi.O comandante
Domenico Di Carlo. O ex-capitão do Vicenza deixou a base do clube para comandar o Mantova, em 2003, pela Serie C2. O que parecia algo sem futuro gerou uma guinada em sua carreira: em quatro anos, duas promoções e luta até o fim pelo acesso à Serie A nas duas temporadas pela serie cadetta, junto de de um futebol agradável. O currículo o levou ao Parma recém-adquirido pelo empresário Tommaso Ghirardi, como aposta a longo prazo. Se o começo foi ruim, o trabalho já começa a prometer.
O herói
Andrea Gasbarroni, atacante. Na última temporada, a velha eterna promessa da Juventus viveu duas fases: na primeira, jogou muito mal e contribuiu para a péssima campanha gialloblù; na segunda, assistiu do banco Giuseppe Rossi salvar o Parma. Surpresa: sem Beppe, sobrou para Gasbarroni, improvisado como trequartista no 4-2-3-1 de Di Carlo, o fardo de levar o time nas costas, o que tem feito bem depois que retornou de lesão, no início de outubro. Com um substancial auxílio de Corradi, repatriado do Manchester City.

O vilão
Davide Matteini, atacante. De longe, o pior jogador do Parma na temporada. Decepção por onde passou, a exceção de Matteini foi o último ano pelo Empoli. Após a boa seqüência, teve seus direitos adquiridos pelo Parma. Aposta de peso de Ghirardi, perdeu de vez suas chances a partir do momento em que Di Carlo armou o time com três meias às costas de Corradi, à la Roma. Reginaldo assumiu a posição de esterno destro para não mais largar.
A perspectiva
Zona do agrião. Di Carlo teve liberdade e foi ousado: do trio de ouro da última temporada, o único remanescente, Morfeo, não começou sequer um jogo na temporada – nem mesmo na Coppa Italia. O estilo de jogo cadenciado do pescinese foi posto de lado em favor de um plano mais dinâmico, de toques rápidos e deslocações. O que parecia a corda no pescoço do técnico acabou cristalizando o talento de jovens promissores como os meias Cigarini, Dessena e Mariga e deve criar uma base sólida para a disputa da próxima temporada.

1 comentário

  • Se um cara que tava mal, improvisado, está indo só “bem”, imagino que não tenha muita coisa nesse Parma.

    Sobre o jogos dos Inter: nenhum jogador entra em campo pra perder jogo nenhum. A escalação da Inter era boa o suficiente para vencer o Inter, o que só prova, mais uma vez, minha teoria (com trocadilho e tudo): internacionalmente, a Internazionale é amareloníssima.

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