Seleção italiana

Com Lippi, com Aquilani?

A Itália encarou a Espanha sem Gattuso e Pirlo, neste domingo. Os dois haviam levado o segundo amarelo contra a França e de uma só vez deixado um buraco no meio-campo azzurro.

No 4-3-1-2 proposto de surpresa por Donadoni depois da queda para a Holanda, o simples seria colocar Aquilani no centro da linha de três, regendo o time com a proteção de Ambrosini e De Rossi – uma releitura do Milan dos últimos dois anos. Mas Donadoni não simplificou. Talvez acuado pelo forte meio-campo espanhol, centralizou De Rossi e optou por Aquilani pela direita. De Rossi, já figura carimbada na seleção, se saiu bem. Já o principino claramente sentiu o deslocamento.

Aquilani surgiu na Roma após se destacar na base como trequartista, um equivalente ao armador brasileiro. Também foi testado como meia externo e jogou até mesmo pela lateral numa partida em que a Roma atuou com três zagueiros. Aquilani só se firmou depois de um empréstimo à Triestina, do qual voltou como regista, um dos dois meias no 4-2-3-1 romanista.

Donadoni não marcou posição. Nem o recuou o suficiente para lhe dar a regência do jogo à Pirlo e nem o adiantou para lhe responsabilizar pela armação. Na prorrogação, Aquilani foi substituído por Del Piero e só não foi o pior em campo graças a um lamentável Toni. Mesmo com a provável troca de comando, Aquilani terá de receber atenção para não deixar a eliminação manchar sua promissora carreira na seleção principal. Que Lippi saiba aproveitar todo seu potencial.

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