Serie A

Discussões de um filho único



– Tive uma idéia pra tirar as moscas do blog, cara.
– Qual?
– Enchê-lo com esses diálogos informais e engraçadinhos. Não tem erro! É prático, rápido, não exige formatação, trucentas revisões e você ainda pode ser mais infame.
– Hum… Tá, e daí?
– E daí que o blog tá mais morto que o Materazzi, poxa.
– Legal. Mas espera… com quem você tá dialogando?
– Na verdade, sozinho. Eu posso copiar o Mauro Beting e inventar um outro alguém aqui, que tal?
– Ok… Posso ser o Ronaldo?
– É uma boa idéia: de férias, se bronzeando, dormindo bem, se alimentando bem, deixando o cabelo crescer… e tudo isso sem data pra acabar. Mas prefiro que você seja meu alter-ego mesmo.
– Tá. Aí você vai precisar sair da sua zona de conforto, deixando exposta a sua jugular.
– Eu falei alter-ego, e não Milly Lacombe!
– Não resisti: é a hora de fazer piadinhas.
– Justo. Só não apele pros trocadilhos com o nome do Zambrotta. Nem com o do Grosso.
– Ah, é, tem o Zambrotta; que esperar dele no Milan?
– Talvez seja uma cilada. Se for aquele da Euro, era melhor ter até o jurássico Cafu por ali.
– Pois é. Não foi nem sombra do terzino campeão mundial. Na verdade, não foi sombra de nada. Nunca vi pior…
– Falando em Milan e jurássico (se não são – ou representam -, a mesma coisa), Maldini renovou, né?
– Pelo bem do futebol. Ele pode.
– E eu? Posso contar uma piada?
– Pode.
– Huntelaar na Roma, hahaha! Tem gente realmente achando que vão conseguir contratá-lo?
– Romanista é algo complicado; adora se iludir. Já botou fé até em Dellas e Abel Xavier – e pior – juntos!
– E quanto ao mercado?
– Ah, deixa pro Renan. Ele já se comprometeu a escrever sobre isso e aproveito pra pressioná-lo neste exato momento.
– E quanto às Olimpíadas?
– Veja bem…
– Lippi? Mourinho?
– Olha…
– Amistosos?
– Mas é que…
– E os uniformes novos? e a Intertoto?
– Não enche. Mas prometo inventar uma premiação pra Serie A 2007/08, copiando descaradamente o “Capotón de Cuero”, do fantástico Buela de Capotón, de Juan Polanco.
– Como a gente se despede? Ou eu, ou você; ainda não entendi.
– Faz que nem no Show de Truman: “e caso eu não os veja mais; um bom dia, boa tarde e boa noite”. Era assim?
– Ah, espertinho. Só porque não vai aparecer mais, né?
– ¿Por qué no te callas?
– Boa noite.



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