Seleção italiana

Em cartaz

Amanhã, às 15h45 no horário de Brasília, a Itália fará a sua estréia na Euro 2008 contra a Holanda. Disso você já deve saber. O que você com certeza não sabe é da rivalidade extrema e até violenta criada pelas duas seleções. Tal fato animalesco deve-se à forte e escandalizante declaração do comandante italiano Roberto Donadoni, que causou estardalhaço e quase parou o torneio. Os jornais mais importantes do mundo e que dirigem algum espaço à competição consideraram a fala do técnico da Azzurra como ofensiva e desrespeitosa. Você pode conferí-la abaixo:

“Estou confiante”*
Donadoni, Roberto – 08/06/2008.

Ok, depois da babaquice acima que foi extremamente útil para encher lingüiça, vamos aos verdadeiros e pertinentes fatos preparatórios para o jogo de amanhã, que marcará um reencontro entre as duas ex-lendas do Milan e hoje no comando de suas respectivas seleções.

Quais são os desfalques?
Depois da lesão de Cannavaro – prontamente substituído por Gamberini -, nenhum. Após um susto no joelho há três dias, Panucci está recuperado e pronto para entrar em campo. Camoranesi, que havia sofrido uma forte dor de cabeça ontem, também estará apto para a partida.

Qual deve ser a escalação?
Depende. Não há muitas certezas. Do grupo abaixo, só uma insanidade mental de Donadoni mudaria o trio mais ofensivo da equipe. Outra opção improvável seria a entrada de Chiellini na zaga. Se Zambrotta não alinhar, será a primeira vez que nenhum dos jogadores do “trio Vannucci” (Cannavaaaaaro, Toooootti, Zambroooootta) participa de uma partida com a Azzurra. A braçadeira de capitão passará a ser usada – e muito bem representada – pelo arqueiro Buffon.

Itália (4-3-2-1): Buffon; Panucci (Zambrotta), Barzagli, Materazzi, Zambrotta (Grosso); Pirlo, Gattuso, De Rossi (Ambrosini); Camoranesi, Di Natale; Toni.

Com Panucci, a defesa ficaria mais protegida, porém o setor ofensivo perderia qualidade com os cruzamentos rifados do terzino romanista, bem como na falta de apoio a Camoranesi. No miolo de zaga, a fase ruim (e longa) de Materazzi preocupa. A fase de Barzagli – esta desde nascença -, também é motivo de desconfiança. Na faixa central do gramado, seria desmotivante não ver De Rossi de titular. Além de ser mais completo que o utilíssimo e subestimado Ambrosini, o novo camisa 10 realizou em 2007/08 a melhor temporada de sua vida.

E o adversário?
Sem Robben, machucado (pleonasmo?), e com a condição física precária de Van Persie – que deve começar no banco – é provável que seja o grosso batalhador Kuyt a iniciar jogando. Lembrando que a Holanda já havia perdido Ryan Babel, lesionado antes do início da competição. O meio está bem representado com Van der Vaart e Sneijder, mesmo não tendo Seedorf e Van Bommel à disposição no torneio. A dúvida fica na escalação do multi-uso De Jong na posição brasileiramente conhecida como volante.

Holanda (4-2-3-1): Van der Sar; Ooijer, Heitinga, Mathijsen, Van Bronckhorst; De Zeeuw (De Jong), Engelaar (De Jong), Sneijder, Van der Vaart, Kuyt (Van Persie); Van Nistelrooy.

O que se pode esperar de Cassano nessa Euro?
Hahahahaha, essa foi boa! Próxima…

* – Ao menos a parte da declaração é séria, clique aqui.

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