Serie A

Parada de inverno: Roma

Brighi: de desconhecido a homem de confiança de Spalletti, em seis meses

A campanha (até o fim de 2008)
11ª colocação. 16 jogos, 23 pontos. 7 vitórias, 2 empates, 7 derrotas. 21 gols marcados, 23 sofridos.

O time-base
Doni; Cicinho (Cassetti), Mexès, Juan, Riise; Perrotta (Taddei), De Rossi, Brighi; Baptista, Vucinic; Totti.

O comandante
Luciano Spalletti. Desde 2005 no clube, parecia que o técnico ia ter vida curta, assim como seus quatro antecessores. Mas sua Roma cresceu a partir da saída de Cassano e ganhou uma solidez não vista desde os tempos do scudetto com Fabio Capello, fazendo limonada com as frutas que tinha à disposição – e nem sempre limões. Depois de um período de incertezas no início da temporada, Spalletti finalmente abandonou o 4-2-3-1 que fazia bonito para apostar num 4-3-2-1 que encaixa melhor as peças do elenco. Mesmo com as sucessivas lesões e a dificuldade dos novos reforços em se adaptar ao jogo do time, o técnico florentino manteve sua moral em alta com a direção da Roma e retribuiu com a liderança do grupo A na Liga dos Campeões e uma série de cinco vitórias que tirou os giallorossi das proximidades da zona de rebaixamento.

O herói
Matteo Brighi. A estrela de Brighi brilhou mais na Liga dos Campeões que na Serie A, e talvez fosse mais justo apontar Totti como o herói do primeiro turno do time no campeonato. Afinal, foi com o retorno do capitano aos campos que o time se encontrou em campo e voltou a vencer. Mas Brighi é o símbolo de uma Roma que se renovou de dentro para fora, utilizando seus próprios jogadores e o próprio treinador, ao invés de se desesperar depois de um começo desastroso. Escalado como interno sinistro desde o advento do 4-3-2-1 de Spalletti, fez algumas partidas memoráveis, como as duas últimas da fase de grupos da LC, contra Cluj e Bordeaux. Na casa dos romenos, marcou dois gols e também anotou contra os franceses. Tempo de bola acertado, boa qualidade no passe e pouca vaidade em campo: foi Brighi o ás na manga romanista.

O vilão
Cicinho. O brasileiro faz sua temporada mais desastrosa desde que deixou Ribeirão Preto para se consagrar como um dos laterais mais populares do Brasil. Mas pelo jeito a saudade da pátria não faz bem para o pequeno Cícero, que a mata ouvindo a dupla sertaneja Victor e Léo. Quando parecia se acertar com o time, marcou um gol contra na partida com o Bologna e viu sua moral despencar ainda mais em Trigoria. Só é difícil apostar em sua saída repentina porque Cicinho custou caro e não deve sair por qualquer preço. Improvisado como o meia pela direita no 4-3-2-1, até que o brasileiro não decepcionou, mas saiu disparando que preferia voltar à lateral. onde jamais rendeu como nos tempos de Atlético Mineiro, São Paulo e, vá lá, mesmo de Real Madrid. Não adianta: essa temporada serviu como afirmação do flop de Cicinho com a camisa romanista.

A perspectiva
Vaga na Liga dos Campeões da próxima temporada e chegar à final desta. Com a campanha decepcionante na Serie A, a Roma priorizará a Liga dos Campeões assim que precisar dividir suas atenções, mas sem se descuidar tanto no torneio nacional – hoje, os giallorossi estão a nove pontos do Napoli, quarto colocado, que tem uma partida a mais. A competição europeia tem um sabor especial nesta temporada, já que no mês de maio o Olimpico voltará a sediar sua final e a Roma poderá disputá-la pela segunda vez em casa. Com o provável retorno de Totti para as oitavas frente ao Arsenal, a ótima fase atravessada por Vucinic, De Rossi e Brighi e o constante crescimento de Riise, a Roma tem condições de chegar mais longe na Liga dos Campeões, dessa vez. Desde que não encontre o Manchester United nas quartas, é claro.

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