Serie A

Parada de inverno: Palermo

Miccoli e Simplício: fundamentais para Zamparini não ensandecer de vez

A campanha (até o fim de 2008)
10ª colocação. 17 jogos, 23 pontos. 7 vitórias, 2 empates, 8 derrotas. 21 gols marcados, 21 sofridos.

O time-base
Amelia; Cassani, Carrozzieri, Bovo, Balzaretti; Nocerino, Liverani, Bresciano; Simplício; Miccoli, Cavani.

O comandante
Davide Ballardini. Como não poderia deixar de ser, o presidente rosanero Maurizio Zamparini começou o campeonato com a corda toda e logo demitiu seu primeiro técnico. Stefano Colantuono caiu depois da derrota por 3 a 1 contra a Udinese, na primeira rodada do campeonato e foi substituído por Ballardini, engenheiro da salvezza do Cagliari na última temporada. Logo na estreia, uma vitória sobre a Roma deu moral. No início de outubro, os 2 a 1 sobre a Juventus fizeram com que Zamparini lhe renovasse seu contrato até 2011. Mas todo mundo sabe que, na vida real, Ballardini não aguenta no cargo até lá.

O herói
Fabrizio Miccoli. Com a camisa dez do Palermo, Miccoli finalmente encontrou sua casa futebolística. Na última temporada, fez um grande ataque com Amauri. Nesta, não deixou seu nível cair jogando ao lado de Cavani – ainda que o uruguaio não tenha o nível do brasileiro. Na atual Serie A, o “Romário do Salento” é o principal jogador e começou a temporada com quatro gols nos quatro primeiros jogos, levando consigo a braçadeira de capitão quando Liverani não atua. Outro que vem em boa fase é Fábio Simplício, que na última temporada não empolgou, mas nessa já marcou três gols e deu cinco assistências, atuando mais avançado, no papel de trequartista.

O vilão
Marco Amelia. Chutou, entrou. Segundo as estatísticas do Corriere dello Sport, o ex-goleiro do Livorno sofre um gol a cada três bolas que vão em direção à meta do Palermo. Sorte do time é que a zaga vem bem afinada: Carrozzieri superou todas expectativas e é especulado como reforço do Milan ainda em janeiro, enquanto Bovo finalmente reencontrou o futebol que havia perdido nas categorias de base da Roma. Amelia custou seis milhões de euros e só mantém a posição graças ao nome que ganhou em seus primeiros anos de Livorno e pela difícil relação entre o técnico e seu reserva imediato, Alberto Fontana, que ainda não engoliu a reserva e deve deixar o clube o mais breve possível. A única grande atuação de Amelia na temporada foi contra o Milan, jogo em que inclusive parou um pênalti cobrado por Ronaldinho.

A perspectiva
Vaga na Liga Europa. Ballardini tem trabalhado nesta janela de transferências para fazer seu o elenco herdado de Colantuono. O lateral Raggi já foi liberado para a Sampdoria, o goleiro Fontana deve sair tão logo receba proposta oficial de outro clube, o atacante Lanzafame foi enviado de volta ao Bari e o zagueiro Dellafiore está sendo negociado com o Torino. E agora mira contratações, como Pazzini (Fiorentina), Konko (Sevilla), Motta (Udinese) e Bentivoglio (Chievo). O Palermo começou a Serie A em todo o vapor e chegou a estar na zona de classificação para a Liga dos Campeões, mas deixou o ritmo cair e vai precisar se superar como visitante se quiser voltar à Europa: a única vitória fora da Sicília foi na sexta rodada, contra a Juve. Para isso, cabem contratações, principalmente para o ataque. O time titular tem se acertado, mas não tem opções ofensivas para algum imprevisto com a dupla Miccoli e Cavani. Mchelidze não é mais que uma promessa, enquanto o medíocre Succi faz hora extra no clube desde que chegou.

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