Serie A

Balanço final: Chievo

Pellissier em campo, Di Carlo no banco: receita de salvezza

A CAMPANHA 16ª colocação, 38 pontos. 8 vitórias, 14 empates, 16 derrotas.
FORA DA SERIE A Eliminado pelo Padova no terceiro turno da Coppa Italia.
O ATAQUE 35 gols, o 3º pior.
A DEFESA 49 gols, a 8ª mais vazada.
OS ARTILHEIROS Sergio Pellissier (13 gols), Michele Marcolini (5), Vincenzo Italiano (3).
OS ONIPRESENTES Sergio Pellissier (38 jogos), Michele Marcolini, (34), Luciano (34), Giampiero Pinzi (34).
O TÉCNICO Giuseppe Iachini (da 1ª até a 10ª rodada) e Domenico Di Carlo (da 11ª rodada em diante).
QUEM DECIDIU Sergio Pellissier
QUEM DECEPCIONOU Mauro Esposito
QUEM SURGIU Nicholas Frey
QUEM SUMIU Kerlon
MELHOR CONTRATAÇÃO Stefano Sorrentino
PIOR CONTRATAÇÃO Santiago Morero
NOTA DA TEMPORADA 7,5

Se a maior parte dos refotrços do Chievo era de jogadores “nível Serie B”, dois meias badalados, como Antonio Langella e, sobretudo, o ex-romanista Mauro Esposito, chegaram com status de estrelas. Porém, com o mau desempenho da equipe no início da temporada, naufragaram. O brasileiro Kerlon também: além das recorrentes lesões, o meia não agradou e só teve 64 minutos de futebol em todo o campeonato. O fraco e violento zagueiro Morero destruía os planos táticos e os nervos da equipe, minando as chances de reação da equipe nas partidas. Este é o retrato do Chievo antes de o técnico Domenico di Carlo assumir, na 11ª rodada. Naquele momento, a equipe de Verona se encontrava na posição de maior saco de pancadas da temporada italiana.

No entanto, superado um curto período em que se definia a base de trabalho do novo treinador, os veronesi tiveram um desempenho surpreendente. Durante a parada de inverno, o time teve 20 dias de treinamento com seu novo chefe, e, a partir de então, só perdeu quatro partidas até o fim da Serie A. Um desempenho magnífico, sobretudo para uma equipe que estava jogando com um onze inicial muito pouco modificado em relação ao que subiu da Serie B. O milagre da salvezza tem mérito incontestável do ex-técnico do Parma, que, merecidamente valorizado, será mantido pela diretoria para a próxima temporada.

Só que não se pode deixar de falar de alguns jogadores vitais para a permanência dos clivensi. Desde o primeiro turno, o goleiro Sorrentino, emprestado pelo AEK, tentou de tudo para evitar que a equipe sofresse gols. Porém, foi mesmo a partir do segundo turno que alguns jogadores se empenharam e jogaram um bom futebol. Luciano e Marcolini pareciam outros jogadores em relação àqueles do primiro turno. Na defesa, o colombiano Yepes e o francês Nicholas Frey (irmão mais novo de Sébastien Frey, da Fiorentina) também tiveram acentuada subida de produção. Porém, o nome da salvezza não é outro senão o do ídolo Sergio Pellissier, desde 2000 no clube: seus dez gols marcados no segundo turno, incluindo uma tripletta contra a Juventus, além do empenho que só um torcedor teria, foram o motor para a permanência do Chievo na elite.

Deixe um comentário