Serie A

Balanço final: Roma

Mais um vermelho, agora para Mexès: cena comum na temporada

A CAMPANHA 6ª colocação, 63 pontos. 18 vitórias, 9 empates, 11 derrotas. Classificada para a fase preliminar da Liga Europa.
FORA DA SERIE A Derrotada pela Inter na Supercoppa Italiana, eliminada pela Inter nas quartas-de-final da Coppa Italia e eliminada pelo Arsenal nas quartas-de-final da Liga dos Campeões.
O ATAQUE 64 gols, o 4º mais positivo.
A DEFESA 61 gols, a 4ª mais vazada.
OS ARTILHEIROS Francesco Totti (13 gols), Mirko Vucinic (11), Júlio Baptista (9).
OS ONIPRESENTES Matteo Brighi (35 jogos), Daniele De Rossi (33), John Arne Riise (31).
O TÉCNICO Luciano Spalletti
QUEM DECIDIU Daniele De Rossi
QUEM DECEPCIONOU Rodrigo Taddei
QUEM SURGIU Matteo Brighi
QUEM SUMIU Alberto Aquilani
MELHOR CONTRATAÇÃO John Arne Riise
PIOR CONTRATAÇÃO Artur
NOTA DA TEMPORADA 4

“Finalmente terminou e não víamos a hora. Desde quando perdemos a Liga dos Campeões, não víamos a hora de terminar essa maldita temporada”. A forma com que De Rossi abriu a coletiva depois do último jogo do campeonato é o melhor retrato do ano romanista, que confiava demais em voltar a disputar uma final européia em casa depois de 25 anos. É fácil apontar os responsáveis pela desastrosa campanha romanista: Ménez e Júlio Baptista, Cicinho e Vucinic, Spalletti e Pradè. Enfim, todos os que colocaram um dedo na formação desta Roma, que encontrou o Torino na última rodada para o jogo que fechava a Serie A com suas duas maiores decepções.

Os giallorossi pareciam ter feito boas manobras no mercado de verão com reforços pontuais e partiram, outra vez, como os grandes concorrentes da Inter ao título. Dez rodadas depois, estavam a um ponto da zona de rebaixamento. A venda de Mancini não foi digerida e a falta de meias externos comprometeu o insistente esquema tático de Spalletti, que só abriu mão do 4-2-3-1 durante parte da temporada – por coincidência, três meses de vitórias a partir de dezembro.

Outro problema foi superar a traumática eliminação nos pênaltis para o Arsenal, na LC. Pouca coisa acabou se salvando: algumas partidas de Motta, a vontade de De Rossi, a ótima média de gols de Totti e esparsos momentos de Vucinic e Baptista. A falta de comando da alta direção, que fez a crise explodir em cima de Spalletti, ajudou a construir um time nervoso demais, que quebrou seu recorde de expulsões colecionando doze cartões vermelhos na Serie A. Para a próxima temporada, a reconstrução reparte com o técnico toscano. Mas para dizer quem estará a seu lado, na presidência ou no elenco, é cedo demais.

1 comentário

  • Brilhante!

    O melhor da Roma foram Brighi e De Rossi.Mexés foi expulso demais,e parecia mais lento,desatento e gordo.
    Renovação na Roma,será show.
    ESPERO QUE DEFINITIVAMENTE O AQUILANI PARE DE SE MACHUCAR,senao é capaz de perder a COPA DE 2010!

    BRIGHI,AQUILANI,DE ROSSI – ESSE MEIO CAMPO TEM QUE JOGAR junto.

    A Roma revela bem demais como fez com Galloppa,D'agostino,Rossi e Aquilani.Nossa,só de pensar neles juntos,seria demais.

Deixe um comentário