Coppa Italia

Reservas que também dão certo

Cerci cabeceia na pequena área: meia foi um dos melhores da partida (LaPresse)

Traumatizada, a torcida da Roma havia enterrado em sua mente o 4-2-3-1 tão utilizado por Luciano Spalletti. Mas é incontestável como o mesmo módulo traz tantos resultados com Claudio Ranieri. O treinador romano começou seus trabalhos com um meio-campo em linha antes de testá-lo em losango e, por fim, montá-lo à spallettiana. No jogo em casa contra a Triestina, que valia a passagem para as quartas-de-final da Coppa Italia, o time jogou muito bem mesmo poupando sete titulares e teve em seus dois meias externos (Cerci e Vucinic) os melhores jogadores da partida.

Tudo bem que o desafio não foi dos maiores. Contra uma Triestina em frangalhos, passar de fase era obrigação. Nos últimos cinco jogos na Serie B, os alabardati só conseguiram um ponto, sofreram dez gols e marcaram dois. De quebra, não tinham metade dos titulares, lesionados: Godeas, Cristea, Nef, Sedivec, Scurto… Para parar a Roma sem o que tem de melhor, o treinador Mario Somma, há dois meses no cargo, mandou a campo um time bem defensivo para quem geralmente joga no 4-4-2. Cinco zagueiros, três meias bem mordedores, um armador que sempre voltava e um só jogador isolado à frente: Della Rocca.

As coisas começaram muito bem para a Triestina, quando Cassetti derrubou Della Rocca de forma infantil, na grande área, logo aos quatro minutos de jogo. O atacante converteu o pênalti, no meio do gol. Depois disso, os giuliani só incomodaram Doni (de novo sob as traves após a expulsão contra o Chievo, na rodada passada da Serie A) mais uma vez, quando o lateral-direto D’Ambrosio foi lançado em contra-ataque, já no segundo tempo. Mas ali o goleiro tirou com os pés. A Roma dominou a partida inteira e teve pelo menos uma dezena de boas chances, geralmente a partir de jogadas pelos lados do campo.

Tanto o fez que o empate sugiu em boa jogada lateral: Motta tocou para a grande área, Brighi só dominou e bateu na saída de Agazzi. A virada veio em ótima tabela entre Vucinic e Ménez, com o francês ainda driblando um antes de tocar para o montenegrino marcar. Júlio Baptista fechou o placar cobrando ótima falta na entrada da área. mas que o gol não engane: Ranieri tentou o brasileiro na direita, na esquerda e no centro, mas foi mais uma partida a se esquecer. Quem surpreendeu foi o romeno Pit, que assumiu a lateral-esquerda no intervalo e jogou bem, enquanto Cicinho assistia a tudo do banco.

A Roma é o segundo time classificado para as quartas-de-final da Coppa Italia, juntando-se à Inter, que bateu o Livorno por 1 a 0 há um mês, com gol de Sneijder. Os dois times esperam os jogos desta quarta-feira para conhecerem seus adversários: giallorossi enfrentam, fora de casa, Genoa ou Catania; nerazzurri recebem, no Giuseppe Meazza, Juventus ou Napoli. Mas por enquanto a Roma se concentra de novo na Serie A, na qual encara o Genoa no próximo domingo.

1 comentário

  • o que me preocupa é que a representação de Trieste era fraquissima. Contra o Catania não será o mesmo melzinho na chupeta, então nem dá pra dizer muito sobre o jogo.

    com relação ao esquema de Spalletti, o problema é que ele até dá certo, mas não quando o time realmente precisa, não sabemos se por falta de gás ou por falta de luz.

    Mesmo assim a Roma tem meia vida facilitada até pelo menos a semi onde o caldo engrossa.

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