Serie A

Review da temporada: Sampdoria

Pazzini e Cassano, dupla decisiva dos gols de uma Euro-Samp como há muito não se via (Reuters)

A CAMPANHA 4ª colocação, 67 pontos. 19 vitórias, 10 empates, 9 derrotas. Classificada para a terceira fase preliminar da Liga dos Campeões
FORA DA SERIE A Eliminada na quarta fase da Coppa Italia pelo Livorno
O ATAQUE 49 gols
A DEFESA 41 gols, a terceira melhor
OS ARTILHEIROS Giampaolo Pazzini (19 gols), Antonio Cassano (9) e Daniele Mannini (5)
OS ONIPRESENTES Giampaolo Pazzini e Reto Ziegler (37 jogos) e Angelo Palombo e Daniele Mannini (36)
O TÉCNICO Luigi Del Neri
QUEM DECIDIU Antonio Cassano
QUEM DECEPCIONOU Marco Padalino
QUEM SURGIU Andrea Poli
QUEM SUMIU Daniele Franceschini
MELHOR CONTRATAÇÃO Daniele Mannini
PIOR CONTRATAÇÃO Nicola Pozzi
NOTA DA TEMPORADA 8,5

Depois de um começo ambicioso e avassalador com um Cassano em estado de graça, a Sampdoria entrou nos holofotes do campeonato com seu jogo fluido, talvez o mais bonito desde que o 4-4-2 hermético de Luigi Del Neri chegou à primeira divisão, há quase uma década. Com Mannini e Padalino (ou Semioli ou Ziegler) de meias externos bem ofensivos no suporte a Pazzini e Cassano, a produção dos blucerchiati sempre foi muito grande, ainda que os pecados na finalização tenham “decidido” alguns jogos, o que gerou certa apreensão para o Luigi Ferraris. Afinal, a queda de rendimento da dupla de ataque na virada do ano coincidiu com a lesão de Castellazzi, que vinha fazendo uma temporada muito boa no gol.

A Samp demorou um pouco, mas se reassentou bem. Méritos também do capitão Palombo, grande bandeira da equipe, que vai para sua primeira Copa do Mundo. Verdadeiro construtor do jogo doriano, ainda foi muito bem na marcação e parecia se multiplicar em campo, sempre na companhia de Tissone ou Poli – este último em grande ano de estreia na Serie A. No mercado de inverno, o diretor esportivo Giuseppe Marotta foi buscar Storari e Guberti, que logo assumiram papéis importantes. O ex-goleiro do Milan fez defesas sensacionais e o ex-romanista chegou a colocar Mannini no banco de reservas em algumas oportunidades. A coroação do trabalho foi a gestão do caso Cassano, que chegou a negociar com a Fiorentina (e teve no Brasil quem desse a contratação como certa…) e depois ficou no clube, mas passou alguns jogos afastado logo no momento em que a Samp começou a se recuperar, rumo à vaga na Liga dos Campeões.

Com uma campanha espetacular na reta final, com seis vitórias nos últimos sete jogos – incluindo uma sobre a então líder Roma a quatro rodadas do fim da Serie A, – a Sampdoria conseguiu o acesso para a fase preliminar da Liga dos Campeões na última rodada do campeonato, voltando à Europa principal quase duas décadas depois de sua última aparição. Um dos problemas a se corrigir é o elenco curto, que teve sorte de não sofrer com lesões graves em seus principais nomes. Além de provar que Gasparin (ex-Udinese) e Di Carlo (Chievo) podem substituir à altura Marotta e Del Neri, que foram para a Juventus.

1 comentário

  • A Samp já tem um bom time, mas como disse precisa se previnir, e fazer algumas compras em setores com mas fragilidade, a dupla de ataque é otima resta saber se quem vai a campo em uma possivel falta de Pazzini pode suprir com o mesmo nivel ou pelo menos chegar perto disso.
    Valeu tudo de bom pra vcs.

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