Coppa Italia

Venceu o melhor

Inter comemora na casa adversária: primeiro passo para a tríplice coroa foi dado (Gazzetta)

Por mais que tenha havido briga após o apito final de Nicola Rizzoli, não há muito a ser discutido sobre a final da Coppa Italia, que premiou a Internazionale com sua sexta conquista. Em jogo marcado por entradas duras – aí sim, no máximo, pode-se questionar a não expulsão de alguns jogadores -, os comandados de Mourinho se mostraram mais maduros do início ao fim, justificando a clara superioridade do elenco interista.

Se Sneijder conseguiu entrar em condições para o jogo, não durou muito em campo. Com apenas trinta segundos, ele dividiu com Burdisso, levou a pior e Balotelli entrou em seu lugar. Os primeiros minutos foram marcados por nervosismo, mas nenhuma grande chance. Na metade do primeiro tempo, Milito recebeu de Eto’o e teria aberto o placar, caso não estivesse impedido. A Roma tentava responder com um sempre esforçado Taddei, principal responsável pela ligação com o ataque, visto que Totti e Ménez começaram no banco.

Logo após outro atleta interista se contundir – Córdoba deu lugar ao titular Samuel -, Diego Milito apareceu novamente. Depois de receber na direita, ele enfrentou quatro defensores da Roma, que não deram o bote. O argentino não titubeou e encheu o pé para abrir o placar. O relógio marcava quarenta minutos e pouco se viu até o fim do primeiro tempo, além de uma ‘quase-briga’ do sempre esquentado Mexès com o dramático Materazzi.

No intervalo, Ranieri sacou Burdisso – atuando na lateral, ele já havia levado cartão amarelo e se arriscava em faltas perigosas – para fazer jogar Marco Motta. Também tirou um apagado Pizarro para a entrada do capitão Totti. A Roma até esboçou melhorar, mas era sempre travada por um magistral Cambiasso, ou então por Samuel, que rebatia chutes de uma maneira a lembrar verdadeiros bloqueios de vôlei. Ironicamente, o zagueiro argentino recebeu o apelido de The Wall (a parede) enquanto jogava na Roma.

A principal chance dos giallorossi (e da partida) veio numa bola parada: Totti bateu e Júlio César deu rebote. Na sobra, Juan, a um metro da meta, desperdiçou uma cabeçada tranquila ao mandar a bola para cima do gol. A Roma bem que tentava, mas era sempre bloqueada por uma sólida defesa interista. Se no último confronto foi possível vencer com vontade e sorte, dessa vez o time não foi capaz de superar seu adversário em momento algum. Toni deu lugar a Ménez, mas as coisas não mudaram.

Sem recursos, os romanos apostavam em pequenos cortes de Vucinic, que conseguiu um razoável número de faltas perigosas para a equipe. A Inter, por sua vez, administrava sem correr grandes riscos, e chegou a colocar sua adversária na roda no decorrer do segundo tempo. Tocando a bola com tranquilidade, mostrou-se infinitamente superior e mais preparada que a Roma, que ainda viu Totti encarnar seu lado imbecil e chutar Balotelli na panturrilha. Cartão vermelho para o camisa dez, num ato de extremo descontrole e imaturidade.

Melhor para a Inter, que levantou o caneco mais uma vez e desempatou a série de finais entre as duas equipes: essa foi a terceira vitória dos milaneses, contra duas dos romanos. O primeiro passo para a tríplice coroa foi dado. Falta, agora, vencer a já encaminhada Serie A e a cobiçada Liga dos Campeões. É mais que possível que Mourinho tenha, ao fim da temporada, toda a moral de gritar “Zero tituli!” a quem der e vier.

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