Serie A

12ª rodada: propaganda enganosa

Juventus e Roma: olhando para cima sem subir (Getty Images)

A abertura da 12ª rodada contou com uma Fiorentina atuando no limite. Juventus e Roma, por sua vez, ficaram num empate tão doce quanto azedo para ambos.

Juventus 1-1 Roma
Propaganda enganosa em Turim: o ótimo início de jogo empolgou os espectadores, que viram uma partida em nível decrescente. Se a Juve logo partiu pra cima, bastaram alguns minutos para os romanistas se situarem e contra-atacarem. Totti e Ménez comandaram as ações ofensivas, enquanto Sorensen e Chiellini mostraram uma segurança exímia. Os bianconeri foram regidos por um Aquilani inspirado no seu primeiro confronto contra a ex-equipe. Também ameaçava Pepe, outro ex-Roma, perigoso nas arrancadas. Vucinic, quem mais vem decidindo a favor de seu time, dessa vez pouco apareceu. Depois de abrir o placar com um belíssimo chute de Iaquinta, a Juventus passou a dominar o jogo, mas viu Totti bater falta e a bola atingir o braço de Pepe, gerando um pênalti bastante questionável. O empate durou até o fim da partida, cujo segundo tempo desprovido de emoções esfriou quaisquer expectativas.

A valer da atuação deste sábado, os problemas na defesa da Juve estão praticamente resolvidos. Bonucci e Chiellini foram demasiado seguros, cobertos por um Sorensen impecável. Traoré, que substituiu Grosso no intervalo, também entrou com qualidade. No outro lado, entretanto, permanecem os mesmos problemas físicos: a Roma, tal qual na maioria das partidas em que disputou nessa temporada, parou na reta final do jogo, num fato que teve a contribuição de Ranieri. O treinador sacou Totti – quem mais organizava e mantinha a posse de bola no ataque – e lançou Borriello, que pouco teve oportunidades de aparecer. Destaque para Ménez, que confirma sua boa fase e parece ter superado de vez a irregularidade que o perseguiu em seus primeiros momentos na capital.

Desfalcadas, Juventus e Roma sentiram falta de seus indisponíveis: a ausência de Krasic limitou bastante o perigo que a Vecchia Signora tinha a oferecer, enquanto os giallorossi, travados, lamentaram a criação de jogo que Pizarro deveria proporcionar. Na defesa romanista, Mexès foi bem, enquanto Cassetti teve atuação desastrosa, substituído por um Rosi não mais produtivo. As maiores ameaças da Juve vieram mesmo dos ex-Udinese: Pepe, Iaquinta e Quagliarella, aproveitando-se do melhor jogo de Aquilani até então. Se o resultado não agrada nenhuma das equipes, também não é motivo para desespero: a ambição de ambas não deixa de ser o scudetto, neste que é o campeonato mais imprevisível dos últimos anos.

Fiorentina 1-0 Cesena
Partida definida com o oportunismo de Gilardino. O golaço à Playstation do atacante foi o único tiro certeiro de uma Fiorentina insistente em furar o bloqueio do organizado Cesena. Com sérias dificuldades na criação, os viola, naturalmente atrapalhados pela ausência de Montolivo – além de D’Agostino, sem condições de disputar toda a partida -, ainda viram Mutu sair contundindo, podendo voltar só no ano que vem. A vitória veio num lance isolado em que o titular Cerci – agora vai? – contou com um desvio da defesa para fazer a bola chegar a Gilardino.

Ofensivamente os visitantes nada conquistaram senão algumas ciscadas com Jiménez. O 4-3-3 bastante recuado de Ficcadenti se mostrou seguro atrás, com dois pontas (Jiménez e Giaccherini) ajudando muito na cobertura. Se este Cesena certamente não chegará longe como ameaçou nas primeiras rodadas, ao menos segue com qualidades aproveitáveis em partidas difíceis. A Fiorentina, por sua vez, consegue sua segunda vitória em três partidas, e tenta engatar de vez uma recuperação que compense o péssimo início de campeonato.

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