Serie A

Parada de Inverno: Bologna

Massimo Zanetti (à direita), o novo presidente, chega para salvar o natal
e a temporada rossoblù (Foto: LaPresse)

Campanha
14ª posição. 17 jogos, 20 pontos. 5 vitórias, 6 empates, 6 derrotas. 16 gols marcados, 23 sofridos.
Maior sequência de vitórias: 2, 14ª e 15ª rodada
Maior sequência de derrotas: –
Maior sequência de invencibilidade: 4, da 4ª à 7ª rodada
Maior sequência sem vencer: 5, da 5ª à 9ª rodada
Artilheiro: Marco Di Vaio, 9 gols
Fair play: 40 cartões amarelos e 1 vermelho.

Time-base
Viviano; Garics, Portanova, Britos, Rubin; Cesarini, Pérez (Buscè), Mudingayi, Ekdal; Giménez (Meggiorini, Ramírez), Di Vaio.

Treinador
Paolo Magnani, na 1ª rodada. Alberto Malesani, a partir da 2ª rodada. Magnani, treinador da equipe Primavera, comandou o time apenas na primeira rodada porque o ex-técnico Franco Colomba fora demitido um dia antes do início do campeonato. A partir da segunda, Malesani tomou as rédeas da equipe e vem fazendo um bom trabalho até aqui. Apesar da crise societária pela qual o clube passou durante todo esse semestre, Malesani conseguiu manter seus jogadores focados e os cinco pontos acima da zona de rebaixamento já podem ser considerados uma vitória. Além de manter a forte defesa, que já era destaque no ano passado, o técnico acrescentou um bom poder de reação e mais garra a seu conjunto.

Destaque
Marco Di Vaio. Sempre ele. O atacante de 34 anos é ídolo em Bolonha e sua importância para o clube é indiscutível. Dos 16 gols marcados pela equipe até agora, nove saíram de seus pés. Mas não é só dentro de campo que o artilheiro é essencial para o time. Fora das quatro linhas, Di Vaio também é líder e agrega o grupo. Foi através do capitão que os jogadores cobraram legalmente o pagamento dos cinco meses de salários atrasados, no auge da crise interna rossoblù. Nem assim o time fez corpo mole e o Bologna conseguiu largar a lanterna e sair da zona de rebaixamento antes do recesso. Graças também ao zagueirão Britos, que, além de fazer grande campeonato lá atrás, também marcou gols importantes para os emilianos. Antes da chegada do novo presidente, a venda de Britos no mercado de janeiro era tida como certa, para pagar as dívidas do clube. Agora, talvez o zagueiro ganhe uma sobrevida em Bolonha.

Decepção
Andrea Esposito. O lateral, que já foi convocado para a seleção italiana, foi uma das poucas contratações que chegou não só para compor elenco, e sim para melhorar a equipe e jogar no time titular. No entanto, o que se viu foi Matteo Rubin roubando a cena e deixando Esposito no banco. Decepciona também o pouco aproveitamento dos jovens, que foram a principal aposta no mercado. O atacante espanhol Gavilán não teve nenhuma chance até agora e o meia esloveno René Khrin, que chegou da Inter, só entrou em campo duas vezes. Os mais bem aproveitados são o ex-juventino Ekdal, que já tem dez participações no campeonato, mas sem muito brilho, e o uruguaio Ramírez, que tem feito boas partidas.

Perspectiva
Permanência na Serie A. Desde o início do campeonato, essa sempre foi a missão do time de Renato Dall’Ara. O clube não fez muitas contratações e a base é a mesma que fugiu do rebaixamento no final da temporada passada. Quando Sergio Porcedda comprou o time, no início do semestre, parecia que as coisas melhorariam, mas não foi o que aconteceu. A crise no clube se agravou, o time perdeu um ponto nos tribunais e a falência começava a se tornar realidade. Ainda assim, o rendimento do time em campo não caiu muito e a equipe respira um pouco longe da zona de rebaixamento há algumas rodadas. Com a apresentação do novo presidente Massimo Zanetti, ontem, os problemas internos devem diminuir e os jogadores poderão se concentrar mais em salvar o time de 101 anos do descenso.

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