Serie A

Review da temporada: Genoa

Palacio ouve as instruções de Ballardini. Pudera: o argentino se encontrou e foi, de longe, o principal jogador do Genoa na temporada (Getty Images)

A campanha:
10ª colocação, 51 pontos. 14 vitórias, 9 empates e 15 derrotas
Ao final de 2010: 10ª colocação
Fora da Serie A: Eliminado pela Inter nas oitavas de final da Coppa Italia
O ataque: 45 gols
A defesa: 47 gols sofridos
Time-base: Eduardo; Mesto, Dainelli, Kaladze (Ranocchia), Criscito; Rafinha (Konko), Kucka (Miguel Veloso), Milanetto, Rossi; Palacio, Floro Flores (Toni).
Os artilheiros: Floro Flores (10 gols) e Rodrigo Palacio (9 gols)
Os onipresentes: Eduardo (37 partidas) e Domenico Criscito (36 partidas)
Os técnicos: Gian Piero Gasperini (até a 10ª rodada) e Davide Ballardini (a partir da 11ª rodada)
O decisivo: Rodrigo Palacio
A decepção: Eduardo
A revelação: Juraj Kucka
O sumido: Franco Zuculini
Melhor contratação: Antonio Floro Flores
Piores contratações: Luca Toni
Nota da temporada: 5,5

Mais uma temporada na montanha russa. Como normalmente vem acontecendo nos últimos anos, o Genoa manteve o hábito de alternar atuações memoráveis e exibições irritantemente apáticas. A equipe que virou de forma espetacular um jogo contra a Roma, quando chegou a estar perdendo por 3 a 0, não parecia ser a mesma que assistiu a Inter jogar quando os milaneses venceram por 5 a 2, duas rodadas depois. A reta final demonstra claramente o desempenho irregular da equipe em toda a Serie A: nos últimos cinco jogos, três vitórias e duas derrotas de forma alternada. A décima posição acabou sendo decepcionante, para os cerca de 40 milhões de euros que o presidente Enrico Preziosi investiu na temporada, sobretudo em jogadores caros e com alto salário, como Eduardo, Miguel Veloso e Toni, que fracassaram retumbantemente.

Na primeira metade do campeonato, a equipe viveu muita turbulência, pela falta de adaptação dos reforços e pela irritação de Preziosi com o técnico Gasperini, que insistia demais em um falido 3-4-3. O piemontês acabou demitido e substituído por Ballardini, mas deixou bons frutos: com defesa forte, que tinha dois jogadores de seleção (Ranocchia e Criscito), o Genoa encerrou 2010 com a terceira melhor defesa do torneio. Entretanto, o ataque não engrenava e os rossoblù marcaram apenas oito gols nos dez primeiros jogos. A insatisfação com Toni era clara. Palladino, que há pouco tempo era tido como indispensável, não atuava muito, pelos constantes problemas físicos. O elenco precisava de reformulação e a diretoria não demorou a agir. Na janela do final de ano, Rudolf, Modesto, Kharja, Palladino e Toni, entre outros, deixaram o clube, pelo fracasso, enquanto Ranocchia, que fazia excelente temporada, foi negociado mais cedo com a Inter, para onde iria apenas ao fim da temporada. Na contramão, chegaram Kucka, Konko, Antonelli, Paloschi, Boselli e, o a partir de então importantíssimo, Floro Flores, que deve ser contratado em definitivo nesta janela de transferências.

Um novo time foi formado e as características eram inversas ao anterior. Agora o ataque era o ponto forte do time. No ofensivo 4-4-2 de Ballardini, Palacio voltou a jogar bem e, com 9 gols e 8 assistências comandou a equipe ao lado do centroavante Floro Flores, que marcou dez vezes. Jogando um futebol que parecia beirar a despreocupação, por causa da posição intermediária que ocupava, o time chegou ao fim do campeonato ainda sob a rotina de resultados aleatórios e frangaços de Eduardo, mas pelo menos com um pouco de beleza – e com o prazer de ter participado do rebaixamento da rival Sampdoria. Outra reformulação deve ser realizada pela inquieta diretoria para a próxima temporada. Rafinha transferiu-se para o Bayern Munique, enquanto Alberto Malesani deve ser anunciado como novo técnico e os jovens Zé Eduardo, do Santos, e Federico Rodriguez, do Peñarol, já estão confirmados. Mais que mudar tudo e fazer contratações sem critério, o ambiente do Genoa precisa de paciência.

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