Serie A

Review da temporada: Palermo

Mais uma vez Javier Pastore mandou e desmandou no Palermo. O argentino foi o artilheiro da confusa equipe na última temporada (GettyImages)

A campanha: 8ª colocação, 56 pontos. 17 vitórias, 5 empates, 16 derrotas.
Ao fim de 2010: 6º colocado
Fora da Serie A: Vice-campeão da Coppa Italia, eliminado na fase de grupos da Liga Europa
O ataque: 58 gols, o quinto melhor
A defesa: 63 gols, a segunda pior
Time-base: Sirigu; Cassani, Múñoz, Bovo, Balzaretti; Migliaccio, Bacinovic, Nocerino; Ilicic, Pastore; Miccoli (Hernández, Pinilla).
Os artilheiros: Javier Pastore (11 gols), Fabrizio Miccoli (9), Mauricio Pinilla e Josip Ilicic (ambos com 8)
Os onipresentes: Antonio Nocerino (38 partidas), Salvatore Sirigu (37), Giulio Migliaccio e Javier Pastore (ambos com 35)
Os técnicos: Delio Rossi (até a 27ª rodada), Serse Cosmi (da 28ª rodada ate a 31ª rodada), Delio Rossi (a partir da 32ª rodada)
O decisivo: Javier Pastore
A decepção: Abel Hernández
A revelação: Pajtim Kasami
O sumido: Fabio Liverani
Melhor contratação: Josip Ilicic
Pior contratação: Michele Paolucci
Nota da temporada: 6

A temporada do Palermo pode ser definida como confusa. Tudo foi complicado: das falhas de Sirigu ao ataque que funcionava mal quando Miccoli não jogava; da segunda pior defesa do campeonato ao fraco desempenho de Abel Hernández, que jogou uma barbaridade no fim da época passada. Além disso, as frequentes turbulências internas, envolvendo o presidente Maurizio Zamparini e qualquer treinador que passe pelo clube. Foi assim com Delio Rossi, que foi demitido na 27ª rodada e, quatro rodadas depois, voltou ao comando do time. A princípio, Rossi apostava em Pastore como único homem de ligação para dois jogadores posicionados no ataque, mas melhorou quando Ilicic, achado rosanero no Maribor, entrou no time, dando apoio ao argentino.

Desta forma, Pastore conseguia ditar o ritmo do ataque (ora com Pinilla, ora com Miccoli, ora com Hernández), apoiado por Balzaretti e menos por Cassani, que fez temporada mediana. Para isso, a equipe tinha um meio-campo muito forte, com três cães de guarda, como Bacinovic, Migliaccio e Nocerino, fundamentais para o funcionamento da equipe. Quando entravam, jovens como Kasami e Acquah mantinham o nível. Entretanto, a eliminação da Liga Europa estremeceu o ambiente. Atuações regulares na Serie A, mesmo com a queda de performance de Pastore, mantinham Rossi no banco, mas Zamparini não estava contente, já que o treinador costumava colocar o time na defesa quando estava na frente e, muitas vezes, sofria empates ou derrotas. Na 27ª rodada, a goleada sofrida para a Udinese por 7 a 0 foi o estopim e Rossi foi demitido. Para o seu lugar chegou Serse Cosmi, que conquistou apenas uma vitória em quatro jogos até o retorno do romanholo.

A equipe mostrou que estava com Rossi e voltou a jogar bem, crescendo de produção, mas mantendo o foco na Coppa Italia, chance mais real de chegar à Liga Europa, objetivo mínimo traçado por Zamparini no início de 2010-11. O vice na competição levou o Palermo à Europa, mas a pré-temporada será de reformulação: Rossi saiu e deu lugar a Stefano Pioli, enquanto Miccoli está de partida para o Lecce e vários jogadores do time (Cassani, Balzaretti, Bacinovic, Pastore, Ilicic e Pinilla) podem ser negociados, mantendo a tradição rosanero de revelar e vender bem seus jogadores. O primeiro desafio será manter a base.

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