Serie A

Review da temporada: Parma

Reconhecimento merecido: melhor jogador do Parma na temporada, Giovinco é erguido pelos companheiros após marcar contra a Juventus, seu ex-clube (Goal.com)

A campanha: 12ª colocação, 46 pontos. 11 vitórias, 13 empates e 14 derrotas
Ao final de 2010: 16ª colocação
Fora da Serie A: Eliminado pelo Palermo nas quartas-de-final da Coppa Italia
O ataque: 39 gols
A defesa: 47 gols
Time-base: Mirante; Zaccardo, Lucarelli, Paletta (Paci), Gobbi (Modesto, Antonelli); Valiani, Morrone, Dzemaili (Gobbi); Candreva, Giovinco; Crespo (Amauri, Bojinov).
Os artilheiros: Hernán Crespo (9 gols), Amauri (7) e Sebastian Giovinco (7)
Os onipresentes: Antonio Mirante (36 jogos), Francesco Valiani (35) e Cristian Zaccardo (34)
Os técnicos: Pasquale Marino (da 1ª à 31ª rodada) e Franco Colomba (da 32ª em diante)
O decisivo: Sebastian Giovinco
A decepção: Fernando Marqués
A revelação: Rolf Feltscher
O sumido: Daniele Galloppa
Melhor contratação: Sebastian Giovinco
Pior contratação: Filipe Oliveira
Nota da temporada: 6

São dois os protagonistas deste Parma: Franco Colomba e Sebastian Giovinco. O técnico chegou para substituir Pasquale Marino apenas na 32ª rodada e assumiu um time com a moral lá embaixo e prestes a sucumbir ao rebaixamento. Com um ótimo trabalho em pouquíssimo tempo, no entanto, Colomba recolocou o time nos trilhos e alcançou a salvezza antes mesmo do esperado. Em seus sete jogos à frente da equipe, somou quatro vitórias, dois empates e uma derrota, fazendo 14 pontos nos últimos seis jogos do campeonato e superando adversários fortíssimos, como Inter, Udinese, Palermo e Juventus. Não à toa, o técnico foi confirmado no comando dos crociati para a próxima temporada. Com algumas contratações, pode almejar posições melhores no ano que vem.

Dentro de campo, quem comandou a equipe foi o meia-atacante Giovinco, ex-Juventus. Com sete gols e quatro assistências, o Formiga Atômica foi peça fundamental para o bom funcionamento do time e liderou a equipe em vitórias importantes, merecendo as convocações para a seleção italiana. Outro ex-juventino que também teve boa participação foi Amauri: o ítalo-brasileiro chegou em janeiro, marcou sete gols em 11 jogos e virou referência no ataque gialloblù. A diretoria quer contratá-lo em definitivo, mas é difícil que o atacante permaneça. Os veteranos Cristian Zaccardo e Hernán Crespo também merecem ser lembrados. O lateral está em grande forma e passou grande segurança para os companheiros de zaga. Já Crespo, mostrou que ainda não perdeu o faro de gol e anotou nove tentos nesta temporada, sagrando-se o artilheiro parmiggiano.

Não podemos esquecer, contudo, a péssima campanha e o fraco rendimento do time antes da chegada de Colomba. Sem Galloppa, principal armador do time e destaque do último ano, na maior parte da temporada, o rodízio no meio-de-campo foi constante e não funcionou. Dzemaili, Giovinco, Candreva e Fernando Marqués foram testados em todas as posições da faixa central, mas sem sucesso. Marqués, inclusive, chegou como uma das principais contratações do clube, mas não conseguiu se firmar e jogou apenas 13 vezes. Outra decepção foi Filipe Oliveira, lateral que chegou do Braga, de Portugal, mas só entrou em campo uma vez e acabou emprestado ao Torino. No fim das contas, porém, o balanço foi positivo. Com uma equipe relativamente jovem e com um técnico que parece ter dominado os vestiários e assimiliado o espírito da equipe, a esperança é poder fazer melhor na temporada que vem e, quem sabe, tentar disputar uma vaga para a Liga Europa.

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