Seleção italiana

1, 2, 3, testando

O time titular que enfrentou a Inglaterra nesta quarta-feira: muitas novidades e algumas gratificantes surpresas (FIGC.it / vivoazzurro.it)
Jogando em Berna (Suíça), a Itália trazia duas óbvias novidades contra a Inglaterra. A primeira delas, logo de cara era a estreia do novo uniforme, que faz homenagem ao título mundial de 1982. A outra era uma seleção cheia de caras novas, que ganharam espaço para observação de Cesare Prandelli, logo após o vice na Euro, muito por causa da participação de jogadores de Juventus e Napoli na Supercoppa, disputada no sábado, em Pequim (China). Até pela renovada seleção, a Itália acabou largando com derrota em 2012-13, para o mesmo English Team que havia dominado com autoridade em campos ucranianos, menos de um mês atrás.
O 2 a 1 é compreensível,  pelo pouco tempo de trabalho que Cesare Prandelli teve com os novos jogadores, os vários desfalques e a mudança de comportamento do time. De volta ao 4-3-3 de tempos atrás, o time se mostrou mais efetivo no ataque, explorando a velocidade e técnica de seu trio ofensivo (formado por Diamanti, Destro e El Shaarawy – os dois últimos estreantes), municiados por um meio de campo (Aquilani, De Rossi e Nocerino) com passe qualificado, mas de pouca “chegada”.
Atrás, a linha defensiva (Sirigu; Abate, Astori, Ogbonna e Balzaretti) se mostrava segura, porém apresentando os já velhos problemas nas laterais. O English Team por sua vez, procurava mais contragolpear. E esse foi o ritmo do primeiro tempo, com a Squadra Azzurra tendo o domínio da posse de bola e criando mais chances, enquanto a Inglaterra de Roy Hodgson tentando encaixar um contra-ataque. Mas foi apenas na bola parada que o placar saiu do zero. Primeiro com o capitão De Rossi em ótima cobrança de escanteio de Diamanti, aos 15’. Depois com Jagielka, empatando em cobrança de corner de Lampard, aos 27’.
Após o empate inglês, o ritmo do jogo caiu e pouco de interessante se viu até o intervalo. Na volta ao gramado, Prandelli veio com duas mudanças: Peluso no lugar de Balzaretti e o 4-3-1-2 de volta, com Diamanti à frente do trivote. E apesar do 4-3-1-2 ter voltado, o time de Prandelli não apresentou a mesma proposta de jogo da Euro, ainda insistindo na velocidade de seu trio ofensivo, quase sempre servidos por meio de passes curtos ou longos de Aquilani ou De Rossi, principalmente. A mudança tática fez Hodgson também alterar um pouco o posicionamento de sua equipe, mas em ambos os lados, poucas chances foram criadas.
No meio do segundo tempo, Prandelli propôs mais mudanças, já que o jogo era para observação, e manteve o 4-3-1-2. Entraram Verratti (saiu Diamanti) e Gabbiadini (El Shaarawy), e posteriormente Poli (Aquilani). Com dois centroavantes (porém participativos) e Verratti nos 3/4, o time conseguiu voltar a se impor por meio da posse de bola, agora com um meio de campo mais criativo e “pensante”, mas igualmente combativo, com Poli e Nocerino se desdobrando para não comprometer Abate e Peluso, que subiam bastante. O lateral da Atalanta (curiosamente, a equipe nerazzurra tinha a base da seleção, com três jogadores) quase marcou a favor, em uma chegada frente a Ruddy, e contra, após desviar cobrança de falta.
Apesar de toda a insistência, os italianos continuavam falhando nas conclusões. E como “quem não faz, leva”, a Inglaterra, em rápido contra-ataque, virou com Defoe, aos 80’. O atacante do Tottenham venceu sem maiores dificuldades Abate e concluiu bem da entrada da área, com um chutaço indefensável. O gol pareceu ter desestabilizado o time, que mesmo com as entradas de Schelotto no lugar de Abate e Fabbrini no lugar de Destro, não conseguiu o empate nos minutos finais.
Mesmo derrotada, a “renovada” (e desfalcada) Itália teve boa apresentação, principalmente se consideramos o altíssimo número de estreias – ao todo, foram oito; a maioria de jogadores que “subiram” da sub-21. Entre os vários testes feitos, menção honrosa para a jovem dupla de zaga formada por Astori e Ogbonna (esse principalmente), Poli, Verratti e Destro, e negativa para um sumido El Shaarawy. 

O próximo confronto da Itália, já com uma equipe mais experiente, será compromisso oficial: a equipe enfrenta a Bulgária, dia 7 de setembro, já pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014, e volta a entrar em campo contra Malta, dia 11, antes de testes mais complicados, também pelas eliminatórias, contra uma Armênia em boa fase e a tradicional Dinamarca, 12 e 16 de outubro, respectivamente.

Enquanto isso no sub-21…
Em amistoso contra a Holanda, os garotos do time sub-21 italiano venceram com tranquilidade e, no sonoro 3 a 0, apresentaram um bom futebol na estreia de Devis Mangia – o ex-técnico do Palermo, substituiu Ciro Ferrara, que assumiu o comando da Sampdoria. No mesmo 4-4-2 de Ferrara, e que o próprio Mangia costuma trabalhar, o destaque ficou para Insigne, que atuou como extremo-esquerdo, com a mesmo liberdade que tinha no Pescara de Zdenek Zeman. 

Os gols foram marcados por Insigne, Immobile e Florenzi. Em sua estreia, Mangia escalou o seguinte time titular: Bardi (Novara/Inter); Donati (Lecce/Inter), Caldirola (Cesena/Inter), Capuano (Pescara) e Frascatore (Sassuolo/Roma); Florenzi (Roma), Marrone (Juventus), Viviani (Padova/Roma) e Insigne (Napoli); Immobile (Genoa) e De Luca (Varese).

Insigne e Florenzi comemoram um dos 3 gols sobre a Holanda: ambos se destacaram, um jogando pela esquerda, o outro pela direita. Na temporada 2012-13, deverão receber minutos preciosos por Napoli e Roma, respectivamente (Gazzetta / KeyPressMedia)
Ficha Técnica
Itália (4-3-3/4-3-1-2): Sirigu; Abate (Schelotto), Astori, Ogbonna, Balzaretti (Peluso); Aquilani (Poli), De Rossi, Nocerino; Diamanti (Verratti), Destro (Fabbrini), El Shaarawy (Gabbiadini). Técnico: Cesare Prandelli
Inglaterra (4-4-1-1): Butland (Ruddy); Walker, Cahill, Jagielka (Lescott), Baines (Bertrand); A. Johnson, Carrick, Lampard (Livermore), A.Young (Milner); Cleverley; Carroll (Defoe). Técnico: Roy Hodgson

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