Liga dos Campeões

Napoli peca e fica em situação difícil

O Napoli caiu frente ao Dortmund e, a partir desta derrota, dificulta a sua continuidade na Liga dos Campeões (Associated Press)

O Napoli tinha dois resultados que o favoreceriam nesta terça no Signal Iduna Park. Porém, nenhum deles aconteceu: o time amargou a derrota, que dificultará muito a classificação dos italianos na última rodada. Na Alemanha, ficou claro que o Dortmund jogava uma decisão e os azzurri faziam apenas mais um jogo, sem a mesma intensidade dos alemães. Rafa Benítez discorda disso: “o pênalti mudou tudo, pois nós fizemos uma grande partida, uma boa apresentação, contra um dos melhores times da Europa”. Ambas as equipes entraram no 4-2-3-1, mas enquanto os aurinegros jogavam com marcação avançada, os partenopei esperavam no campo defensivo.

A postura napolitana deu espaço para as chegadas do Dortmund. Em um escanteio cobrado por Reus, Fernández agarrou acintosamente Lewandowski, pênalti que o camisa onze borussiano bateu e converteu. Já dominado, não ajudou em nada para o Napoli ter sofrido o gol cedo. A equipe contou com defesas de Pepe Reina para segurar o placar desta forma até conseguir entrar no jogo.

Os partenopei equilibraram as ações, mas com o armador central Pandev (Hamsík foi desfalque) muito apagado, foi em um lance de Higuaín na armação que o time teve a melhor jogada. O argentino saiu da área, fez ótimo passe na ponta-direita para Callejón, que invadiu a área, e bateu na trave. Com muitos atacantes na linha de três atrás de Higuaín (Pandev, Mertens e Callejón), a decisão de Benítez por deixar Insigne no banco foi muito questionada por torcedores e jornalistas.

O Dortmund tinha velocidade, movimentação entre os meias e o jogo fluía tanto pelo centro quanto pelas pontas, onde os ofensivos laterais Maggio e Armero sofriam bastante. Por isso, mesmo dominado, o Napoli não saiu perdendo por mais por conta de Reina, que, ao todo, fez três defesas dentro da grande área no primeiro tempo. Benítez pareceu satisfeito com o rendimento dos partenopei, pois não voltou com nenhuma mexida para os últimos 45 minutos. 

Os azzurri recomeçaram melhor e o jogo seguiu aberto. Mas, um lance representativo disso, mudou a partida. Callejón descobriu Higuaín dentro da área, porém o atacante parou em Weidenfeller. No contra-ataque, Lewandowski fez um passe que deixou Reus livre nas costas da defesa. O camisa onze rolou para Błaszczykowski marcar o 2 a 0. A defesa napolitana não conseguiu acompanhar a velocidade do ataque aurinegro. O segundo gol fez Benítez mudar o time, e o inconstante Callejón deu lugar a Insigne. O jovem italiano entrou e incomodou bastante o lado direito da defesa do Dortmund. 

Mais avançado no campo, o Napoli aproveitou um erro na saída de bola de Kehl e Higuaín apareceu mais uma vez para armar o jogo. O passe do argentino encontrou Insigne que bateu por cima de Weidenfeller e colocou os napolitanos de volta à partida. Porém, se no gol, foi bom ter a equipe posicionada bem à frente, desta forma, os partenopei deram espaço para o mortal contra-ataque dos aurinegros. Na primeira vez, Reina salvou, mas depois Aubameyang recebeu novamente na frente do goleiro napolitano e não falhou, jogou por cima dele e marcou. Faltando praticamente dez minutos para o fim da partida, o Napoli não teve forças para buscar o segundo gol, que mudaria um pouco a situação dos azzurri na última rodada. 

Agora, na última rodada, para não depender de um improvável tropeço do Borussia Dortmund contra o Olympique de Marselha, o Napoli terá que vencer o Arsenal por 3 a 0. A missão no dia 11 de dezembro não é impossível, mas será muito difícil e, por isso, o San Paolo poderá ser o diferencial. Em casa, o time venceu as duas partidas que fez na Liga dos Campeões. Porém, até aqui, nenhuma das vitórias foi pela diferença que precisará na partida derradeira para se classificar. 

Borussia Dortmund 3-1 Napoli 

Borussia Dortmund (4-2-3-1): Weidenfeller; Großkreutz, Sokratis, Bender, Durm; Sahin, Kehl (C); Błaszczykowski (68’ Aubameyang), Mkhitaryan, Reus (80’ Piszczek); Lewandowski (89’ Schieber). Técnico: Jurgen Klopp. 

Napoli (4-2-3-1): Reina; Maggio, Fernández, Albiol, Armero; Dzemaili (62’ Inler), Behrami; Callejón (66’ Insigne), Pandev (75’ Zapata), Mertens; Higuaín. Técnico: Rafa Benítez. 

Árbitro: Carlos Velasco Carballo (ESP) 

Gols: Reus (9′), Błaszczykowski (60′), Insigne (71’) e Aubameyang (78’).

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