Serie A

15ª rodada: Briga requentada

Nainggolan foi o autor de uma proeza que deixou a Roma próxima da Juve (LaPresse)

Depois de uma rodada em que os times de Gênova foram destaques, era chegada a hora da prova. Sampdoria e Genoa enfrentariam, respectivamente, líder e vice-líder do campeonato, Juventus e Roma. Apesar do equilíbrio em ambas as partidas, ficou a impressão de que é a Samp que está mais preparada para lutar na parte mais alta da tabela. A equipe, que tem tido bom retrospecto contra a Juve, voltou a dar trabalho e arrancou um valioso empate em Turim. Bom para a Roma, que foi até o estádio Luigi Ferraris, derrotou os grifoni e encostaram outra vez na Velha Senhora, que agora tem apenas um ponto de frente.

 

A 15ª rodada do Campeonato Italiano teve ainda a reação da dupla de Milão. Milan e Inter se reencontraram com a vitória e mantém a chama do sonho Liga dos Campeões acesa. Um sonho ainda maior para a Lazio, que atuou bem outra vez e assumiu a terceira posição, empatada em número de pontos com Sampdoria e Genoa. Acompanhe o resumo da rodada.

Genoa 0-1 Roma
A Roma entrou em campo já sabendo do tropeço da
Juventus contra a Sampdoria, em casa, e, portanto, com a noção de que
uma vitória contra o Genoa a colocaria a apenas um ponto da liderança.
Fora de casa, os comandados de Rudi Garcia não se deixaram dominar e
criaram as principais ações do início da partida, com um Nainggolan em
grande forma, defensiva e ofensivamente, e Florenzi e Ljajic chegando
muito bem pelos lados do campo. Quando tudo parecia caminhar bem para a
Roma, porém, um lance encheu de incertezas os torcedores: Nainggolan
sofreu pênalti e o goleiro Perin foi expulso. Com o estreante Lammana na meta,
Ljajic bateu e errou a cobrança. Outra romada à vista?

“Não”,
respondeu Nainggolan, nome do jogo, 10 minutos depois. O belga acertou
belo voleio da entrada da área, após cruzamento de Maicon, e fez 1 a 0
para os giallorossi. Matri ainda teve boa oportunidade para empatar, no
fim do primeiro tempo, mas De Sanctis fez boa defesa. Na etapa final,
então, faltas e protestos tomaram o lugar do futebol. O técnico do
Genoa, Gasperini, foi expulso ainda no intervalo. Dentro de campo, o
jogo ficou feio e muito agressivo. Só no fim, já aos 47 minutos, nova
jogada de gol: Rincón marcou de cabeça, após cruzamento, mas teve o gol
anulado (corretamente) pelo juiz. No final do jogo, Holebas ainda mostrou o dedo médio para torcedores do Genoa e pode pegar um gancho. Com a derrota, o Genoa perde a
terceira posição para a rival Sampdoria, enquanto a Roma volta a
incomodar a Juve na luta pelo scudetto. (Rodrigo Antonelli)

Juventus 1-1 Sampdoria
A Sampdoria acabou com uma série de 25
vitórias seguidas da Juve em seu estádio ao arrancar um empate em 1 a 1.
Marchisio retornou ao time titular após perder o jogo contra o Atlético
de Madrid, pela Liga dos Campeões, porque estava com febre. Ele cobrou o
escanteio na cabeça de Evra, lance que originou o primeiro gol da
partida. A jogada de bola parada se assemelhou bastante às de Pirlo no
torneio continental, indicando a nova tática ensaiada pelo técnico
Massimiliano Allegri. O primeiro tempo de amplo domínio bianconero impressionou, por pela primeira vez na temporada a forte Sampdoria de Mihajlovic ter se visto contra as cordas – há quem diga que a Juve jogou melhor neste pedaço do jogo do que na goleada contra a Lazio.

O
técnico da Sampdoria deu seu tradicional esporro na equipe nos vestiários e colocou Gabbiadini no intervalo. O atacante, que
vive a especulação de saída para o Napoli, integrou o ótimo tridente ofensivo ao lado de Okaka e Éder e deixou o marcador igual com
um bonito chute de canhota, sem chances de defesa. Ele só não marcou outro
pois Buffon fez excelente intervenção com apenas uma das mãos, já no final da partida. O
terceiro empate seguido na temporada foi conquistado exatamente contra o
último adversário que derrotou a Juve em Turim, em janeiro de 2013. (Murillo Moret)

Lazio 3-0 Atalanta

A Lazio segue sua ascensão na Serie
A. Depois de vencer o Parma, a equipe aproveitou a sequência contra
times da parte de baixo da tabela e venceu a Atalanta, resultado que lhe
permitiu assumir a terceira colocação, deixando os bergamascos mais
perto da zona de rebaixamento. Em campo, o primeiro tempo foi
fraquíssimo. Nas poucas ações ofensivas, os ataques deram pouco trabalho
para os goleiros.

Pioli trabalhou bem no vestiário e a Lazio
voltou melhor no segundo tempo. Aos 6, bela jogada pela direita e Mauri
aproveitou o cruzamento de Felipe Anderson para abrir o placar. Os
biancocelesti dominaram a segunda etapa e chegaram ao segundo gol,
novamente através da dupla Felipe Anderson-Mauri. O brasileiro costurou
na frente da área e deixou para o capitão bater colocado no canto de
Sportiello. Já no final, Lulic completou o placar. Os nerazzurri, porém,
reclamam de um pênalti em D’Alessandro, quando a partida ainda tinha
vantagem mínima dos donos da casa. (Caio Dellagiustina)

Milan 2-0 Napoli
Uma vitória pra lavar a alma.
Depois de tanto tempo sem vencer o Napoli, enfim o Milan ganhou e, em
meio a tanta irregularidade, ficou com três pontos fundamentais para passar o
próprio time napolitano e seguir com o terceiro lugar próximo.
Sampdoria, Genoa e Lazio dificilmente manterão esses resultados no
próximo semestre, e quem estiver mais próximo e for mais regular, terá
vantagem.

Para o Napoli, outro duro tropeço, atuação fraca do
sistema defensivo e imprecisão do ofensivo (contra um inspirado Diego López,
vale a menção). No caso do Milan, alguns detalhes importantes, como a
volta de Montolivo, bem na partida e coordenando associações com
Bonaventura, Ménez e Armero pela esquerda, por onde resultaram os dois
gols. O primeiro deles, logo aos 6, quando Bonaventura lançou Ménez nas costas
da defesa e o francês bateu Rafael, depois de deixar dois adverários para trás. O segundo, dessa vez no início do
segundo tempo, aconteceu quando Armero colocou a bola na cabeça de Bonaventura,
que iniciou e terminou a jogada com bonita cabeçada, sempre com muita
facilidade contra a defesa napolitana. O placar ainda poderia ser maior, mas Poli desperdiçou jogada criada por Ménez, e o próprio francês teve bela jogada individual travada por Koulibaly. (Arthur Barcelos)

Cesena 1-4 Fiorentina
As
vitórias, enfim. A Fiorentina de Montella não tem apresentado um futebol dos
mais agradáveis ultimamente, mas os três
pontos têm sido conquistados. É a terceira vitória em quatro jogos –
sendo o outro um empate com a Juventus -, com direito a fato curioso: todos os triunfos foram fora de
casa. A defesa, antes um problema, tem se saído bem com o trio Savic,
Gonzalo Rodríguez e Basanta. Mais à frente, Mati Fernández, Alonso e Joaquín, antes reservas, tem se destacado, uma vez que Cuadrado vem em má fase, Borja Valero está menos
influente e Gómez vive jejum de gols e momento de baixa técnica.

No Dino Manuzzi, os torrcedores viram um primeiro tempo sem
grandes emoções, com domínio viola, mas sem brilho. O primeiro gol saiu
já no fim, quando, após escanteio, a bola sobrou para Valero chutar
firme no canto de Leali. O segundo veio aos 47, no início da segunda
etapa, novamente na bola parada: Fernández cobrou falta e Savic, na
pequena área, desviou. Para dar uma esquentada no jogo, Neto fez
lambança incrível em recuo de Savic, não prestando atenção na jogada e
permitindo gol contra do montenegrino – segundo Montella, o goleiro foi atrapalhado pela velocidade que a bola ganhou no gramado sintético. O Cesena tentou reagir, não
conseguiu e ainda perdeu Volta, expulso. Na jogada seguinte ao vermelho, mais uma
vez a bola parada viola funcionou: após escanteio, Pizarro cruzou na área e
Gonzalo acertou cabeceio certeiro. Aos 93, na última jogada da partida,
El Hamdaoui deu sinal de vida e fez o quarto depois de bate-rebate. (AB)

Chievo 0-2 Inter
Enfim, a vitória. Depois de cinco jogos sem conseguir somar os três pontos, a Inter voltou a sair triunfante de um campo italiano, dando a Mancini sua primeira vitória na Serie A desde que voltou ao comando técnico da equipe. O incrível é que o campeonato está tão equilibrado e as equipes tem tropeçado tanto que, mesmo sem vitórias por um mês e meio, a Beneamata ainda está apenas 6 pontos atrás da Lazio, terceira colocada. Sonhar com dias melhores é possível em La Pinetina, e vencer a própria equipe romana, no domingo, será fundamental. Para o Chievo, após cinco jogos sem derrota, momento de se recompor e buscar a recuperação na última rodada de 2014, no clássico contra o Verona.

No campo do Bentegodi, a Inter dominou desde os minutos iniciais, e mostrou alguns de seus melhores momentos de futebol neste ano. O primeiro gol do jogo aconteceu logo aos 19 minutos, quando Nagatomo cruzou mal para a área, Icardi ajeitou e Kovacic aproveitou, batendo no canto de Bizzarri. Depois do gol, o Chievo tentou agredir, mas Handanovic estava bem colocado para realizar boas defesas – e, quando não pode, o chute de Paloschi passou perto. No segundo tempo, depois que Radovanovic tirou bola em cima da linha e a Inter ganhou escanteio, a sequência da jogada originou o gol que fechou o placar. D’Ambrosio cruzou e o capitão Ranocchia desviou para as redes. Com a vitória praticamente assegurada, Mancini experimentou uma variação tática e colocou a equipe no 4-2-3-1. O time até jogou bem nos contra-ataques, e até desperdiçou chances de aumentar o placar, com Guarín e Palacio, que erraram demais no jogo. (Nelson Oliveira)

Udinese 1-2 Verona
O
Verona conseguiu uma boa vitória no clássico diante a Udinese – apenas a
terceira em partidas válidas pela Serie A longe de casa, e reencontrou-se com os triunfos após dois meses. O jogo estava
sem emoções até que Di Natale se antecipou a Rodríguez para cabecear o
cruzamento realizado por Bruno Fernandes. O atacante marcou seu gol de
número 201 no campeonato. Toni deixou tudo igual antes do intervalo,
quando dominou a bola dentro da área e chutou por entre os marcadores.
Na comemoração, ele mostrou uma camisa em referência aos 300 tentos
marcados na carreira.

Porém, em dia de gols históricos, foi
outro nome (e que nome) que roubou a cena. Christodoulopoulos, que já
havia dado assistência para o gol de Toni, deixou o dele 90 segundos
após o
começo do segundo tempo. O grego chutou por entre as pernas do
compatriota
Karnezis para virar o jogo. O confronto no Friuli não terminou empatado
porque Benussi defendeu o que seria gol contra de Rafa Márquez e
Fernandes falhou ao tentar a finalização após jogada errada de Pasquale.
(MM)

Palermo 2-1 Sassuolo
Pra
iniciar a rodada, jogo quente e emocionante na Sicília, entre dois dos times em melhor forma recente nesta temporada. O roteiro foi bastante movimentado, tal qual o de um filme de muito suspense e ação. Primeiro, um gol cedo dos
donos da casa, seguido de pressão dos visitantes, chances desperdiçadas pelos
anfitriões e expulsão do goleiro dos neroverdi. No segundo ato, gol de empate
quase no fim, resposta dos rosanero com gol anulado e depois com um
válido, decretando a vitória. Para fechar, uma machadada do capitão dos
hóspedes no craque dos mandantes, resultando na segunda expulsão do jogo. Ufa.

A
vitória coloca o Palermo na primeira metade da tabela e à frente do
próprio Sassuolo, interrompendo a série de oito jogos sem derrotas dos
emilianos. Já para o time de Iachini, Dybala e Vázquez, são sete jogos sem
derrotas e quatro vitórias. Parece que, enfim, um treinador rosanero
comerá o panetone sem a corda no pescoço – o último que comeu foi Delio Rossi, o último a ter conseguido sequência igual, em 2010. E graças também aos jovens talentos
Dybala e Belotti. O primeiro com outra boa partida, dando assistência
pro gol de Rigoni aos 3 minutos, e o segundo entrando no fim para
mostrar sua estrela, como já mostrara na seleção sub-21, marcando o gol
da vitória. Para o Sassuolo, que tanto pressionou e jogou bem, uma derrota
dura de engolir. Os desfalques de Peluso, Vrsaljko e Berardi se mostraram fundamentais. Para o próximo jogo, contra o Cesena, eles estão de volta, mas Consigli e Cannavaro cumprem suspensão. (AB)

Empoli 0-0 Torino
Empate
sem gols entre Empoli e Torino, no Carlo Castellani. Mesmo na parte de
baixo da tabela o ponto conquistado foi considerado bom pelas duas
equipes, que se afastaram um pouco mais da zona de perigo e mantêm a
invencibilidade de ambos. No lado azzurro, já são cinco jogos sem
perder, enquanto no lado granata, o terceiro jogo sem derrota, incluindo
a goleada sobre o Kobenhavn, pela Liga Europa.

Movimentada no
início, a partida exigiu dos defensores. Gillet pegou as duas melhores
chances do Empoli, ambas com Verdi, enquanto Martínez, o melhor em campo
pelo Toro, parou em Sepe. Na segunda etapa, as entradas de Zielinski e
Pucciarelli deixaram o Empoli mais incisivo no ataque, dando trabalho ao
goleiro belga dos visitantes, que evitou a derrota. No final da
partida, duas perdas, uma por expulsão e outra por lesão, fizeram o
Torino terminar a partida com jogadores a menos. (CD)

Parma 0-0 Cagliari
O
lanterna Parma voltou a somar um ponto após cinco derrotas seguidas,
mas continua longe de dar confiança a seus torcedores. Contra outra
equipe que ocupa a zona de rebaixamento, o time de Roberto Donadoni
pouco – ou nada – produziu, jogando em casa. Não à toa, no fim da
partida tudo que o técnico conseguiu elogiar foi o espírito de seus
comandados dentro de campo: “Faltou brilhantismo e lucidez, mas
mostramos que temos força para correr atrás”, disse. Com a mudança de
presidência quase consolidada – Tommaso Ghirardi está finalizando a venda a um grupo russo-cipriota –, agora a equipe espera mais paz nos bastidores para
focar no campeonato. A tarefa, no entanto, será dificilíssima: o Parma tem apenas 6 pontos – pode chegar a apenas 9 em 2014. Para efeitos de comparação, o Catania, lanterna na última temporada, tinha 10 pontos nesta mesma fase da temporada. A situação é ainda pior porque os crociati podem perder mais dois pontos (já perderam um) por causa de pagamentos atrasados.

Do outro lado, o Cagliari sem Ibarbo e
Sau no ataque teve dificuldades para agredir os donos da casa e não
conseguiu boas chances, ajudando a deixar o jogo sem emoções. Zeman
admitiu a dificuldade do time diante do Parma e culpou a situação ruim
na tabela para deixar seus jogadores com medo de atacar – são três jogos sem marcar gols, algo impensável para um time treinado pelo checo ofensivista. Os rossoblù já
chegam à sétima partida sem vitórias. A última foi contra o Empoli, em
outubro. Assim, os poucos 12 pontos mantêm os sardos na zona de
rebaixamento, dois pontos atrás do Torino, primeiro time fora da degola.
(RA)

Relembre a 14ª rodada aqui.
Confira estatísticas, escalações, artilharia, além da classificação do campeonato, aqui.

Seleção da rodada
Diego López (Milan); Ranocchia (Inter), Rodríguez (Fiorentina), Mexès (Milan); Christodoulopoulos (Verona), Nainggolan (Roma), Mati Fernández (Fiorentina), Mauri (Lazio), Bonaventura (Milan); Gabbiadini (Sampdoria), Felipe Anderson (Lazio). Técnico: Sinisa Mihajlovic (Sampdoria).

1 comentário

  • Boa noite,primeira vez que comento algo aqui neste blog.
    Sou fã de vocês e parabenizo todos que participam deste blog.
    Só uma coisa,adoro o Napoli e vi o jogo contra o Milan,então lhes digo,o Menez fez um partidaço,então não deveria estar nesta seleção da rodada ?
    Nem no P.S.G. o vi jogar como domingo.
    Abs , Nielsen Macario

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