Liga dos Campeões

12 anos de disciplina

Mais experiente do elenco juventino, Buffon jogou na última vez que a
Velha Senhora alcançou as semifinais (Bleacher Report)

Gianluigi ​Buffon estava com 25 anos quando atingiu a semifinal da Liga dos Campeões pela última vez. Ao seu lado, em campo, estavam Alessandro ​Del Piero, ​Pavel ​Nedved e Antonio ​Conte. Os dois últimos também presenciaram a classificação ante o Monaco, porém, como espectadores nas tribunas do Louis II, como diretor do clube e técnico da seleção italiana, respectivamente. Aos 37 anos, o goleiro passa longe de ser um menino. Ele achava que não esperaria 12 temporadas para estar entre os quatro melhores times continentais. Se esperar tanto é questionável, a conquista é louvável.

Depois de três temporadas falhadas sob comando de Conte, a meta atribuída a Massimiliano Allegri foi alcançar as quartas de final. Só que enfrentar o Monaco foi muito mais complicado que eliminar o Dortmund, segundo os bianconeri. Na casa adversária, a Juve cumpriu o estereótipo italiano defensivo e segurou os franceses.

A defesa da Juventus, mais uma vez, se mostrou extremamente eficiente. Não à toa, não sofre gols em cinco dos últimos seis jogos da Liga – e em oito de nove partidas oficiais. O goleiro foi exigido não tantas vezes, se comparado com o confronto em Turim. Buffon defendeu uma finalização de longa distância de Kondogbia e foi ágil para dividir com Berbatov após erro de Vidal. Barzagli, que começou como titular, não marcou gol contra depois de cruzamento de Bernardo simplesmente porque a bola não quis entrar. Na sequência, desviou um chute potente de João Moutinho.

Isso sem falar em outras duas oportunidades criadas pelo Monaco, mas que não chegaram a Buffon. Na primeira, Chiellini parou um ataque francês ao colocar a mão na bola – ficou barato; ele levou apenas o cartão amarelo. Na segunda, o cruzamento da esquerda passou por todo mundo e Evra, na pequena área, chutou para longe. Abdennour ficou desesperado, pois estava armando a finalização quando o lateral bianconero rebateu.

Allegri revelou ao término da partida que a dupla de ataque tinha passado mal às vésperas do jogo. Tévez foi liberado para o confronto horas antes do embate; Morata vomitou assim que foi substituído por Llorente. O mal-estar certamente afetou fisicamente os atacantes da Juve, que criaram apenas uma chance – Tévez, com assistência de Morata. A mais clara oportunidade de gol italiano aconteceu no último minuto, em falta de Pirlo que acertou o travessão.

Os jogadores importantes da Velha Senhora mostraram que são decisivos nos momentos críticos. A dificuldade da partida colocou à prova a disciplina do time, uma vez que a vantagem era toda da Juventus. Seja contra Barcelona, Bayern de Munique ou Real Madrid, os italianos são as zebras da semifinal. Mesmo que Leonardo Bonucci afirme que a fase não é a linha de chegada.

Dos três adversários, as performances na década passada contra os madrilenhos indicam um confronto mais parelho, historicamente. Na última semifinal alcançada, em 2002-03, a Juventus venceu o Real no agregado por 4 a 3. Em 2005, eliminou os espanhois nas oitavas com gol de Zalayeta na prorrogação. Em 2008-09, Del Piero foi aplaudido de pé no Santiago Bernabéu após mais uma vitória, enquanto na temporada passada, mesmo sem ganhar, a Juve fez boas apresentações na fase de grupos. Agora é esperar o sorteio, que acontece nesta sexta.

Monaco 0-0 Juventus

Stade Louis II, quartas de final, Liga dos Campeões

MONACO: Subasic; Fabinho, Raggi, Abdennour e Kurzawa; Toulalan (Berbatov), Kondogbia, Bernardo Silva, João Moutinho e Ferreira Carrasco (Matheus Carvalho); Martial (Germain) T: Leonardo Jardim

JUVENTUS: Buffon; Barzagli, Bonucci e Chiellini; Lichtsteiner, Marchisio, Pirlo, Vidal (Pereyra) e Evra (Padoin); Tévez e Morata (Llorente) T: Massimiliano Allegri

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