Serie A

22ª rodada: em fim de semana de ’empatite’, Juve tropeça e Napoli reduz desvantagem



A 22ª rodada do Campeonato Italiano foi marcada por muitos empates – seis, para ser mais preciso. Naquele que talvez tenha sido o mais relevante deles e o melhor jogo da rodada, Gervinho anotou uma importante doppietta para ajudar o Parma buscar a desvantagem de dois gols contra a Juventus, em pleno Allianz Stadium, e decretar um raro tropeço dos bianconeri em seus domínios. Com isso, o Napoli, que vencera a Sampdoria um pouco antes, reduziu a distância da líder para nove pontos. O fim de semana ainda viu o acirramento nas brigas por vagas europeias e contra o rebaixamento. Confira o resumo da rodada!

Juventus 3-3 Parma
Ronaldo (Matuidi), Rugani (Ronaldo) e Ronaldo (Mandzukic) | Barillà (Kucka), Gervinho (Kucka) e Gervinho

Tops: Ronaldo (Juventus) e Gervinho (Parma) | Flops: Perin (Juventus) e Gagliolo (Parma)

Cristiano Ronaldo teve uma grande noite no Allianz Stadium, com direito a doppietta e assistência, mas nem mesmo a exibição de gala do craque, que tomou a artilharia do campeonato, bastou para que a Juventus ganhasse do Parma. Desde que o trio BBC foi formado, em 2011, esta foi a primeira vez em que a Velha Senhora não pode contar com Barzagli, Bonucci e Chiellini ao mesmo tempo – antes disso, ao menos um deles estava disponível, nem que fosse no banco de reservas. A ausência do triunvirato se fez sentir e a defesa bianconera ruiu diante de Gervinho e companhia.

O jogo começou bastante estudado, com Cristiano Ronaldo sendo bem marcado por Bruno Alves. Isso deixou a Juventus muito propensa a utilizar o setor direito, que tinha Cancelo e Douglas Costa. Até os 30 minutos do primeiro tempo, a dona da casa pouco conseguia criar, até que Allegri fixou Cristiano pelo lado esquerdo e adiantou Matuidi para infiltrar e criar espaços. A estratégia funcionou e, foi do francês o passe para Ronaldo marcar o primeiro gol da partida.

O jogo ficou bem amarrado depois do 1 a 0 e só voltou a esquentar aos 62 minutos, quando Rugani aproveitou uma bola rebatida em Cristiano Ronaldo para marcar o segundo dos mandantes. Parecia que a Juve venceria com facilidade, mas o Parma respondeu, por intermédio da velocidade das pernas de Gervinho e da experiência de Kucka. Fato é que a partida pegou fogo e teve três gols entre os 64 e os 74 minutos. Primeiro, a defesa juventina deixou um buraco e Kucka só lançou para Barillà descontar, de cabeça. Na sequência, Ronaldo não teve dó do pobre Iacoponi e subiu muito mais alto para ampliar, com o mesmo fundamento. Só que Gervinho apareceu para reduzir a vantagem de novo e dar um fio de esperança aos crociati.

Nesse cenário, os líderes do campeonato precisavam apenas controlar o jogo para mais uma vitória. Entretanto, a Juve cometeu harakiri. Aos 93, Mandzukic afastou mal, a defesa não conseguiu concluir o corte e Inglese só rolou para o centro da área: Rugani tentou desviar, mas Gervinho apareceu sozinho, sob o olhar leniente de Bentancur, para chapar para o gol. Perin ainda errou e espalmou fraco, para as próprias redes. O importante ponto manteve os gialloblù no meio da tabela, em contato com o pelotão europeu.

Roma 1-1 Milan
Zaniolo | Piatek (Lucas Paquetá)

Tops: Zaniolo (Roma) e Donnarumma (Milan) | Flops: Florenzi (Roma) e Bakayoko (Milan)

A Roma chegou para o confronto direto contra o Milan com uma sequência de quatro jogos sem derrotas no campeonato, o que aconteceu pela primeira vez na temporada. No entanto, a torcida compareceu ao Olímpico com a confiança abalada pelo 7 a 1 sofrido diante a Fiorentina na Coppa Italia. Do outro lado, o Diavolo esbanjava otimismo, já que atravessa seu melhor momento na temporada, com Paquetá e Piatek mostrando serviço. Ademais, Donnarumma recuperou a ótima forma e vem sendo diretamente responsável pelo fato de a defesa dos rossoneri ser a menos vazada do torneio desde dezembro. Mais uma vez, o goleiro foi vital para que seu time somasse um ponto importante.

Os giallorossi começaram o jogo bastante pilhados, com o jovem Zaniolo comentendo duas faltas que poderiam ter resultado em sua expulsão. A ideia de Di Francesco de ter Florenzi como um ponta pela esquerda não funcionou muito bem e Kolarov precisou de um esforço muito grande para ser efetivo no setor. No Milan, impressiona o modo como Lucas Paquetá já consegue dominar o meio-campo do Diavolo, sendo o homem que recebe entre linhas para acelerar o jogo. Do ex-jogador do Flamengo é que nasceu o primeiro gol do jogo. O brasileiro recebeu pela esquerda, protegeu a bola dos marcadores e cruzou na medida para Piatek antecipar a zaga e marcar seu terceiro gol no Olímpico no campeonato – pelo Genoa, o polonês marcara contra os dois times capitolinos.

Após o gol do Milan, o panorama do jogo mudou, com a Roma assumindo uma postura mais agressiva e Zaniolo se tornando um tormento para Bakayoko. Donnarumma salvou sua equipe de tomar o empate antes do intervalo, com lindas defesas em sequência – primeiro na cabeçada de Zaniolo, e na finalização de Dzeko, no rebote. O time romano não perdeu intensidade na volta do intervalo e logo no primeiro minuto do segundo tempo, o ativo Zaniolo aproveitou o a espirrada de taco de Musacchio e anotou seu terceiro gol no campeonato. O jogo foi se equilibrando, na medida em que o cansaço chegou para as duas equipes. A posse de bola ficou bem dividida e o número de finalizações também, após o 1 a 1. Contudo a Roma foi mais perigosa e Donnarumma fechou o gol, sendo o melhor jogador da partida. O empate deixou o Milan na quarta posição, com 36 pontos, e a Roma com um ponto a menos, dividindo o quinto posto com Atalanta e Lazio.

Atuação de alto nível de Donnarumma foi destaque no Olímpico (EFE)

Napoli 3-0 Sampdoria
Milik (Callejón), Insigne e Verdi (pênalti)

Tops: Callejón e Koulibaly (Napoli) | Flops: Murru e Andersen (Sampdoria)

O Napoli teve uma soberba atuação no San Paolo e aumentou a sequência invicta jogando em casa: agora são 17 jogos sem derrota. O jogo também serviu para acabar com a série de jogos em que Quagliarella foi às redes. O bomber campano não conseguiu superar Batistuta e ficou empatado com o argentino – ambos anotaram em 11 rodadas consecutivas.

De início, o time de Carlo Ancelotti atacou com frequência pelo setor esquerdo, com Mário Rui bastante avançado. Zielinski construía por dentro e Koulibaly atuava como direcionador ofensivo, estabelecendo um lado preferencial. Assim, o Napoli atraiu as tentativas de roubos de bola de Linetty e Ekdal para o flanco esquerdo e deixou Callejón confortável para acelerar na faixa de campo oposta. Dessa artimanha nasceu o 1 a 0: o espanhol recebeu e cruzou rasteiro para Milik fazer seu 12º gol no campeonato.

Na saída de bola, os mandantes logo recuperaram a posse e Zielinski acelerou para armar o contra-ataque com Callejón, que deixou Insigne na boa para aumentar o placar apenas um minuto depois. Com o tento de Lorenzinho, que vivia jejum desde novembro, o Napoli definiu a partida.

Como Andersen não teve uma boa noite, o time de Marco Giampaolo sofreu para escapar da pressão dos atacantes do Napoli e pouco criou, até a entrada de Gabbiadini no começo da segunda etapa. Com uma dupla de ataque formada por dois ex-jogadores dos partenopei, a Samp melhorou e conseguiu empurrar um pouco o rival, criando algumas chances de gol. Contudo, o jogo foi perdendo ritmo ofensivo e o time de Ancelotti voltou a dominar após os 75 minutos. Foi aí que Andersen completou sua péssima jornada ao abrir o braço e cometer o pênalti que definiu o placar: de volta após lesão, Verdi deu números finais ao jogo.

Inter 0-1 Bologna
Santander (Pulgar)

Tops: Pulgar e Soriano (Bologna) | Flops: Icardi e Perisic (Inter)

Ao vencer fora de casa no San Siro e quebrar a marca negativa de nove partidas seguidas sem vencer a Inter, o Bologna, do estreante Sinisa Mihajlovic, escancarou o momento de crise vivido por Luciano Spalletti e seus comandados. Icardi perdeu gols que não costuma perder; Brozovic errou passes fáceis e não conseguiu ter o peso costumeiro na saída de bola nerazzurra; De Vrij e Skriniar erraram bastante na defesa e as soluções buscadas pelo treinador se mostraram bastante contestáveis. Em suma: a Beneamata se mostrou totalmente perdida.

A não ser por mais força mental, foco e espírito de luta, o Bologna não apresentou algo especial ou qualquer significativa mudança de padrão de jogo em relação que ao que foi trabalhado por Pippo Inzaghi. Outra vez, a equipe foi bastante dependente de um Pulgar no meio-campo, e dos espamos de Palacio e Santander mais à frente. A equipe rossoblù marcou exatamente com o paraguaio, após cobrança de escanteio, aos 32 minutos do primeiro tempo. Depois disso, buscou fechar suas linhas e resistir.

O objetivo foi facilitado pela falta de poder de fogo de uma Inter bastante perdida e desfalcada. Única opção de atacante finalizador no banco, Martínez entrou mal no jogo e Spalletti acabou confiando ao zagueiro Ranocchia o posto de centroavante, a partir dos 79 minutos. Inclusive, foi do beque a melhor chance de empate do time, depois de um cruzamento de Dalbert.

Com o resultado, o Bologna celebrou seu primeiro triunfo como visitante em 14 meses, e fica apenas um ponto atrás do Empoli, primeiro time fora da zona de descenso. Já a Inter queimou quase toda a gordura que conseguira acumular e já se vê ameaçada por quatro times: ainda é terceira colocada, mas está apenas cinco pontos à frente do sétimo colocado. Em plena crise ofensiva, os nerazzurri passaram em branco nos três primeiros jogos do ano pela primeira vez desde 1956. A careca de Spalletti está quente: a pressão é grande e sua demissão só será evitada se o time reagir rapidamente.

Frosinone 0-1 Lazio
Caicedo (Luis Alberto)

Tops: Ciano (Frosinone) e Luis Alberto (Lazio) | Flops: Valzania (Frosinone) e Berisha (Lazio)

A Lazio havia vencido apenas três dos seus últimos 12 jogos no Campeonato Italiano e, mesmo com a classificação para as semifinais da Coppa Italia, Simone Inzaghi vive seu momento de maior incerteza à frente do time. Com moral pela goleada como visitante sobre o Bologna, na rodada anterior, o Frosinone buscava pela primeira vez em sua história obter dois triunfos seguidos na Serie A. Em momentos distintos, as forças quase se anularam e os celestes precisaram suar muito para conseguir os três pontos – vitais numa rodada em que os rivais diretos por vaga para a Liga dos Campeões não venceram.

O time da casa realizou um jogo seguro, demonstrando nítida evolução. Os comandados de Marco Baroni conseguiram equilibrar a posse de bola, com boas saídas do zagueiro Salamon, e agredindo bastante pelas laterais. Já os biancocelesti puderam contar com uma boa atuação de Luis Alberto, que vem fazendo uma campanha apagada. Dessa vez, o espanhol demonstrou as qualidades que encantaram a torcida na temporada passada – de um passe dele, inclusive, saiu o gol marcado por Caicedo. O jogo foi duro até o final, e o atacante Ciano incomodou muito a defesa capitolina. Mesmo que o coletivo do Frosinone não ajude, o jogador de 28 anos tem se destacado em sua estreia na elite do futebol italiano.

Consistente, o Napoli devolveu o 3 a 0 do primeiro turno contra a Sampdoria (Reuters)

Udinese 1-1 Fiorentina
Stryger | Edimilson Fernandes

Tops: Behrami (Udinese) e Fernandes (Fiorentina) | Flops: Fofana (Udinese) e Chiesa (Fiorentina)

A Fiorentina chegou para este duelo embalada pelo ótimo momento vivido por Chiesa e respaldada pelo bom retrospecto diante da Udinese – quatro vitórias no quatro jogos anteriores. Por outro lado, a equipe de Davide Nicola não empolga: tem seu pior aproveitamento desde a temporada 1989-90, quando foi rebaixada. Pelas circunstâncias, então, o empate ficou mais interessante para os friulanos, que haviam perdido seus dois primeiros jogos de 2019.

Não foi um jogo muito aberto, algo pouco habitual para a equipe treinada por Stefano Pioli – mas bem comum para qualquer time treinado por Nicola. A Udinese entregou a posse de bola para a Fiorentina e ficou confortável com isso por boa parte do jogo. Para contragolpear, apostava nos desequilíbrios individuais de De Paul e Pusseto.

O gol de Stryger, aos 56 minutos, nasceu justamente de uma jogada individual de Pussetto. O jovem cruzou e contou com o desvio da zaga para que a bola chegasse em condições de o dinamarquês empurrar para as redes. Dez minutos depois, a viola empataria a partida em um lindo chute de fora da área de Edimilson Fernandes. Os visitantes pressionaram até o fim da partida em busca da virada, mas Chiesa estava em dia pouco inspirado. A vitória escapou e, com ela, também a chance de encostar em Roma e Milan.

Cagliari 0-1 Atalanta
Hateboer

Tops: Palomino (Atalanta) e João Pedro (Cagliari) | Flops: Ionita (Cagliari) e Zapata (Atalanta)

O Cagliari costuma ser uma pedra no sapato da Atalanta: a Dea havia perdido quatros dos últimos cinco confrontos anteriores ao dessa segunda. Os sardos também não são sinais de bons presságios para o artilheiro Zapata, que pelo campeonato nunca marcou gols contra a equipe da Sardenha – já são oito jogos de jejum. No final das contas, porém, os bergamascos conseguiram arrancar um resultado importante e se aproximaram da zona Champions. Sem vencer desde o Natal, os rossoblù começam a se preocupar com a diminuição da vantagem para o Z-3.

A equipe nerazzurra começou forte, pressionando com os três meias e acelerando o jogo com Gómez e Zapata. Contudo, a marcação do Cagliari de Rolando Maran se ajustou bem e o zagueiro Romagna mostrou outra vez o potencial que possui. Na volta do intervalo, os ajustes de Gian Piero Gasperini funcionaram: o time visitante aumentou o ritmo ofensivo e chegou ao gol aos cinco minutos da segunda etapa, numa jogada bastante habitual, fazendo uso da ampitude. O ala canhoto Castgne cruzou e o destro Hateboer completou, de cabeça. Zapata perdeu algumas chances e viu sua sequência de oito rodadas seguidas marcando pelo campeonato chegar ao fim. Pelo Cagliari, a se destacar a lesão no braço – e eventual fratura – sofrida por Birsa.

Genoa 1-1 Sassuolo
Sanabria (Kouamé) | Djuricic (Locatelli)

Tops: Kouamé (Genoa) e Locatelli (Sassuolo) | Flops: Daniel Bessa (Genoa) e Berardi (Sassuolo)

Após o reencontro com as vitórias na ultima rodada do Italiano, Genoa e Sassuolo buscavam um novo triunfo para iniciar uma sequência positiva dentro do campeonato. Com esse pensamento em mente, as duas equipes entregaram um bom jogo, de muita intensidade no meio-campo e força nas transições.

Aos 28 minutos, os visitantes saíram na frente, com Djuricic marcando após bela assistência de Locatelli – sua terceira no campeonato. O Genoa empatou aos 41, depois que Kouamé disputou no alto uma bola alçada à área e serviu Sanabria. O paraguaio dominou e girou, marcando seu segundo gol em dois jogos com a camisa dos Grifoni. Até agora, uma média “piatekiana”.

O segundo tempo teve boas chances criadas. O Sassuolo ficou com o controle da posse de bola, girou o jogo com Locatelli e buscou o aporte ofensivo de Duncan, mas a péssima partida de Berardi acabou servindo de contrapeso. O Genoa, por sua vez, se manteve bem organizado e foi perigoso com a agressividade de Kouamé. No entanto, com Daniel Bessa jogando abaixo do que pode, faltou poder de criação.

Cada um para um lado: sem unidade, Inter sucumbiu frente ao Bologna (Getty)

Empoli 2-2 Chievo
Caputo (Di Lorenzo) e Caputo | Giaccherini (Djordjevic) e Stepinski

Tops: Caputo (Empoli) e Giaccherini (Chievo) | Flops: Rasmussen (Empoli) e Rigoni (Chievo)

O Chievo segue em situação bastante delicada no seu horizonte. É cada vez mais difícil tentar salvar a temporada e evitar o rebaixamento. O time treinado por Domenico Di Carlo chegou a esta partida com apenas oito pontos conquistados em 21 jogos e com vantagem no placar, como visitante, por apenas sete minutos durante todo o campeonato. O momento do Empoli também não era dos melhores: três derrotas em sequência jogando em seus domínios, e um futebol bem distante do apresentado no começo positivo de Giuseppe Iachini no comando.

O jogo na Toscana teve muitos erros em sua fase inicial. O Empoli tentou ficar mais com a bola e aproveitar a qualidade dos seus jogadores de meio-campo, mas Rasmussen colocou tudo a perder. O jovem dinamarquês, já adquirido pela Fiorentina, viveu uma jornada de falhas graves e, aos 31 minutos, errou um passe ao tentar sair jogando. Djordjevic recuperou e tocou para Giaccherini acelerar, deixar dois marcadores na saudade e finalizar sem chances para Provedel.

Após o 1 a 0 o jogo ficou bastante aberto, muito pautado nas transições e nas jogadas laterais. Até que, aos 46 minutos Giaccherini cruzou a bola para o meio da área, após cobrança de escanteio, e em nova falha de Rasmussen, Stepinski aumentou a vantagem clivense. A festa durou pouco, já que logo na saída de bola, Traoré conseguiu levar a melhor em uma dividida com dois defensores do Chievo e, na sobra, Di Lorenzo cruzou para Caputo descontar, no último lance da primeira etapa. O mesmo Caputo viria a anotar o gol de empate no começo do segundo tempo, dando números finais à partida. O ponto manteve o Empoli fora da zona de rebaixamento e o Chievo isolado na lantera.

Spal 0-0 Torino

Tops: Lazzari (Spal) e Izzo (Torino) | Flops: Cionek (Spal) e Nkoulou (Torino)

Num jogo bastante físico em Ferrara, como era de se imaginar, o árbitro Maurizio Mariani teve problemas para controlar os ânimos: se utilizou de muitos cartões para tentar se impor e não agradou a ninguém. Muito menos ao Torino, que reclamou muito da expulsão de Nkoulou, em meados do segundo tempo. Apesar de tudo, o jogo pouco empolgante não mudou a situação das equipes. A Spal está confortável, fora da zona de rebaixamento, e o Toro ainda busca um contato mais próximo com a turma que briga por vagas europeias.

O time visitante foi superior no tempo inicial, atacando bastante com seus alas e Andrea Belotti no pivô. Deste modo, criou a primeira boa oportunidade com um chute de fora da área por parte de seu camisa 9. A Spal não conseguia encaixar seu jogo direto e, com isso, Lazzari ficou apagado até os 65 minutos de jogo, quando Nkoulou recebeu o segundo amarelo e sendo expulso. Com um jogador a mais em campo, os donos da casa cresceram e, obviamente, acionaram o seu ala direito, vice-líder em assistências na Serie A. Apesar disso – e da entrada do atacante Floccari no lugar do zagueiro Cionek –, Valoti desperdiçou a chance mais cristalina.

Seleção da rodada
Donnarumma (Milan); Hateboer (Atalanta), Danilo (Bologna), Koulibaly (Napoli), Stryger (Udinese); Kucka (Parma), Locatelli (Sassuolo), Zaniolo (Roma); Caputo (Empoli), Ronaldo (Juventus), Gervinho (Parma). Técnico: Carlo Ancelotti (Napoli).



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