Serie A

Guia da Serie A 2020-21, parte 2

Ontem, publicamos a primeira parte do nosso tradicional Guia da Serie A. Agora, na véspera da primeira rodada da edição 2020-21 do campeonato, a Calciopédia traz o derradeiro segmento do especial, com todas as informações sobre times como Milan, Napoli e Roma.

Até o fechamento do nosso guia, 33 brasileiros estão aptos para disputar esta edição do Campeonato Italiano, considerando também aqueles que têm dupla nacionalidade. São nove a menos do que no início da temporada 2019-20. Os jogadores do nosso país estão distribuídos em 15 times, já que Benevento, Genoa, Inter, Napoli e Sampdoria não contam com atletas canarinhos. Lazio e Udinese são a equipes com mais representantes verde e amarelos, com quatro cada.

A Serie A terá transmissão da Band, na TV aberta, e dos canais por assinatura Bandsports e SporTV. O italiano Rai International, disponível apenas para os assinantes de algumas operadoras de TV fechada, também exibe alguns jogos. No streaming, o amante do futebol da Bota poderá acompanhar o campeonato através de sites de apostas, como o Bet365 – saiba todos os detalhes sobre transmissões aqui. Agora, sem mais delongas, confira o nosso guia!

Publicado também na Trivela.

Milan

Ibrahimovic, do Milan

Cidade: Milão (Lombardia)
Estádio: Giuseppe Meazza (78.275 lugares)
Fundação: 1899
Apelidos: Rossoneri, Diavolo
Principais rivais: Inter e Juventus
Participações na Serie A: 87
Títulos: 18
Na última temporada: 6ª posição
Objetivo: vaga na Liga dos Campeões
Brasileiros no elenco: Léo Duarte
Técnico: Stefano Pioli (2ª temporada)
Destaque: Gianluigi Donnarumma
Fique de olho: Lorenzo Colombo
Principais chegadas: Sandro Tonali (m, Brescia), Brahim Díaz (mat, Real Madrid) e Ciprian Tatarusanu (g, Lyon)
Principais saídas: Giacomo Bonaventura (m, Fiorentina), Lucas Biglia (v, Fatih Karagümrük) e Asmir Begovic (g, Bournemouth)
Time-base (4-3-1-2): Donnarumma; Conti, Kjaer, Romagnoli, Hernandez; Tonali, Bennacer, Kessié; Çalhanoglu; Ibrahimovic, Rebic (Rafael Leão).

Caso consiga reproduzir na temporada 2020-21 o futebol mostrado no período posterior ao lockdown da última Serie A, o Milan é um dos francos favoritos a uma vaga na Champions League. Dono da segunda melhor campanha do returno, com 41 pontos, o Diavolo prestigiou figuras importantes para o feito: adquiriu Kjaer e Rebic em definitivo, além de renovar com Ibrahimovic e Pioli. O treinador, em especial, ainda ganhou um belo presente para continuar seu ótimo trabalho. O clube adquiriu Tonali, um dos melhores meio-campistas em circulação pela Itália.

Sandro se junta a Bennacer e Kessié, que tiveram participação decisiva como articuladores recuados da equipe rossonera em 2019-20 e tendem a ser ainda mais importantes com o luxuoso auxílio do regista lombardo. O Milan construiu um meio-campo que, ao aliar cérebro e músculos em altas e similares proporções, pode render em alto nível por uma década inteira e dar resultados imediatos ao rubro-negro.

O Diavolo também conta com outras peças que ocupam as prateleiras mais altas do futebol italiano, como Donnarumma, Romagnoli e Hernandez. Sem falar em Çalhanoglu e Rebic, que também entram nesse seleto grupo se confirmarem o nível demonstrado em 2020. O momento é bom, reclamar de falta de um elenco de qualidade está fora de cogitação e, por isso, as expectativas são altas do lado rubro-negro de Milão. Motivos para isso não faltam.

Napoli

Osimhen e Insigne, do Napoli

Cidade: Nápoles (Campânia)
Estádio: San Paolo (54.726 lugares)
Fundação: 1926
Apelidos: Azzurri, Partenopei
Principais rivais: Verona, Juventus, Inter e Milan
Participações na Serie A: 75
Títulos: 2
Na última temporada: 7ª posição
Objetivo: vaga na Liga dos Campeões
Brasileiros no elenco: nenhum
Técnico: Gennaro Gattuso (2ª temporada)
Destaque: Lorenzo Insigne
Fique de olho: ninguém
Principais chegadas: Victor Osimhen (a, Lille), Amir Rrahmani (z, Verona) e Andrea Petagna (a, Spal)
Principais saídas: José Callejón (a, sem clube), Allan (v, Everton) e Orestis Karnezis (g, Lille)
Time-base (4-3-3): Ospina (Meret); Di Lorenzo, Manolas, Koulibaly, Mário Rui; Ruiz, Demme, Zielinski; Politano, Osimhen (Mertens), Insigne.

Correndo por fora na disputa por uma vaga na Liga dos Campeões, o Napoli terá um futebol com a cara de seu comandante: o time será voluntarioso, assim como Gattuso foi dentro de campo. Já deu para degustar um aperitivo do estilo azzurro por metade da última temporada, mas a expectativa é que a equipe seja ainda mais assertiva em 2020-21.

Além da defesa compacta, liderada por Koulibaly, se espera que o Napoli siga orientando seu jogo de posse de bola paciente e criação de espaços em Ruiz, para buscar definir com Insigne e um entre Mertens e Osimhen. O atacante nigeriano, contratação mais cara da história do clube, promete fazer os partenopei terem um melhor aproveitamento nos arremates.

Finalizador nato, além de bastante veloz, o ex-jogador do Lille representa uma grande evolução em relação a Milik, de saída da Campânia, e vai oferecer mais movimentação ao setor. Sua rápida adaptação à Serie A pode ser o diferencial entre uma surpreendente arrancada no pelotão dos quatro primeiros colocados e uma campanha persecutória aos favoritos pela classificação à Champions League, como previsto.

Parma

Gervinho, do Parma

Cidade: Parma (Emília-Romanha)
Estádio: Ennio Tardini (22.352 lugares)
Fundação: 1913
Apelidos: Gialloblù, Crociati e Ducali
Principais rivais: Bologna e Reggiana
Participações na Serie A: 27
Títulos da Serie A: nenhum (melhor desempenho: 2ª colocação)
Na última temporada: 11ª posição
Objetivo: escapar do rebaixamento
Brasileiros no elenco: Hernani
Técnico: Fabio Liverani (1ª temporada)
Destaque: Gervinho
Fique de olho: Drissa Camara
Principais chegadas: Alessio Da Cruz (a, Sheffield Wednesday) e Fabrizio Alastra (g, Pescara)
Principais saídas: Dejan Kulusevski (mat, Juventus), Gianluca Caprari (a, Benevento) e Antonino Barillà (m, Monza)
Time-base (4-3-3): Sepe; Darmian, Iacoponi, Bruno Alves, Gagliolo; Kucka, Hernani, Kurtic; Karamoh, Cornelius (Inglese), Gervinho.

Sirenes de alerta ligadas no Tardini. Apesar de ter sido uma das surpresas da Serie A em 2019-20, ao garantir sua segunda permanência com sobras, o Parma corre risco real de rebaixamento nesta temporada. Os efeitos econômicos da pandemia e a saída dos sócios chineses, que tinham uma cota de ações minoritária, fizeram com que o clube tivesse uma atuação extremamente tímida na janela de transferências. Por terem seu orçamento comprometido com aquisições em definitivo de jogadores que já estavam no elenco – custos que chegam a quase 52 milhões de euros –, os crociati não se reforçaram: apenas atletas que estavam emprestados retornaram. A compra da agremiação pelo norte-americano Kyle Krause, em meados de setembro, pode amenizar o impacto nos cofres e, finalmente, movimentar o mercado dos parmenses.

Em sentido oposto, o Parma viu Kulusevski (seu principal jogador, mas de propriedade da Atalanta) deixar a Emília-Romanha sem que isso lhe rendesse um centavo sequer. O clube parmegiano ainda amargou a partida de outras peças importantes – sem falar que Darmian também está de saída. O grupo foi sensivelmente reduzido e isso já seria temerário se a média de idade não fosse tão alta e se o projeto em curso já estivesse consolidado. Não é o que ocorre.

Apenas seis dos remanescentes de 2019-20 nasceram de 1994 para cá, o que mostra quão envelhecido é o plantel gialloblù. Ademais, a diretoria dispensou o bom técnico D’Aversa, substituindo-o com um treinador de perfil completamente diferente. Enquanto o ítalo-germânico fechava a casinha com maestria e propunha um futebol reativo, de contra-ataques bem encaixados, Liverani gosta que seus times tenham a bola e agridam com frequência, características que os atletas à disposição não vinham trabalhando. Uma transição pouco traumática entre os estilos será vital para o destino dos ducali.

Roma

Pellegrini, da Roma

Cidade: Roma (Lácio)
Estádio: Olímpico (70.634 lugares)
Fundação: 1927
Apelidos: Capitolinos, Giallorossi, Lupi, A Maggica
Principais rivais: Lazio e Juventus
Participações na Serie A: 88
Títulos: 3
Na última temporada: 5ª posição
Objetivo: vaga na Liga dos Campeões
Brasileiros no elenco: Juan Jesus, Roger Ibañez e Bruno Peres
Técnico: Paulo Fonseca (2ª temporada)
Destaque: Lorenzo Pellegrini
Fique de olho: Javier Vicario
Principais chegadas: Pedro (a, Chelsea), Marash Kumbulla (z, Verona) e Robin Olsen (g, Cagliari)
Principais saídas: Chris Smalling (z, Manchester United), Nikola Kalinic (a, Atlético de Madrid) e Aleksandar Kolarov (le, Inter)
Time-base (4-2-3-1): Pau López; Bruno Peres, Mancini, Kumbulla, Spinazzola; Pellegrini (Cristante), Veretout (Diawara); Pedro, Mkhitaryan, Kluivert; Dzeko.

A Roma trocou de proprietário, mas não deve mudar de patamar em 2020-21. A gestão Friedkin tem se concentrado em manter as características do elenco que Paulo Fonseca já tinha em mãos e trabalhou para manter algumas peças – como Smalling, cujo retorno de empréstimo parece complicado.

Como a negociação pelo zagueiro inglês não evoluiu, a equipe giallorossa aproveitou uma oportunidade de mercado e fechou com o jovem albanês Kumbulla, um dos melhores beques da última temporada, que fará uma excelente dupla com Mancini. Os centrais deverão ser um dos pontos fortes da Loba, juntamente ao já consolidado trio de criação formado por Pellegrini, Veretout e Mkhitaryan.

No entanto, nem tudo são flores. Zaniolo ficará fora por mais seis meses e não se sabe em que condições o jovem meia, com cirurgias nos dois joelhos, voltará a atuar. Além disso, a Roma mais uma vez vê a continuidade do capitão Dzeko na corda bamba. Em 2019-20, mesmo com a sondagem da Inter, o bósnio permaneceu; dessa vez, atraído pela Juventus, não parece que o fará. Milik, seu substituto em potencial, não tem as mesmas características e dificilmente irá atuar como um “regista avançado”, criando para os colegas chegarem de trás e concluírem. Na retrospectiva da última Serie A, escrevemos que esta nova Loba precisaria do camisa 9 como uma espécie de fiador do projeto. Sem Edin, retornar à Champions League será uma tarefa mais complicada.

Sampdoria

Quagliarella, da Sampdoria

Cidade: Gênova (Ligúria)
Estádio: Luigi Ferraris (36.599 lugares)
Fundação: 1946
Apelidos: Blucerchiati, Doria, Samp
Principal rival: Genoa
Participações na Serie A: 64
Títulos: 1
Na última temporada: 15ª posição
Objetivo: meio da tabela
Brasileiros no elenco: nenhum
Técnico: Claudio Ranieri (2ª temporada)
Destaque: Fabio Quagliarella
Fique de olho: Mikkel Damsgaard
Principais chegadas: Valerio Verre (m, Verona) e Mikkel Damsgaard (mat, Nordsjaelland)
Principais saídas: Karol Linetty (m, Torino), Nicola Murru (le, Torino) e Édgar Barreto (m, NEC Nijmegen)
Time-base (4-4-2): Audero; Bereszynski, Yoshida, Colley, Augello; Depaoli, Thorsby, Ekdal, Jankto; Gabbiadini (Ramírez), Quagliarella.

Prontos para mais um ano no meio da tabela, torcedores dorianos? A Sampdoria sofreu poucas alterações em relação à última temporada e se contentará com um percurso menos tortuoso do que o de 2019-20, quando chegou a brigar contra o rebaixamento. Se terminar entre os 10 primeiros colocados, o time de Gênova já se dará por satisfeito.

O principal desafio do veterano Ranieri será acertar a defesa blucerchiata, que foi a sexta pior da última Serie A. Os 65 gols sofridos estão muito acima de um patamar que o treinador, conhecido por montar linhas defensivas bastante compactas e eficientes, considera aceitável. Porém, será difícil lograr êxito com os irregulares zagueiros centrais que tem à disposição – Yoshida, Colley, Chabot e Tonelli.

Além do óbvio destaque para a dupla de atacantes composta pelo veterano Quagliarella e pelo eficiente Gabbiadini, vale ficar de olho na evolução do meio-campo doriano. Apesar de a diretoria ter permitido a saída do incansável Linetty para o Torino, a conjuração nórdica formada por Ekdal e Thorsby, com os garotos Askildsen e Damsgaard como coadjuvantes, promete momentos de eficácia e brilhantismo.

Sassuolo

Berardi, do Sassuolo

Cidade: Sassuolo (Emília-Romanha)
Estádio: Mapei Stadium – Città del Tricolore (21.525 lugares)
Fundação: 1920
Apelidos: Neroverdi, Sasòl
Principal rival: Modena
Participações na Serie A: 8
Títulos: nenhum (melhor desempenho: 6ª colocação)
Na última temporada: 8ª posição
Objetivo: meio da tabela
Brasileiros no elenco: Rogério e Marlon
Técnico: Roberto De Zerbi (3ª temporada)
Destaque: Domenico Berardi
Fique de olho: Nicolás Schiappacasse
Principais chegadas: Kaan Ayhan (z, Fortuna Düsseldorf), Maxime López (m, Marseille) e Nicolás Schiappacasse (mat, Famalicão)
Principais saídas: Alessandro Tripaldelli (le, Cagliari) e Giangiacomo Magnani (z, Verona)
Time-base (4-2-3-1): Consigli; Müldür, Ayhan (Marlon), Ferrari (Peluso), Kyriakopoulos (Rogério); Locatelli, Obiang (Traorè); Berardi, Djuricic, Boga; Caputo.

Se você quiser apostar num penetra “roubando” vaga dos favoritos à Liga Europa, coloque suas fichas no Sassuolo. A equipe neroverde já não pode mais ser considerada uma surpresa, visto que o técnico De Zerbi inicia seu terceiro ano de gestão com propostas muito bem trabalhadas e executadas. Veremos, mais uma vez, um futebol vertical e intenso, de muita pressão e posse de bola efetiva.

O bom elenco emiliano sofreu alterações praticamente irrisórias: continua numeroso e equilibrado, o que permitirá ao treinador realizar uma rotação frequente das peças, como já fizera em 2019-20. As permanências de nomes cobiçados por grandes clubes, como Locatelli, Boga, Berardi e Caputo – fulcrais para a dinâmica de jogo neroverde, assim como Müldür e Djuricic – devem ser comemoradas no Mapei Stadium. Isso é um bom indicativo de que o rendimento do Sassuolo será similar ao da última temporada, na qual o time teve o sexto melhor ataque da Serie A, atrás apenas dos cinco primeiros colocados.

De Zerbi e seus pupilos começam a sua trajetória com a humildade inerente aos pequenos, traço cultural do futebol italiano. O seu objetivo inicial é garantir o Sassuolo na elite pelo nono ano seguido para, depois, se possível, traçar planos mais ambiciosos. Mas, cá entre nós, concluir a competição entre os 10 primeiros colocados mais uma vez é uma realização bastante tangível para esse grupo. E, se algum gigante bobear, Boga, Berardi e Caputo não irão se fazer de rogados.

Spezia

Italiano, técnico do Spezia

Cidade: La Spezia (Ligúria)
Estádio: Alberto Picco (10.336 lugares)
Fundação: 1906
Apelidos: Aquilotti, Bianchi, Bianconeri
Principais rivais: Genoa, Pisa, Carrarese e Lucchese
Participações na Serie A: nenhuma; estreante
Títulos: nenhum
Na última temporada: 3ª posição da Serie B; promovido após playoffs
Objetivo: escapar do rebaixamento
Brasileiros no elenco: Rafael, Léo Sena e Diego Farias
Técnico: Vincenzo Italiano (2ª temporada)
Destaque: Giulio Maggiore
Fique de olho: Roberto Piccoli
Principais chegadas: Jeroen Zoet (g, PSV Eindhoven), Ardian Ismajli (z, Hajduk Split) e Federico Mattiello (ld, Cagliari)
Principais saídas: Federico Ricci (mat, Sassuolo), Simone Scuffet (g, Udinese) e Antonino Ragusa (a, Verona)
Time-base (4-3-3): Zoet; Mattiello (Sala), Erlic, Ismajli, Marchizza; Bartolomei, M. Ricci, Maggiore; Mastinu, Galabinov, Gyasi.

Finalmente, Spezia. Nos últimos sete anos, o time bianconero chegou seis vezes ao playoff de acesso à Serie A e apenas em 2020 conseguirá estrear na competição, sendo o 68º clube diferente a disputá-la. No entanto, e precisará superar um histórico desfavorável: dos sete novatos no século XXI, somente três conseguiram a permanência no primeiro ano.

Quinto representante da Ligúria na elite (região que, pela primeira vez, terá três equipes na categoria ao mesmo tempo), o Spezia conta com algo que nenhuma outra agremiação tem: um scudetto honorário pela vitória no Campeonato da Alta Itália de 1944, durante a II Guerra Mundial. Também conta com uma boa capacidade de investimentos, já que é uma das propriedades do bilionário ítalo-nigeriano Gabriele Volpi – também dono do Arzachena, da Serie D, e da Pro Recco, potência no polo aquático. Apesar disso, os aquilotti têm o plantel mais modesto da elite e um ataque que seria contestado mesmo na segundona.

Fazer gols tende a ser uma dificuldade para os aquilotti, mas, por outro lado, a diretoria vem montando um time interessante do meio para trás. Zoet é o nome mais conhecido do elenco, tem passagem pela seleção holandesa e irá liderar uma defesa com jovens de bom nível, como os laterais Mattiello, Sala e Marchizza, além dos zagueiros Erlic, Capradossi e Ismajli – este último, titular da Albânia. Porém, os principais jogadores dos spezzini são os volantes Bartolomei e Maggiore, dotados de bastante intensidade e participação na construção ofensiva. O Spezia não demorou tanto a chegar na Serie A para passar vergonha: irá brigar para ficar.

Torino

Belotti, do Torino

Cidade: Turim (Piemonte)
Estádio: Olímpico Grande Torino (28.177 lugares)
Fundação: 1906
Apelidos: Toro, Granata
Principal rival: Juventus
Participações na Serie A: 77
Títulos: 7
Na última temporada: 16ª posição
Objetivo: meio da tabela
Brasileiros no elenco: Lyanco e Bremer
Técnico: Marco Giampaolo (1ª temporada)
Destaque: Andrea Belotti
Fique de olho: Michel Adopo
Principais chegadas: Ricardo Rodríguez (le, PSV), Karol Linetty (m, Sampdoria) e Mërgim Vojvoda (ld, Standard Liège)
Principais saídas: Lorenzo De Silvestri (ld, Bologna) e Ola Aina (ld, Fulham)
Time-base (4-3-1-2): Sirigu; Vojvoda (Ansaldi), Nkoulou (Izzo), Bremer, Rodríguez; Meïté (Baselli), Rincón, Linetty; Verdi; Belotti, Zaza.

Depois de uma temporada tão decepcionante, o Torino fez o óbvio: mudou. Os anos de jogo reativo e 3-5-2 ficaram para trás e, agora, os grenás apostam no propositivo 4-3-1-2 de Giampaolo – que também busca recuperar prestígio após meses muito negativos no comando do Milan. Para acelerar o processo de adaptação do time, o treinador buscou jogadores com os quais trabalhou anteriormente: Rodríguez, no rossonero, e Linetty e Murru, na Sampdoria.

As principais movimentações do Toro foram nas laterais – saíram dois jogadores do setor e três foram contratados –, mas a contratação mais expressiva foi a do meia central Linetty. Ex-pilar da Samp, ele será o grande responsável por fazer a bola circular no centro do campo para chegar com qualidade a Verdi ou, em última instância, para a finalização de Zaza ou Belotti.

Com média aproximada de um gol a cada dois jogos, o capitão do Torino precisa de apenas oito tentos para alcançar os 100 com a camisa grená, mas tem potencial de colocar a bola na casinha muito mais vezes em 2020-21. Basta lembrar que foi sob o comando de Giampaolo que Quagliarella se tornou um matador. Com um verdadeiro 9 em suas mãos, o treinador poderá colher frutos ainda mais saborosos.

Udinese

Gotti, técnico da Udinese

Cidade: Údine (Friul-Veneza Júlia)
Estádio: Friuli – Dacia Arena (25.132 lugares)
Fundação: 1896
Apelidos: Bianconeri, Friulani e Zebrette
Principais rivais: Venezia e Triestina
Participações na Serie A: 48
Títulos: nenhum (melhor desempenho: vice-campeã)
Na última temporada: 13ª posição
Objetivo: escapar do rebaixamento
Brasileiros no elenco: Nícolas, Samir, Rodrigo Becão e Walace
Técnico: Luca Gotti (2ª temporada)
Destaque: Rodrigo De Paul
Fique de olho: Martin Palumbo
Principais chegadas: Nahuel Molina (ld, Boca Juniors), Thomas Ouwejan (le, AZ Alkmaar) e Fernando Forestieri (a, Sheffield Wednesday)
Principais saídas: Ken Sema (le, Watford) e Seko Fofana (m, Lens)
Time-base (3-5-2): Musso; Rodrigo Becão, De Maio (Troost-Ekong), Nuytinck (Samir); Larsen, De Paul, Jajalo (Mandragora), Walace, Zeegelaar; Lasagna, Okaka.

Na última temporada, Gotti surpreendeu ao conseguir ser efetivado como técnico da Udinese. O ex-interino foi capaz de aproveitar a sintonia entre Fofana e De Paul e ainda contou com excelentes performances individuais de Musso, Lasagna e Sema. Dois desses jogadores, porém, já não estão mais no plantel e suas ausências dificultam a vida do treinador. Sem Fofana e Sema, os friulanos perdem potência e duas das principais alternativas de ataque – ambas pelo lado esquerdo.

Se Musso já teve de fazer milagres em 2019-20, terá de se desdobrar ainda mais na campanha que está para começar. O goleiro argentino é, ao lado do compatriota De Paul, uma das grandes estrelas de um elenco curto e com déficit de opções confiáveis em todos os setores. Qualquer expectativa de salvação da equipe de Údine passará por um bom desempenho da dupla.

A Udinese tem outros bons nomes no onze inicial, como Rodrigo Becão, Walace, Lasagna e Mandragora – a ver, no caso do volante italiano, como retorna de lesão. Porém, o desnível entre os prováveis titulares e as suas alternativas continua alto. Tão excessivo quanto o descaso de Giampaolo Pozzo, presidente da agremiação, capaz de dar sinal verde para a contratação de um jogador como Forestieri em pleno ano da graça de 2020. Permanecer aos trancos e barrancos já será motivo de comemoração no Friuli.

Verona

Juric, técnico do Verona

Cidade: Verona (Vêneto)
Estádio: Marcantonio Bentegodi (31.045 lugares)
Fundação: 1903
Apelidos: Mastini, Scaligeri, Butei, Gialloblù
Principais rivais: Vicenza, Napoli e Milan
Participações na Serie A: 30
Títulos: 1
Na última temporada: 9ª posição
Objetivo: escapar do rebaixamento
Brasileiros no elenco: Alan Empereur e Lucas Felippe
Técnico: Ivan Juric (2ª temporada)
Destaque: Miguel Veloso
Fique de olho: Kevin Rüegg
Principais chegadas: Adrien Tameze (v, Atalanta), Marco Benassi (m, Fiorentina) e Antonín Barák (mat, Lecce)
Principais saídas: Amir Rrahmani (z, Napoli), Sofyan Amrabat (v, Fiorentina) e Marash Kumbulla (z, Roma)
Time-base (3-4-2-1): Silvestri; Çetin, Günter, Empereur (Magnani); Faraoni, Tameze, Miguel Veloso, Lazovic; Benassi, Barák (Zaccagni); Di Carmine (Stepinski).

Uma das surpresas da última temporada, o Verona precisou passar por uma pequena revolução. Como havia contratado muitos jogadores por empréstimo e teve atletas com desempenho destacado em 2019-20 – inclusive os que estavam cedidos –, não foi capaz de segurá-los e manter o elenco inalterado. Oito peças importantes deixaram o Bentegodi e cinco delas são de difícil reposição, pelo papel central que ocupavam: Rrahmani, Kumbulla, Amrabat, Pessina e Verre.

Para substitui-los, a diretoria buscou jogadores promissores, como Çetin, Ilic e Rüegg, e também observou o mercado para aproveitar descartes de outras equipes italianas. Essa estratégia deu certo na última campanha e promete ser eficaz novamente, já que Benassi, Tameze e Barák têm muita qualidade. A rigor, os experientes Miguel Veloso e Lazovic ganham companheiros de meio-campo que não devem em nada aos seus antecessores.

É improvável que o Hellas brigue na parte de cima da tabela novamente, mas o verdadeiro objetivo dos mastini na temporada é uma permanência sem sustos. Para tal, Juric manterá seu consolidado e compacto 3-4-2-1, no qual costuma fechar a casinha e apostar em rápidas transições com Faraoni e Lazovic.

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