Coppa Italia

Tem a cereja, falta o bolo

A vitória de 2-1 da Roma sobre a Inter coroa o fim da temporada giallorossa com um troféu da mesma forma que começou e contra o mesmo adversário. Atuando de forma muito empenhada, os donos da casa conquistaram duas das três competições nacionais: a Supercoppa e a Coppa. Mas e daí? Ambos, juntos, não significam 5% do que fá-lo-ia o scudetto levado pelos interistas. O único gosto bom é aquele de fim de temporada fechado com chave de ouro. Só que vencer a liga nacional seria como receber – ao invés da chave -, uma Telesena com casa e carro de ouro, além de um beijo de Silvio Santos.

De qualquer jeito, é inegável o progresso da equipe romanista nos últimos anos. Basta pegar como exemplo as escalações da squadra nos dois jogos contra o Middlesbrough pelas oitavas-de-final da Copa da Uefa, na temporada 2005/06, que culminaram na eliminação romanista:


Roma (4-2-3-1): Curci; Bovo, Kuffour, Mexès, Chivu (Panucci, 86′); De Rossi, Dacourt (Okaka, 63′); Álvarez (Aquilani, 71′), Perrotta, Mancini; Taddei.
Roma (4-2-3-1): Curci; Panucci, Kuffour, Mexès, Cufré; Tommasi (Álvarez, 73′), Dacourt (Aquilani, 84′); Kharja, Perrotta, Mancini; Taddei (Okaka, 61′).
Técnico: Luciano Spalletti.

Nada coincidentemente, esta equipe – que teve que escalar Taddei de centro-avante e contar com Kuffour e Cufré fazendo duplinha na defesa -, foi derrubada pela Inter na final da Coppa. Aliás, no ano anterior, o mesmo já havia acontecido, quando Adriano fez Curci ter pesadelos ao levar o desvalorizado troféu para Milão. Sem (ainda) ser vendida, a Roma tem conseguido progredir graças a diversos fatores: o Calciocaos na temporada passada (isso inclui a queda da Juve e a perda de pontos de Milan e Fiorentina), o trabalho sério de Spalletti, o afastamento de frutas podres e o enriquecimento com tudo isso.

Se a previsão não é dos romanistas serem campeões de tudo – e talvez nem de algo expressivo – é mais que justo dar uma breve olhada para o igualmente breve passado e enxergar a ordem e progresso dos comandados de Spalletti. Há dois anos, levar a Coppa Italia seria motivo de agradecimento a todos os santos – até San Siro. Hoje, se ela já não satisfaz, significa claramente que o padrão mudou para melhor, muito melhor.

Brinquedinho de rico das Telesenas Sensi

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