Serie A

Parada de inverno: Sampdoria

Cassano: nem ele tem conseguido colocar a Sampdoria nos trilhos

A campanha (até o fim de 2008)
14ª colocação. 16 jogos, 19 pontos. 5 vitórias, 4 empates, 7 derrotas. 15 gols marcados, 18 sofridos.

O time-base
Castellazzi; Accardi, Gastaldello, Lucchini; Padalino, Delvecchio, Sammarco, Francheschini, Pieri; Bellucci, Cassano.

O comandante
Walter Mazzarri. Repetindo a mesma tática da última temporada, Mazzarri não tem conseguido o mesmo resultado. O setor de criação perdeu muito com as saídas de Sergio Volpi e Christian Maggio. Os jogadores contratados para dar fluência às jogadas ofensivas do time não têm correspondido, como o lituano Stankevicius, os italianos Dessena e Pieri e o suíço Padalino. Mesmo assim, Mazzarri peca em insistir no mesmo esquema, que tem se mostrado falho: mesmo com Cassano no time, o ataque marcou apenas 15 gols. É a hora de experimentar algo novo: há opções no banco e outros jogadores devem chegar para compor o elenco blucerchiati.

O herói
Antonio Cassano. Mantendo o bom nível da última temporada, Cassano é um dos poucos que se salvam, nesta temporada abaixo da média do time do Marassi. Rejeitado por Marcello Lippi, técnico da Azzurra, Il Gioiello di Bari Vecchia tem tentado levantar o time, dedicando-se tanto quanto na temporada passada. Com apenas cinco gols, já é artilheiro da equipe nesta Serie A. O desempenho pode parecer dos menos vistosos, mas Peter Pan joga praticamente sozinho nesta Samp. Seus companheiros de ataque não tem ajudado: Bellucci, o titular, sempre foi apenas voluntarioso, com alguns lampejos. Bonazzoli, bomber clássico, não se encontra em boa fase. O uruguaio Fornaroli atuou por apenas 70 minutos: contratado como aposta para o futuro, atravessa um presente infrutífero.

O vilão
Daniele Dessena. A última temporada, pelo Parma, não credenciava Dessena a uma transferência para um clube que disputaria Copa UEFA. Ao lado de Cigarini, formou a dupla que prometia ser uma das maiores esperanças de sucesso do Parma de Tommaso Ghirardi. O meia da Samdoria parece estar se convertendo num foguete molhado: após a decepcionante temporada pelos crociati, Dessena atravessa fase horrorosa também no time genovês. Atuações sem brilho, expulsões bobas e sumiços em jogos fáceis não é exatamente o que se espera de um jovem de futuro brilhante. No entanto, Dessena – de apenas 21 anos – ainda tem certo tempo para provar que pode jogar em alto nível. Como Cigarini (que também vem mal pela Atalanta), tem que “dar a volta por cima antes que seja tarde”.

A perspectiva
Meio da tabela e oitavas-de-final na Copa UEFA. A temporada da Sampdoria vai se convertendo em um anti-clímax. A campanha na última temporada rendeu bons frutos e se esperava que o trabalho continuasse a ter um ritmo estável. No entanto, a perda de Maggio e Volpi surtiu efeito indesejado na equipe. Alguns jogadores que chegaram para substituí-los não deram certo, caso de Dessena, ou não tinham qualidade suficiente para assumir a titularidade de um time que jogaria Copa UEFA e lutaria por vagas na Europa – caso de Padalino. Agora, com a chegada de Andrea Raggi e a iminente chegada de mais um atacante, a Samp deveria buscar entrosamento para a próxima temporada. Na Copa UEFA, o time de Gênova disputará com o Metalist Kharkiv, da Ucrânia, uma vaga para as oitavas-de-final. A equipe eslava, que conta com a presença do brasileiro Jajá (ex-América-MG), deve oferecer bastante resistência.

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